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	<title>Categoria Edição 150 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 15:48:37 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>NCPC/2015 simplifica procedimento cautelar e adiciona a tutela de evidência</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/05/10/ncpc2015-simplifica-procedimento-cautelar-e-adiciona-a-tutela-de-evidencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2016 15:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 150]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marina Furquim &#8211; A Tutela Provis&#243;ria no Novo C&#243;digo de Processo Civil de 2015 re&#250;ne tr&#234;s t&#233;cnicas processuais de tutela provis&#243;ria que correspondem, em regra, a incidente do processo e n&#227;o a processos aut&#244;nomos ou distintos. S&#227;o elas: a tutela cautelar, a tutela antecipada e a tutela de evid&#234;ncia. Assim, a antiga divis&#227;o do processo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Marina Furquim &#8211;</p>
<p>	A Tutela Provis&oacute;ria no Novo C&oacute;digo de Processo Civil de 2015 re&uacute;ne tr&ecirc;s t&eacute;cnicas processuais de tutela provis&oacute;ria que correspondem, em regra, a incidente do processo e n&atilde;o a processos aut&ocirc;nomos ou distintos. S&atilde;o elas: a tutela cautelar, a tutela antecipada e a <em>tutela de evid&ecirc;ncia</em>.</p>
<p>	Assim, a antiga divis&atilde;o do processo em principal e cautelar n&atilde;o mais subsiste no NCPC/2015, o que contribui para a simplifica&ccedil;&atilde;o do procedimento, podendo o referido incidente processual ser suscitado por meio de peti&ccedil;&atilde;o avulsa ou na pr&oacute;pria peti&ccedil;&atilde;o inicial (art. 294, par&aacute;grafo &uacute;nico<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>).</p>
<p>	O objetivo em comum das tutelas provis&oacute;rias &eacute; combater os riscos de injusti&ccedil;a ou dano, derivados da espera pelo deslinde final do conflito levado &agrave; tutela jurisdicional.</p>
<p>	A grande novidade do NPCP/2015 foi a adi&ccedil;&atilde;o da <em>tutela de evid&ecirc;ncia</em>, que tem como objetivo n&atilde;o propriamente afastar o risco de um dano econ&ocirc;mico ou jur&iacute;dico, mas sim, o de combater a injusti&ccedil;a suportada pela parte que, mesmo tendo a evid&ecirc;ncia de seu direito material, n&atilde;o poder&aacute; usufru&iacute;-lo diante da resist&ecirc;ncia da parte contr&aacute;ria, deferindo-lhe a tutela satisfativa imediata e imputando a responsabilidade de aguardar os efeitos definitivos da tutela &agrave;quele que se acha em situa&ccedil;&atilde;o incerta quanto &agrave; presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional.</p>
<p>	A principal mudan&ccedil;a ocorrida nas tutelas provis&oacute;rias foi o objetivo da <em>tutela de evid&ecirc;ncia</em> em adequar o processo, distribuindo de forma igualit&aacute;ria o &ocirc;nus da espera do tempo para ver satisfeita a sua pretens&atilde;o.</p>
<p>	Prevalece, nesse segmento de tutela provis&oacute;ria, a prote&ccedil;&atilde;o de direitos como objetivo principal, tendo-se em mira n&atilde;o mais o afastamento do perigo de dano gerado pela demora do processo, mas eliminar a injusti&ccedil;a de manter insatisfeito um direito subjetivo que merece tutela jurisdicional.</p>
<p>	A conex&atilde;o entre as tutelas de urg&ecirc;ncia e <em>tutela de evid&ecirc;ncia</em> s&oacute; pode ser buscada no tocante ao <em>fumus boni iuris</em>, que significa um ind&iacute;cio de que o direito pleiteado de fato existe, que com intensidade variada se encontra nos pressupostos de todas as medidas que o NCPC/2015 qualifica como tutelas provis&oacute;rias.</p>
