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	<title>Categoria Edição 238 - Teixeira Fortes Advogados Associados</title>
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		<title>STF julga constitucional limitação para compensação de prejuízos fiscais de empresas</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/06/28/stf-julga-constitucional-limitacao-para-compensacao-de-prejuizos-fiscais-de-empresas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 11:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 238]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por maioria dos votos, o Plen&#225;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quinta-feira (27), o julgamento do Recurso Extraordin&#225;rio (RE) 591340, interposto contra decis&#227;o que considerou legal a limita&#231;&#227;o em 30% para cada ano-base do direito do contribuinte de compensar os preju&#237;zos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jur&#237;dica (IRPJ) e da base [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por maioria dos votos, o Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quinta-feira (27), o julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio (RE) 591340, interposto contra decis&atilde;o que considerou legal a limita&ccedil;&atilde;o em 30% para cada ano-base do direito do contribuinte de compensar os preju&iacute;zos fiscais do Imposto de Renda da Pessoa Jur&iacute;dica (IRPJ) e da base de c&aacute;lculo negativa da Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido (CSLL). Sobre a mat&eacute;ria, a Corte formulou a tese de repercuss&atilde;o geral de que &eacute; constitucional a limita&ccedil;&atilde;o do direito de compensa&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos fiscais no IRPJ e da base de c&aacute;lculo negativa da CSLL.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	No recurso, o P&oacute;lo Industrial Positivo e Empreendimentos Ltda. alegava que a decis&atilde;o do Tribunal Regional Federal da 1&ordf; Regi&atilde;o (TRF-1) violou os artigos 145, par&aacute;grafo 1&ordm;; 148; 150, inciso IV; 153, inciso III, e 195, inciso I, al&iacute;nea c, da Constitui&ccedil;&atilde;o. Segundo a argumenta&ccedil;&atilde;o, as limita&ccedil;&otilde;es impostas pelas Leis 8.981/95 e 9.065/95, cuja constitucionalidade &eacute; discutida no processo, configuram tributa&ccedil;&atilde;o sobre o patrim&ocirc;nio ou o capital das empresas, e n&atilde;o sobre o lucro ou renda, o que adultera os conceitos delineados pelo Direito Comercial e pela Constitucional. Assim, sustentou ter sido institu&iacute;do verdadeiro empr&eacute;stimo compuls&oacute;rio, pois o contribuinte desembolsa antecipadamente o recolhimento dos tributos para, posteriormente, recuper&aacute;-los com a compensa&ccedil;&atilde;o da base de c&aacute;lculo negativa n&atilde;o utilizada.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Corrente majorit&aacute;ria</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	A an&aacute;lise do RE teve in&iacute;cio em 29/5, com a leitura do relat&oacute;rio pelo ministro Marco Aur&eacute;lio e, em seguida, com as sustenta&ccedil;&otilde;es orais dos representantes das partes e dos interessados (amici curiae). Na sess&atilde;o de hoje, foram proferidos os votos. A maioria dos ministros negou provimento ao recurso, acompanhando o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	De acordo com ele, a limita&ccedil;&atilde;o de 30% n&atilde;o viola os princ&iacute;pios constitucionais do direito tribut&aacute;rio. Para o ministro Alexandre de Moraes, conforme a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, a compensa&ccedil;&atilde;o fiscal &eacute; de discricionariedade do Congresso Nacional, desde que respeitados os princ&iacute;pios relacionados ao sistema tribut&aacute;rio. &ldquo;&Eacute; uma benesse ao contribuinte&rdquo;, observou.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	O ministro lembrou que alguns pa&iacute;ses editam normas para auxiliar o empreendedorismo e que a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira tamb&eacute;m disp&otilde;e de mecanismos para tentar, principalmente em momentos de crise, manter a empregabilidade e a renda. O sistema de compensa&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos, que existe desde 1947, &eacute; um desses mecanismos, mas n&atilde;o h&aacute; direito adquirido a ele.