<p>	Quando pensamos em <em>tutela de evid&ecirc;ncia</em>, remetemos a ideia a um direito suficientemente provado, de modo que a respectiva prote&ccedil;&atilde;o judicial possa ser concedida de imediato. Entretanto, tal situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se confunde com o julgamento antecipado da lide, capaz de resolv&ecirc;-la de modo definitivo (art. 355<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>). A inten&ccedil;&atilde;o do NCPC/2015 foi de que tanto as tutelas de urg&ecirc;ncia como as <em>tutelas de evid&ecirc;ncia</em>, pudessem ser prestadas em procedimentos e requisitos comuns.</p>
<p>	Apesar dos fins perseguidos pelas tr&ecirc;s tutelas serem distintos, todas conservam o estabelecimento de uma uniformidade procedimental.</p>
<p>	Por fim, importante destacar a unifica&ccedil;&atilde;o das tutelas de urg&ecirc;ncia com a flexibiliza&ccedil;&atilde;o do procedimento cautelar ou antecipat&oacute;rio, que em casos de pedidos cautelares, verificada pelo juiz sua natureza antecipada (art. 305, par&aacute;grafo &uacute;nico<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>), aplicar&aacute; o disposto no art. 303<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a>, que trata da tutela satisfativa antecedente.</p>
<p>
	marinafurquim@fortes.adv.br</p>
<p>		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Art. 294. A tutela provis&oacute;ria pode fundamentar-se em urg&ecirc;ncia ou evid&ecirc;ncia. Par&aacute;grafo &uacute;nico. A tutela provis&oacute;ria de urg&ecirc;ncia, cautelar ou antecipada, pode ser concedida em car&aacute;ter antecedente ou incidental.</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Art. 355. O juiz julgar&aacute; antecipadamente o pedido, proferindo senten&ccedil;a com resolu&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito, quando: I &ndash; n&atilde;o houver necessidade de produ&ccedil;&atilde;o de outras provas; II &ndash; o r&eacute;u for revel, ocorrer o efeito previsto no art. 344 e n&atilde;o houver requerimento de prova, na forma do art. 349.</p>
<p>		<a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> Art. 305. A peti&ccedil;&atilde;o inicial da a&ccedil;&atilde;o que visa &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de tutela cautelar em car&aacute;ter antecedente indicar&aacute; a lide e se fundamento, a exposi&ccedil;&atilde;o sum&aacute;ria do direito que se objetiva assegurar e o perigo de dano ou o risco ao resultado &uacute;til do processo. Par&aacute;grafo &uacute;nico. Caso entenda que o pedido a que se refere o caput tem natureza antecipada, o juiz observar&aacute; o disposto no art. 303.</p>
<p>		<a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> Art. 303. Nos casos em que a urg&ecirc;ncia for contempor&acirc;nea &agrave; propositura da a&ccedil;&atilde;o, a peti&ccedil;&atilde;o inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e &agrave; indica&ccedil;&atilde;o do pedido de tutela final, com a exposi&ccedil;&atilde;o da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano ou risco ao resultado &uacute;til do processo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Da readmissão. Do risco de unicidade contratual.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/05/10/da-readmissao-do-risco-de-unicidade-contratual/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Galvão Rosado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2016 11:39:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 150]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Galv&#227;o Rosado &#8211; &#160; Por unicidade ou, simplesmente, continuidade do contrato de trabalho, entende-se o reconhecimento de um &#250;nico contrato de trabalho, em casos em que o lapso temporal entre a demiss&#227;o e a readmiss&#227;o, pela mesma empresa, &#233; ex&#237;guo. &#160; Considerando, entre outras condi&#231;&#245;es, a necessidade de coibir a pr&#225;tica de dispensas fict&#237;cias, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Eduardo Galv&atilde;o Rosado &#8211;<br />
	&nbsp;<br />
	Por unicidade ou, simplesmente, continuidade do contrato de trabalho, entende-se o reconhecimento de um &uacute;nico contrato de trabalho, em casos em que o lapso temporal entre a demiss&atilde;o e a readmiss&atilde;o, pela mesma empresa, &eacute; ex&iacute;guo.<br />
	&nbsp;<br />
	Considerando, entre outras condi&ccedil;&otilde;es, a necessidade de coibir a pr&aacute;tica de dispensas fict&iacute;cias, que tem como &uacute;nico prop&oacute;sito facilitar o levantamento dos dep&oacute;sitos da conta vinculada do trabalhador no Fundo de Garantia do Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS), o Ministro do Trabalho e Emprego (MTE) baixou a <strong>Portaria n&ordm; 384/92</strong>, a qual considera fraudulenta a rescis&atilde;o contratual seguida de recontrata&ccedil;&atilde;o ou de perman&ecirc;ncia do trabalhador em servi&ccedil;o, ocorrida dentro dos <strong>90 dias subsequentes</strong> &agrave; data em que formalmente a rescis&atilde;o tenha se operado (vide artigo 2&ordm;).<br />
	&nbsp;<br />
	Em tais casos, a Justi&ccedil;a do Trabalho &eacute; firme em reconhecer como ininterrupta a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o e, a consequente continuidade do contrato de trabalho que, embora com mais de um per&iacute;odo, &eacute; considerado &uacute;nico (vide artigos 452 e 453, ambos da CLT).<br />
	&nbsp;<br />
	A norma, no entanto, traz 03 (tr&ecirc;s) exce&ccedil;&otilde;es que, quando caracterizadas, importam no afastamento da unicidade:<br />
	&nbsp;</p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;">
		demiss&atilde;o por justa causa;</li>
<li style="text-align: justify;">
		<strong>recebimento de indeniza&ccedil;&atilde;o legal (FGTS)</strong>; e,</li>
<li style="text-align: justify;">
		aposentadoria espont&acirc;nea.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;<br />
	&Eacute; importante destacar, ainda, que com o cancelamento da S&uacute;mula n&ordm; 20 do TST (que previa: <em>&ldquo;N&atilde;o obstante o pagamento da indeniza&ccedil;&atilde;o de antiguidade, presume-se em fraude &agrave; lei a resili&ccedil;&atilde;o contratual, se o empregado permaneceu prestando servi&ccedil;o ou tiver sido, em curto prazo, readmitido&rdquo;</em>), a unicidade s&oacute; ser&aacute; reconhecida se ficar comprovado que <strong>n&atilde;o houve interrup&ccedil;&atilde;o na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os</strong>.<br />
	&nbsp;<br />
	Nesse sentido &eacute; a Jurisprud&ecirc;ncia:<br />
	&nbsp;&nbsp;<br />
	<em>&quot;TIPO:&nbsp;&nbsp;RECURSO ORDIN&Aacute;RIO DATA DE JULGAMENTO:&nbsp;17/08/2010 RELATOR(A):&nbsp;ANTERO ARANTES MARTINS REVISOR(A):&nbsp;MARGOTH GIACOMAZZI MARTINS AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;&nbsp;</em><em>20100775084</em><em> PROCESSO N&ordm;:&nbsp;00839-2008-032-02-00-7&nbsp;ANO:&nbsp;2008&nbsp;TURMA:&nbsp;3&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:&nbsp;27/08/2010 PARTES:&nbsp;RECORRENTE(S): DOMINGOS DE SOUZA RECORRIDO(S): VIA&Ccedil;&Atilde;O BOLA BRANCA LTDA EMENTA: Unicidade contratual. Prova. A simples readmiss&atilde;o do empregado meses ap&oacute;s o desligamento do primeiro contrato de trabalho n&atilde;o faz presumir unicidade contratual. &Eacute; necess&aacute;ria a prova de que houve trabalho sem solu&ccedil;&atilde;o de continuidade entre o t&eacute;rmino do primeiro contrato de trabalho e o in&iacute;cio do segundo contrato de trabalho. Ausente tal prova imposs&iacute;vel o reconhecimento da unicidade contratual. Recurso ordin&aacute;rio do reclamante a que se nega provimento.&quot;</em><br />
	&nbsp;<br />
	Contudo, do t&eacute;rmino de um <strong>contrato a prazo determinado</strong> para que a empresa possa recontratar o empregado para fazer novo contrato a prazo determinado <strong>dever&aacute; aguardar o prazo de 06 (seis) meses</strong>. Assim prev&ecirc; o artigo 452 da CLT:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder, dentro de 6 (seis) meses, a outro contrato por prazo determinado, salvo se a expira&ccedil;&atilde;o deste dependeu da execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os especializados ou da realiza&ccedil;&atilde;o de certos acontecimentos&rdquo;</em><br />