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Ao examinar o caso, o ministro destacou que as normas questionadas configuram t&eacute;cnica fiscal de compensa&ccedil;&atilde;o de preju&iacute;zos fiscais registrados em determinado ano-base, e n&atilde;o de taxa&ccedil;&atilde;o de lucro n&atilde;o existente. &ldquo;N&atilde;o se pode, a meu ver, entender que a legisla&ccedil;&atilde;o ordin&aacute;ria possibilitou a taxa&ccedil;&atilde;o de renda ou lucros fict&iacute;cios em patrim&ocirc;nio inexistente&rdquo;, concluiu, ao citar v&aacute;rios precedentes, entre eles o RE 344994. Essa vertente foi acompanhada pelos ministros Lu&iacute;s Roberto Barroso, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Luiz Fux e o presidente da Corte, Dias Toffoli.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Relator</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	O relator, ministro Marco Aur&eacute;lio, considerou inconstitucional a limita&ccedil;&atilde;o e votou pelo provimento do RE para reformar o ac&oacute;rd&atilde;o questionado e assentar a inconstitucionalidade dos artigos 42 e 58 da Lei 8.981/1995 e dos artigos 15 e 16 da Lei 9.065/1995. Segundo ele, o que se pretende com a limita&ccedil;&atilde;o &eacute; fazer incidir tributa&ccedil;&atilde;o sobre a renda no pr&oacute;prio patrim&ocirc;nio do contribuinte em viola&ccedil;&atilde;o aos artigos 153, inciso III, e 195, inciso I, al&iacute;nea &ldquo;c&rdquo;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. O relator tamb&eacute;m entendeu que as normas desrespeitam o princ&iacute;pio da capacidade contributiva e o princ&iacute;pio da anterioridade, ao verificar que esta &eacute; uma garantia do contribuinte.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Para o ministro Marco Aur&eacute;lio, as normas contestadas compelem o contribuinte a adimplir obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria sem a exist&ecirc;ncia real de lucro de fato gerador. A seu ver, a medida implementada pelas leis acarreta incid&ecirc;ncia sobre resultados &ldquo;que n&atilde;o necessariamente acrescem o patrim&ocirc;nio do recorrente, mas t&atilde;o somente rep&otilde;em perdas verificadas nos per&iacute;odos anteriores&rdquo;. A tributa&ccedil;&atilde;o de renda ficta, segundo ele, alcan&ccedil;a o patrim&ocirc;nio do contribuinte e coloca em risco a manuten&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria fonte produtora&rdquo;. O relator foi seguido pelos ministros Edson Fachin e Ricardo Lewandowski.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	A tese de repercuss&atilde;o geral da mat&eacute;ria constitucional foi aprovada por maioria dos votos, vencido o ministro Marco Aur&eacute;lio.</p>
<p>
	Fonte: STF</p>
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		<item>
		<title>O protesto de decisão judicial</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/06/24/o-protesto-de-decisao-judicial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jun 2019 10:50:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 238]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça de São Paulo noticiou no último dia 19/06/19 que alterou as Normas da Corregedoria para possibilitar o protesto de decisão judicial transitada em julgado. No entanto, é importante dizer que o protesto em questão já era realizado antes mesmo de estar previsto na nova legislação processual, a partir da interpretação do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça de São Paulo noticiou no último dia 19/06/19 que alterou as Normas da Corregedoria para possibilitar o protesto de decisão judicial transitada em julgado. No entanto, é importante dizer que o protesto em questão já era realizado antes mesmo de estar previsto na nova legislação processual, a partir da interpretação do artigo 1° da Lei 9.492/97<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>Com base no artigo retro é que o Superior Tribunal de Justiça já se posicionava quanto a possibilidade de protestar a sentença condenatória transitada em julgado (da qual não cabe mais recurso pela parte vencida) e que fizesse menção à obrigação pecuniária a ser paga pelo réu.</p>
<p>Nesse sentido o voto do Min. Humberto Gomes de Barros, relator do acórdão REsp 750.805-RS, para quem o protesto da sentença transitada em julgado seria instrumento hábil a compelir o devedor a cumprir a obrigação a que fora condenado, de modo a não protelar a sua satisfação pelo abalo do seu crédito em razão da sua negativação:</p>
<p><em>“[&#8230;] o protesto causa efeito negativo na vida do devedor recalcitrante. A publicidade específica, que causa a restrição ao crédito, leva o devedor a adimplir sua obrigação, tão logo quanto possível, para livrar-se da restrição creditícia.<br />