	&nbsp;<br />
	Em suma:<br />
	&nbsp;</p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;">
		Existem dois prazos que &ndash; por cautela &ndash; devem ser respeitados (para se evitar a unicidade contratual): (a) 90 dias para rescis&atilde;o de contrato por prazo indeterminado; e (b) 06 meses para contratos por prazo determinado;</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;" value="2">
		Se o empregado, quando da extin&ccedil;&atilde;o contratual, recebeu corretamente todas as suas verbas rescis&oacute;rias, bem como a multa do FGTS, n&atilde;o h&aacute; que se falar em unicidade; e,</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;" value="3">
		Em qualquer das hip&oacute;teses, o risco <strong>n&atilde;o ser&aacute; evitado</strong> se o empregado &ndash; embora demitido &ndash; prosseguir laborando para o mesmo empregador (e/ou outras empresas do grupo).</li>
</ol>
<p>	eduardo@fortes.adv.br</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Inscrição indevida em cadastro de inadimplentes, nos casos em que o indivíduo tiver registro anterior nos órgãos de proteção ao crédito, não gera indenização por danos morais</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/05/09/inscricao-indevida-em-cadastro-de-inadimplentes-nos-casos-em-que-o-individuo-tiver-registro-anterior-nos-orgaos-de-protecao-ao-credito-nao-gera-indenizacao-por-danos-morais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rosana da Silva Antunes Ignacio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 16:20:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 150]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rosana da Silva Antunes &#8211; Em recente julgamento realizado pelo Superior Tribunal de Justi&#231;a (STJ) sob o rito dos recursos repetitivos, foi definida a tese acerca da inscri&#231;&#227;o indevida em cadastro de inadimplentes para os casos em que o indiv&#237;duo j&#225; possui registro anterior nos &#243;rg&#227;os de prote&#231;&#227;o ao cr&#233;dito. O entendimento do STJ foi [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Rosana da Silva Antunes &#8211;</p>
<p>	Em recente julgamento realizado pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) sob o rito dos recursos repetitivos, foi definida a tese acerca da inscri&ccedil;&atilde;o indevida em cadastro de inadimplentes para os casos em que o indiv&iacute;duo j&aacute; possui registro anterior nos &oacute;rg&atilde;os de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito.</p>
<p>	O entendimento do STJ foi o de que a anota&ccedil;&atilde;o indevida realizada por credor em cadastro de inadimplentes, nos casos em que o indiv&iacute;duo tiver anterior registro nos &oacute;rg&atilde;os de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito, n&atilde;o gera indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais. Nessas situa&ccedil;&otilde;es, ser&aacute; garantido ao indiv&iacute;duo o direito ao pedido de cancelamento da negativa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o o direito de receber valores a t&iacute;tulo de indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais.</p>
<p>	Segundo a maioria dos ministros da Segunda Se&ccedil;&atilde;o do STJ, que apreciou o recurso especial representativo de controv&eacute;rsia n&ordm; 1.386.424/MG, o entendimento foi de que deveria ser estendida &agrave;s entidades credoras a aplica&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula 385 do STJ, que assim disp&otilde;e:</p>
<p>	<em>&ldquo;Da anota&ccedil;&atilde;o irregular em cadastro de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito, n&atilde;o cabe indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral, quando preexistente leg&iacute;tima inscri&ccedil;&atilde;o, ressalvado o direito ao cancelamento.&rdquo;</em></p>
<p>	De acordo com o verbete, n&atilde;o cabe indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral quando h&aacute; anota&ccedil;&atilde;o irregular em cadastro de prote&ccedil;&atilde;o ao cr&eacute;dito, se o prejudicado tiver negativa&ccedil;&atilde;o leg&iacute;tima preexistente. De acordo com o ministro Luis Felipe Salom&atilde;o, &ldquo;O bem tutelado, a inscri&ccedil;&atilde;o indevida, fica prejudicado pelas negativa&ccedil;&otilde;es anteriores&rdquo;.</p>
<p>	Deste modo, para os efeitos do artigo 1.036 do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015 (correspondente ao artigo 543-C do C&oacute;digo de Processo Civil de 1973), foi firmada a seguinte tese: <strong>&ldquo;<em>A inscri&ccedil;&atilde;o indevida comandada pelo credor em cadastro de inadimplentes, quando preexistente leg&iacute;tima anota&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o enseja indeniza&ccedil;&atilde;o por dano moral, ressalvado o direito ao cancelamento. Intelig&ecirc;ncia da S&uacute;mula 385&rdquo;</em></strong><em>. </em></p>
<p>	A decis&atilde;o proferida no referido recurso repetitivo, que ter&aacute; o ac&oacute;rd&atilde;o lavrado pela ministra Maria Isabel Gallotti em breve, dever&aacute; embasar julgamentos em processos semelhantes em tr&acirc;mite perante os Tribunais brasileiros.</p>
<p>
	rosana@fortes.adv.br</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Da nova regra da Desconsideração da Personalidade Jurídica no Novo Código de Processo Civil.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/05/09/da-nova-regra-da-desconsideracao-da-personalidade-juridica-no-novo-codigo-de-processo-civil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 May 2016 11:27:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 150]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Andre Bruno de Lins e Silva &#8211; O novo C&#243;digo de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015), que entrou em vigor em mar&#231;o deste ano, trouxe &#224; baila quest&#227;o controversa sobre o acesso ao patrim&#244;nio dos s&#243;cios e administradores de sociedade executada em casos de execu&#231;&#227;o de d&#237;vidas. Como &#233; cedi&#231;o, tal condi&#231;&#227;o &#233; denominada desconsidera&#231;&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Andre Bruno de Lins e Silva &#8211;</p>
<p>	O novo C&oacute;digo de Processo Civil (Lei n. 13.105/2015), que entrou em vigor em mar&ccedil;o deste ano, trouxe &agrave; baila quest&atilde;o controversa sobre o acesso ao patrim&ocirc;nio dos s&oacute;cios e administradores de sociedade executada em casos de execu&ccedil;&atilde;o de d&iacute;vidas.</p>
<p>	Como &eacute; cedi&ccedil;o, tal condi&ccedil;&atilde;o &eacute; denominada <em>desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica</em> e &eacute;, de forma resumida, uma forma de ver os s&oacute;cios ou administradores responsabilizados por d&iacute;vidas da sociedade em raz&atilde;o de terem utilizado a empresa de forma fraudulenta para praticar um ato il&iacute;cito. Em ocorrendo tais hip&oacute;teses, o patrim&ocirc;nio pessoal dos que integram o quadro societ&aacute;rio da pessoa jur&iacute;dica responder&aacute; pelas obriga&ccedil;&otilde;es contra&iacute;das.</p>
<p>	Consoante se observa no novo <em>Codex</em>, a partir de agora dever&aacute; ser observado um rito para a concess&atilde;o do instituto de origem inglesa da desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica, inclusive trazendo a observ&acirc;ncia do princ&iacute;pio do contradit&oacute;rio e da ampla defesa.</p>