É inegável que essa finalidade do protesto de título judicial &#8211; em nada condenável, já que a grande pretensão das últimas reformas legislativas foi dar efetividade ao cumprimento das decisões judiciais – torna-o legítimo instrumento de amparo aos interesses do credor e, ao fim e cabo, do próprio Estado.<br />
[&#8230;]<br />
Hoje, o devedor condenado por sentença judicial transitada em julgado protela o quanto quer o moribundo processo de execução. Não sofre nada por isso e ainda aufere vantagem, fazendo do Judiciário mero balcão de rolagem de dívidas.<br />
Com a permissão do protesto das sentenças condenatórias, representativas de obrigação pecuniária líquida, certa e exigível, transitadas em julgado, o réu/devedor sofrerá sério abalo em seu crédito. Diante desse fato, só deixará de cumprir a obrigação se efetivamente não possuir meios de fazê-lo.”</em><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>O entendimento acima prevalece, mas, como mencionado anteriormente, o protesto de decisão judicial transitada em julgado é regulado atualmente pelo artigo 517 do Código de Processo Civil, que assim dispõe:</p>
<p><em>&#8220;<u>Art. 517. A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523.</u><br />
§1º Para efetivar o protesto, incumbe ao exequente apresentar certidão de teor da decisão.<br />
§2º A certidão de teor da decisão deverá ser fornecida no prazo de 3 (três) dias e indicará o nome e a qualificação do exequente e do executado, o número do processo, o valor da dívida e a data de decurso do prazo para pagamento voluntário.<br />
§3º O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode requerer, a suas expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à margem do título protestado.<br />
§4º A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.&#8221;<br />
</em><br />
A inovação está na possibilidade de protestar não apenas sentença, mas outras decisões que constituam título executivo judicial, ou seja, que mencionem a quantia que deve ser paga pelo réu, e que tenha transcorrido o prazo para pagamento voluntário da obrigação previsto no artigo 523 do Código de Processo Civil<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>.</p>
<p>Serve de exemplo a decisão mencionada na notícia publicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo proferida na ação monitória, que converte o mandado monitório em título executivo judicial no caso do devedor não pagar o débito e não opor embargos, conforme o disposto no parágrafo 2° do artigo 701 do Código de Processo Civil<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>.</p>
<p>O protesto de decisão judicial, portanto, é um dos instrumentos a disposição do credor para constranger o devedor ao pagamento de um débito, vez que o seu apontamento reflete negativamente em cadastros como o da <em>Serasa Experian</em>, por exemplo, consultado comumente antes de qualquer negociação, especialmente as que envolvem cessão de crédito.<br />
&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> L. 9.492/97 – Art. 1º Protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> STJ, REsp 750.805-RS (2005/0080845-0), Rel. Min. Humberto Gomes de Barros, Terceira Turma, julgamento 14/02/08, DJe 16/06/09</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> <em>In</em> Breves Comentários ao Código de Processo Civil – Edição 2016, Editora Revista dos Tribunais, Prof. Dr. Sérgio Seiji Shimura: “[&#8230;] Quando o art. 517 do CPC/2015 se refere à “decisão judicial”, quer nos parecer que alberga todos os títulos executivos judiciais que autorizam o cumprimento definitivo de sentença.<br />
Isso porque a “sentença arbitral” ou o acórdão do Tribunal Marítimo, malgrado não sejam propriamente uma decisão “judicial”, são executáveis por meio de cumprimento de sentença, títulos que também autorizam o protesto.”</p>