<p>	Tal procedimento veio preencher uma lacuna que existia no antigo c&oacute;digo processual, criando um rito para a desconsidera&ccedil;&atilde;o. Acreditamos, sem embargo, que os ju&iacute;zes, quando alertados para situa&ccedil;&otilde;es de fraude manifesta, poder&atilde;o flexibilizar o comando legal. Nesse sentido, destaca-se que no Novo CPC os arts. 133 a 137 do Cap&iacute;tulo IV trazem a previs&atilde;o expressa de um incidente de desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica, devendo, por exemplo, o s&oacute;cio ser citado para manifestar-se sobre eventual pedido da parte contr&aacute;ria (art. 135).</p>
<p>	Assim, salienta-se que tal incidente foi trazido como forma de garantir mais seguran&ccedil;a jur&iacute;dica, bem como para prevenir a ocorr&ecirc;ncia de tumulto na vida dos s&oacute;cios e administradores de empresas, embora acreditemos que, em casos de fraude manifesta, ser&aacute; poss&iacute;vel a desconsidera&ccedil;&atilde;o sem pr&eacute;via ci&ecirc;ncia do devedor que manifestamente estiver manipulando formas jur&iacute;dicas como forma de se esquivar ao pagamento de d&iacute;vidas.</p>
<p>	Nesse sentido, &eacute; importante frisar que ainda &eacute; poss&iacute;vel a concess&atilde;o de liminar <em>inaudita altera pars</em> &ndash; sem a oitiva do s&oacute;cio ou administrador &ndash; nos casos de urg&ecirc;ncia comprovada da necessidade de desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica. O juiz nesses casos n&atilde;o foi privado do princ&iacute;pio do poder geral de cautela em raz&atilde;o da necessidade de resolu&ccedil;&atilde;o &uacute;til do processo.</p>
<p>	Tal viabilidade liminar &eacute; poss&iacute;vel uma vez que aquilo que objetiva o pedido de desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica &eacute; a quest&atilde;o material da lei e n&atilde;o a processual. Desta forma, verifica-se que n&atilde;o ser&atilde;o alterados os motivos que levam &agrave; concess&atilde;o do instituto da desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica.</p>
<p>	N&atilde;o obstante, imperioso destacar a novidade trazida pelo Codex no que tange &agrave; desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica inversa. Trata-se de modalidade na qual o s&oacute;cio comete ato objetivando fraude com desvio de finalidade ao inv&eacute;s da pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o da empresa.</p>
<p>	Assim, em ocorrendo o previsto no par&aacute;grafo anterior aplica-se a forma invertida do instituto da desconsidera&ccedil;&atilde;o da personalidade jur&iacute;dica.</p>
<p>	Diante todo o exposto, nota-se que o Novo C&oacute;digo de Processo Civil se apoiou na quest&atilde;o da seguran&ccedil;a jur&iacute;dica de forma razo&aacute;vel. No entanto, vamos nos atentar para as decis&otilde;es nos processos c&iacute;veis, tribut&aacute;rios e trabalhistas daqui por diante para que possamos concluir se a balan&ccedil;a ficar&aacute; mais pendente para o lado da razoabilidade do que para o lado da celeridade.</p>
<p>
	andrebruno@fortes.adv.br</p>
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		<title>Justiça pode tornar indisponível patrimônio de contribuinte inadimplente</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/05/02/justica-pode-tornar-indisponivel-patrimonio-de-contribuinte-inadimplente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 May 2016 14:17:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 150]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Priscila Garcia Secani &#8211; O contribuinte que, devidamente citado em a&#231;&#227;o de execu&#231;&#227;o fiscal, n&#227;o pagar o d&#233;bito nem oferecer bens em garantia, est&#225; sujeito a sofrer a chamada indisponibilidade de bens e direitos, prevista no artigo 185-A do C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional. Dado o car&#225;ter extremo da indisponibilidade (a ordem do juiz torna indispon&#237;veis, por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><strong>Priscila Garcia Secani &#8211; </strong></span></span></p>
<p style="text-align: justify;">