<p><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Art. 701. [&#8230;] § 2º Constituir-se-á de pleno direito o título executivo judicial, independentemente de qualquer formalidade, se não realizado o pagamento e não apresentados os embargos previstos no art. 702, observando-se, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>As semelhanças entre a ESC, a fintech SCD e a SCMEPP</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/06/18/as-semelhancas-entre-a-esc-a-fintech-scd-e-a-scmepp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Augusto de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jun 2019 16:57:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 238]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Direito aplicado aos FIDCs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Marcelo Augusto de Barros Existem pontos similares entre a Empresa Simples de Cr&#233;dito (ESC) e as institui&#231;&#245;es financeiras Sociedade de Cr&#233;dito Direto (SCD, Fintech) e Sociedade de Cr&#233;dito ao Microempreendedor e &#224; Empresa de Pequeno Porte (SCMEPP). Com o objetivo de elucidar eventuais d&#250;vidas a respeito de cada uma dessas entidades, que atuam em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Marcelo Augusto de Barros</strong></p>
<p>	Existem pontos similares entre a Empresa Simples de Cr&eacute;dito (ESC) e as institui&ccedil;&otilde;es financeiras Sociedade de Cr&eacute;dito Direto (SCD, Fintech) e Sociedade de Cr&eacute;dito ao Microempreendedor e &agrave; Empresa de Pequeno Porte (SCMEPP).</p>
<p>	Com o objetivo de elucidar eventuais d&uacute;vidas a respeito de cada uma dessas entidades, que atuam em opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito, elaboramos a tabela abaixo:<br />
</p>
<table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" width="566">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 142px; text-align: center;">
				<strong>itens comparados</strong></td>
<td style="width: 142px; text-align: center;">
				<strong>ESC</strong></td>
<td style="width: 142px; text-align: center;">
				<strong>SCD</strong></td>
<td style="width: 142px; text-align: center;">
				<strong>SCMEPP</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Normatiza&ccedil;&atilde;o</td>
<td style="width:142px;">
				<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp167.htm">Lei Complementar n&deg; 167, de 24 de abril de 2019</a></td>
<td style="width:142px;">
				<a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o&amp;numero=4656">Resolu&ccedil;&atilde;o Bacen n&deg; 4.656, de 26 de abril de 2018</a></td>
<td style="width:142px;">
				<a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10194.htm">Lei n&deg; 10.194, de 14 de fevereiro de 2001</a><br />
				<a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o&amp;numero=4656">Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 4.656 de 26 de abril de 2018</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Autoriza&ccedil;&atilde;o do Banco Central do Brasil</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o est&aacute; sujeita</td>
<td style="width:142px;">
				Obrigat&oacute;ria</td>
<td style="width:142px;">
				Obrigat&oacute;ria</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Denomina&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria</td>
<td style="width:142px;">
				Deve conter a express&atilde;o &ldquo;Empresa Simples de Cr&eacute;dito&rdquo;, vedado o uso de &ldquo;banco&rdquo; ou termos similares</td>
<td style="width:142px;">
				Deve conter a express&atilde;o &ldquo;Sociedade de Cr&eacute;dito Direto&rdquo;, vedado o uso de &ldquo;banco&rdquo; ou termos similares</td>
<td style="width:142px;">
				Deve conter a express&atilde;o &ldquo;Sociedade de Cr&eacute;dito ao Microempreendedor e &agrave; Empresa de Pequeno Porte&rdquo;, vedado o uso de &ldquo;banco&rdquo; ou termos similares</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Tipo de sociedade</td>
<td style="width:142px;">
				Eireli, empres&aacute;rio individual (anteriormente conhecido por firma individual) ou Sociedade Limitada</td>
<td style="width:142px;">
				Sociedade An&ocirc;nima, exclusivamente</td>
<td style="width:142px;">
				Sociedade Limitada ou An&ocirc;nima (fechada)</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Opera&ccedil;&otilde;es</td>
<td style="width:142px;">
				Empr&eacute;stimo, financiamento e desconto de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito</td>
<td style="width:142px;">
				Empr&eacute;stimo, financiamento e aquisi&ccedil;&atilde;o de direitos credit&oacute;rios</td>
<td style="width:142px;">
				Financiamento, com vistas &agrave; viabiliza&ccedil;&atilde;o de empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Pode prestar ou realizar quais servi&ccedil;os ou opera&ccedil;&otilde;es adicionais</td>
<td style="width:142px;">
				Nenhum. A remunera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; exclusivamente derivada de cobran&ccedil;a de juros</td>
<td style="width:142px;">
				An&aacute;lise de cr&eacute;dito para terceiros, cobran&ccedil;a de cr&eacute;dito de terceiros, atua&ccedil;&atilde;o como representante de seguros na distribui&ccedil;&atilde;o de seguro relacionado com as opera&ccedil;&otilde;es, e emiss&atilde;o de moeda eletr&ocirc;nica</td>
<td style="width:142px;">
				Presta&ccedil;&atilde;o de garantias, aquisi&ccedil;&atilde;o e cess&atilde;o de cr&eacute;ditos, emiss&atilde;o de moeda eletr&ocirc;nica, an&aacute;lise e cobran&ccedil;a de cr&eacute;ditos, dentre outras<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a></td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Limita&ccedil;&atilde;o das opera&ccedil;&otilde;es</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o poder&atilde;o ser superiores ao capital realizado</td>
<td style="width:142px;">
				Existem limites m&aacute;ximo de exposi&ccedil;&atilde;o por cliente e de exposi&ccedil;&otilde;es concentradas, conforme <a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o&amp;numero=4677">Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 4.677</a></td>
<td style="width:142px;">
				Existem limites m&aacute;ximo de exposi&ccedil;&atilde;o por cliente e de exposi&ccedil;&otilde;es concentradas, conforme Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 4.677</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Contraparte (clientes)</td>
<td style="width:142px;">
				Microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP)</td>
<td style="width:142px;">
				Pessoas naturais ou jur&iacute;dicas, residentes e domiciliadas no Brasil</td>
<td style="width:142px;">
				Pessoas naturais (empreendedoras), ME e EPP, residentes e domiciliadas no Brasil</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Zona de atua&ccedil;&atilde;o</td>
<td style="width:142px;">
				Atua&ccedil;&atilde;o exclusiva no munic&iacute;pio de sua sede e em munic&iacute;pios lim&iacute;trofes</td>
<td style="width:142px;">
				Sem restri&ccedil;&atilde;o</td>
<td style="width:142px;">
				Sem restri&ccedil;&atilde;o</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Realiza&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es por meio de plataforma eletr&ocirc;nica</td>
<td style="width:142px;">
				Facultativa</td>
<td style="width:142px;">
				Obrigat&oacute;ria, exclusivamente (&eacute; uma Fintech)</td>
<td style="width:142px;">
				Facultativa</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Capital social m&iacute;nimo</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o h&aacute;</td>
<td style="width:142px;">
				Deve observar permanentemente o limite m&iacute;nimo de R$ 1.000.000,00 em rela&ccedil;&atilde;o ao capital social integralizado e ao patrim&ocirc;nio l&iacute;quido</td>
<td style="width:142px;">
				Deve observar permanentemente o limite m&iacute;nimo de R$ 1.000.000,00 em rela&ccedil;&atilde;o ao capital social integralizado e ao patrim&ocirc;nio l&iacute;quido</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Capta&ccedil;&atilde;o de recursos</td>
<td style="width:142px;">
				Vedada</td>
<td style="width:142px;">
				Vedada, exceto mediante emiss&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es</td>
<td style="width:142px;">
				Vedada</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Limita&ccedil;&atilde;o de faturamento</td>
<td style="width:142px;">
				A receita brutal anual n&atilde;o poder&aacute; exceder a R$ 4.800.000,00</td>
<td style="width:142px;">
				Sem restri&ccedil;&atilde;o</td>
<td style="width:142px;">
				Sem restri&ccedil;&atilde;o</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Limita&ccedil;&atilde;o de cobran&ccedil;a de taxa de juros</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o est&aacute; sujeita</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o est&aacute; sujeita</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o est&aacute; sujeita</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Pode cobrar tarifas banc&aacute;rias?</td>
<td style="width:142px;">
				N&atilde;o. A remunera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; exclusivamente por meio de cobran&ccedil;a de juros</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				O cr&eacute;dito pode ser representado por C&eacute;dula de Cr&eacute;dito Banc&aacute;rio?</td>
<td style="width:142px;">
				Discut&iacute;vel.<br />
				Mas pode celebrar contrato de empr&eacute;stimo, de desconto ou financiamento de bens, ou seja, instrumentos com praticamente as mesmas caracter&iacute;sticas da CCB</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Pode ceder cr&eacute;ditos a FIDC?</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