	<br />
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">O contribuinte que, devidamente citado em a&ccedil;&atilde;o de execu&ccedil;&atilde;o fiscal, n&atilde;o pagar o d&eacute;bito nem oferecer bens em garantia, est&aacute; sujeito a sofrer a chamada indisponibilidade de bens e direitos, prevista no artigo 185-A do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional.<br />
	Dado o car&aacute;ter extremo da indisponibilidade (a ordem do juiz torna indispon&iacute;veis, por exemplo, todas as contas banc&aacute;rias, ve&iacute;culos e im&oacute;veis do contribuinte), o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a decidiu que o fisco deve primeiro exaurir as tentativas de penhora perante o Banco Central, Detran e cart&oacute;rios de registros de im&oacute;veis, e s&oacute; depois disso que o juiz estar&aacute; autorizado a deferir a ordem de indisponibilidade.<br />
	&nbsp;<br />
	Esse &eacute; o entendimento consolidado na S&uacute;mula 560 do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a sobre a aplica&ccedil;&atilde;o do artigo 185-A do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional:<br />
	&nbsp;<br />
	&ldquo;A decreta&ccedil;&atilde;o da indisponibilidade de bens e direitos, na forma do art. 185-A do CTN, pressup&otilde;e o exaurimento das dilig&ecirc;ncias na busca por bens penhor&aacute;veis, o qual fica caracterizado quando infrut&iacute;feros o pedido de constri&ccedil;&atilde;o sobre ativos financeiros e a expedi&ccedil;&atilde;o de of&iacute;cios aos registros p&uacute;blicos do domic&iacute;lio do executado, ao Denatran ou Detran.&rdquo;<br />
	&nbsp;<br />
	Preenchidos os requisitos e autorizada judicialmente, as limita&ccedil;&otilde;es que se imp&otilde;e &agrave; indisponibilidade de bens dizem respeito ao valor do cr&eacute;dito, a fim de evitar danos decorrentes de excesso e a impossibilidade de recair sobre bens e quantias impenhor&aacute;veis.<br />
	&nbsp;<br />
	Outro instrumento &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da Fazenda para viabilizar a indisponibilidade de bens do devedor &eacute; a Medida Cautelar Fiscal prevista na Lei Federal n. 8.397/92 que pode ser proposta, essencialmente, se o cr&eacute;dito j&aacute; estiver constitu&iacute;do e o devedor praticar atos que visam &agrave; dilapida&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio, dificultando a satisfa&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito.<br />
	&nbsp;<br />
	Como visa a assegurar a efetividade da cobran&ccedil;a do cr&eacute;dito tribut&aacute;rio, a medida cautelar fiscal pode ser intentada antes da execu&ccedil;&atilde;o fiscal e ter&aacute; car&aacute;ter preparat&oacute;rio ou depois, de forma incidental, atendendo &agrave; coletividade de execu&ccedil;&otilde;es.<br />
	&nbsp;<br />
	Qualquer que seja a forma, os efeitos da decreta&ccedil;&atilde;o da indisponibilidade s&atilde;o dr&aacute;sticos e abranger&aacute; todo e qualquer bem e direito at&eacute; o limite do cr&eacute;dito tribut&aacute;rio. A decis&atilde;o ser&aacute; comunicada aos &ldquo;&oacute;rg&atilde;os e entidades que promovem registros de transfer&ecirc;ncia de bens, especialmente ao registro p&uacute;blico de im&oacute;veis e &agrave;s autoridades supervisoras do mercado banc&aacute;rio e do mercado de capitais&rdquo;, o que inclui Banco Central, Comiss&atilde;o de Valores Mobili&aacute;rios, incorrendo, inclusive, averba&ccedil;&atilde;o na matr&iacute;cula de im&oacute;veis.<br />
	&nbsp;<br />
	Assim, uma vez decretada da indisponibilidade, a contesta&ccedil;&atilde;o a princ&iacute;pio limita-se a eventual excesso de valor, ter reca&iacute;do contra bens impenhor&aacute;veis ou informalidades, o que torna a oferta de bens &agrave; penhora a principal maneira de evitar a indisponibilidade de bens e direitos.</span></span></p>
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