</tr>
<tr>
<td style="width:142px;">
				Opera&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ser garantidas por aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria</td>
<td style="width:142px;">
				Sim. A Lei 9.514 n&atilde;o restringe a aplica&ccedil;&atilde;o da aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria a nenhum tipo de pessoa. E para n&atilde;o gerar d&uacute;vidas, o &sect; 1&ordm;, do art. 5&ordm;, da Lei Complementar&nbsp; 167, ressaltou essa possibilidade</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
<td style="width:142px;">
				Sim</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>	<br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Lista de atividades prevista no art. 4&ordm;: I &#8211; presta&ccedil;&atilde;o de garantias a microempresas, a empresas de pequeno porte e a pessoas naturais, com vistas &agrave; viabiliza&ccedil;&atilde;o de empreendimentos de natureza profissional, comercial ou industrial, II &#8211; aplica&ccedil;&atilde;o de disponibilidades de caixa no mercado financeiro, observadas as restri&ccedil;&otilde;es legais e regulamentares espec&iacute;ficas de cada modalidade de aplica&ccedil;&atilde;o, III &#8211; aquisi&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos concedidos em conformidade com seu objeto social, IV &#8211; cess&atilde;o de cr&eacute;ditos, inclusive a companhias securitizadoras de cr&eacute;ditos financeiros, nos termos da regulamenta&ccedil;&atilde;o em vigor, V &#8211; obten&ccedil;&atilde;o de recursos para concess&atilde;o de cr&eacute;ditos em conformidade com seu objeto social em opera&ccedil;&otilde;es de repasses e de empr&eacute;stimos origin&aacute;rios de: a) institui&ccedil;&otilde;es financeiras nacionais e estrangeiras; b) entidades nacionais e estrangeiras voltadas para a&ccedil;&otilde;es de fomento e de desenvolvimento; e c) fundos oficiais, VI &#8211; capta&ccedil;&atilde;o de dep&oacute;sito interfinanceiro vinculado a opera&ccedil;&otilde;es de microfinan&ccedil;as (DIM), nos termos da regulamenta&ccedil;&atilde;o em vigor; VII &#8211; emiss&atilde;o de moeda eletr&ocirc;nica, nos termos da regulamenta&ccedil;&atilde;o em vigor, restrita &agrave;s pessoas naturais ou jur&iacute;dicas pass&iacute;veis de receber financiamentos nos termos do art. 3&ordm; desta Resolu&ccedil;&atilde;o; VIII &#8211; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o de correspondente no Pa&iacute;s; IX &#8211; an&aacute;lise de cr&eacute;dito para terceiros; X &#8211; cobran&ccedil;a de cr&eacute;dito de terceiros; e &nbsp;XI &#8211; atua&ccedil;&atilde;o como representante de seguros na distribui&ccedil;&atilde;o de seguro relacionado com as opera&ccedil;&otilde;es mencionadas no art. 3&ordm; desta Resolu&ccedil;&atilde;o, nos termos da regulamenta&ccedil;&atilde;o do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Obrigação do cirurgião plástico nem sempre é de resultado</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/06/07/obrigacao-do-cirurgiao-plastico-nem-sempre-e-de-resultado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Patricia Costa Agi Couto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2019 11:42:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 238]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Patricia Costa Agi Couto &#160; Para a jurisprud&#234;ncia, a rela&#231;&#227;o entre o m&#233;dico cirurgi&#227;o pl&#225;stico e o seu paciente gera uma &#8220;obriga&#231;&#227;o de resultado&#8221;, o que quer dizer que o m&#233;dico tem obriga&#231;&#227;o de entrega do resultado est&#233;tico prometido na contrata&#231;&#227;o. Como j&#225; decidiu o&#160; STJ a respeito do tema: &#8220;Os procedimentos cir&#250;rgicos de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por <strong>Patricia Costa Agi Couto</strong><br />
	&nbsp;</p>
<p>	Para a jurisprud&ecirc;ncia, a rela&ccedil;&atilde;o entre o m&eacute;dico cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico e o seu paciente gera uma &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o de resultado&rdquo;, o que quer dizer que o m&eacute;dico tem obriga&ccedil;&atilde;o de entrega do resultado est&eacute;tico prometido na contrata&ccedil;&atilde;o. Como j&aacute; decidiu o&nbsp; STJ a respeito do tema: <em>&ldquo;Os procedimentos cir&uacute;rgicos de fins meramente est&eacute;ticos caracterizam verdadeira obriga&ccedil;&atilde;o de resultado, pois neles o cirurgi&atilde;o assume verdadeiro compromisso pelo efeito embelezador prometido&rdquo;</em> (REsp 1180515-MG).&nbsp; A &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o de resultado&rdquo;, contextualize-se, difere da &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o de meio&rdquo;, que &eacute; aquela imposta ao cirurgi&atilde;o de qualquer outra especialidade e que est&aacute; obrigado a realizar o ato cir&uacute;rgico dentro das boas pr&aacute;ticas da medicina, mas n&atilde;o est&aacute; obrigado a garantir a melhora, tampouco a cura do paciente.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Com fundamento na &ldquo;obriga&ccedil;&atilde;o de resultado&rdquo;, in&uacute;meras s&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es judiciais que pleiteiam indeniza&ccedil;&atilde;o do cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico, sob alega&ccedil;&atilde;o de que o resultado est&eacute;tico esperado n&atilde;o foi atingido. Mas, nem sempre o resultado est&eacute;tico insatisfat&oacute;rio pode ser atribu&iacute;do ao profissional m&eacute;dico.&nbsp;</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Em caso patrocinado pelo Teixeira Fortes, decidiu-se que h&aacute; resultados inesperados decorrentes da cirurgia pl&aacute;stica, tais como o aspecto das cicatrizes, que n&atilde;o podem ser atribu&iacute;dos ao profissional. Disse o juiz sentenciante que <em>&ldquo;Nem se argumente ser, a cirurgia pl&aacute;stica, obriga&ccedil;&atilde;o de resultado. Esse tipo de entendimento h&aacute; de ser bem compreendido. Embora a cirurgia pl&aacute;stica aproxime a medicina de uma pr&aacute;tica de mercado e de consumo, com oferta de resultados pelos quais respondem os m&eacute;dicos, todo paciente sabe que procedimentos cir&uacute;rgicos envolvem um grau de risco, notadamente quanto &agrave; cicatriza&ccedil;&atilde;o. Na hip&oacute;tese vertente, os elementos coligidos s&atilde;o insuficientes para indicar que a cicatriz narrada (praticamente impercept&iacute;vel, na vis&atilde;o do perito, fl. 354) tenha decorrido de emprego inadequado de t&eacute;cnica cir&uacute;rgica, sendo, antes, resultado inesperado da rea&ccedil;&atilde;o do corpo da autora aos procedimentos empregados.&rdquo;</em> (Processo n&ordm; 0133571-77.2008.8.26.0005)</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Assim, nem sempre o resultado insatisfat&oacute;rio de uma cirurgia pl&aacute;stica pode ser atribu&iacute;do ao cirurgi&atilde;o. Como tamb&eacute;m j&aacute; se decidiu com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cicatriza&ccedil;&atilde;o, <em>&ldquo;Embora a cirurgia est&eacute;tica possua natureza de obriga&ccedil;&atilde;o de resultado, tal fato resulta na presun&ccedil;&atilde;o de culpa da responsabilidade do m&eacute;dico, cabendo a este comprovar a exist&ecirc;ncia de alguma excludente de sua responsabiliza&ccedil;&atilde;o. Cicatriz hipertr&oacute;fica. Laudo pericial que concluiu pela exist&ecirc;ncia de nexo causal, mas afirmou que as cicatrizes s&atilde;o inerentes aos procedimentos cir&uacute;rgicos e que o tratamento foi institu&iacute;do atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas operat&oacute;rias embasadas cientificamente e que, juntamente com a revis&atilde;o cir&uacute;rgica posterior, foram condizentes com a pr&aacute;tica usual na cirurgia pl&aacute;stica. Prova t&eacute;cnica que afasta a conduta culposa da cirurgi&atilde;, em que pese o resultado insatisfat&oacute;rio experimentado pela paciente. Intercorr&ecirc;ncia que independe da ado&ccedil;&atilde;o de boa t&eacute;cnica e que se relaciona &agrave; rea&ccedil;&atilde;o do organismo da autora. Indeniza&ccedil;&atilde;o indevida. Senten&ccedil;a mantida. Negado provimento ao apelo&rdquo;</em> (TJSP, Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0022576-15.2009.8.26.060)</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Cabe ao cirurgi&atilde;o pl&aacute;stico, no momento da contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o,&nbsp; alertar seu paciente dos poss&iacute;veis resultados imprevis&iacute;veis da cirurgia pl&aacute;stica, especialmente quanto ao aspecto das cicatrizes.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2019/06/07/obrigacao-do-cirurgiao-plastico-nem-sempre-e-de-resultado/">Obrigação do cirurgião plástico nem sempre é de resultado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados Associados</a>.</p>
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