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	<title>Categoria Edição 125 - Teixeira Fortes Advogados Associados</title>
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	<item>
		<title>Os cuidados com a garantia fiduciária de bem de família</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/07/02/os-cuidados-com-a-garantia-fiduciaria-de-bem-de-familia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Thaís de Souza França]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jul 2014 11:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Thais de Souza Fran&#231;a &#8211; Com certa regularidade, Fundos de Investimento em Direitos Credit&#243;rios, Empresas de Fomento Mercantil, Institui&#231;&#245;es Financeiras, e qualquer outra entidade credora, t&#234;m recebido, em garantia de suas opera&#231;&#245;es, bens de propriedade de respons&#225;veis solid&#225;rios e/ou coobrigados, diretamente interessados na antecipa&#231;&#227;o de receb&#237;veis ou obten&#231;&#227;o de limite de cr&#233;dito ou fornecimento da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Thais de Souza Fran&ccedil;a &#8211; </strong></p>
<p>	Com certa regularidade, Fundos de Investimento em Direitos Credit&oacute;rios, Empresas de Fomento Mercantil, Institui&ccedil;&otilde;es Financeiras, e qualquer outra entidade credora, t&ecirc;m recebido, em garantia de suas opera&ccedil;&otilde;es, bens de propriedade de respons&aacute;veis solid&aacute;rios e/ou coobrigados, diretamente interessados na antecipa&ccedil;&atilde;o de receb&iacute;veis ou obten&ccedil;&atilde;o de limite de cr&eacute;dito ou fornecimento da empresa devedora. &Eacute; o caso do s&oacute;cio ou acionista controlador de uma empresa, por exemplo, que oferece um bem im&oacute;vel em aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria em garantia das opera&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>	Nessas hip&oacute;teses, os cuidados para a an&aacute;lise da garantia devem ser redobrados, em virtude da eventual incid&ecirc;ncia da prote&ccedil;&atilde;o ao bem de fam&iacute;lia do garantidor<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>.</p>
<p>	No Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo, tem prevalecido o entendimento de que a aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria de im&oacute;vel em garantia, fundada em bem de fam&iacute;lia, <strong>seria v&aacute;lida</strong>, em resumo, pelas seguintes raz&otilde;es:</p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;">
		o fato de a Lei Federal n&deg; 8009/90 (a &ldquo;<u>Lei do Bem de Fam&iacute;ilia</u>&rdquo;) ter por objetivo proteger da responsabilidade patrimonial um bem destinado &agrave; moradia do devedor n&atilde;o torna tal patrim&ocirc;nio indispon&iacute;vel ou inalien&aacute;vel, podendo o propriet&aacute;rio renunciar &agrave; prote&ccedil;&atilde;o conferida pela citada legisla&ccedil;&atilde;o;</li>
</ol>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;" value="2">
		deve ser aplicada nesses casos, por analogia, a exce&ccedil;&atilde;o prevista no art. 3, inciso V, da Lei do Bem de Fam&iacute;lia<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>, em fun&ccedil;&atilde;o da similaridade da aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria com a hipoteca;</li>
</ol>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;" value="3">
		o aludido dispositivo n&atilde;o faz ressalva quanto ao alcance da regra de exce&ccedil;&atilde;o da impenhorabilidade do bem de fam&iacute;lia, inexistindo distin&ccedil;&atilde;o de tratamento entre d&iacute;vidas contra&iacute;da em benef&iacute;cio da entidade familiar ou em favor de terceiros.&nbsp;&nbsp; &nbsp;</li>
</ol>
<p>	Essas raz&otilde;es foram muito bem abordadas por ocasi&atilde;o do recente julgamento do recurso de Apela&ccedil;&atilde;o n&deg;. 4002332-72.2013.8.26.0564, proferido pela 33&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado do TJSP em 17/03/2014 (<a href="/Download.aspx?Codigo=189"><u>clique aqui para acessar a &iacute;ntegra</u></a>), bem como nos julgados proferidos nos recursos n&deg; 0123569-24.2012.8.26.0000 (16&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, j. 16/10/2012) e n&deg; 0193905-78.2011.8.26.0100 (19&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, j. 22/10/2012), ambos do TJSP.</p>
<p>	A jurisprud&ecirc;ncia, no entanto, n&atilde;o &eacute; pac&iacute;fica. O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, ao julgar causas envolvendo a hipoteca sobre bem de fam&iacute;lia gravada em benef&iacute;cio de uma empresa, tem adotado o entendimento de que <em>&ldquo;a impenhorabilidade do bem de fam&iacute;lia s&oacute; n&atilde;o ser&aacute; opon&iacute;vel nos casos em que o empr&eacute;stimo contratado foi revertido em proveito da entidade familiar&rdquo;</em><a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>, ou seja, haveria que se apurar, em cada caso, o efetivo interesse do garantidor em rela&ccedil;&atilde;o ao sucesso empresarial da devedora<em>.</em></p>
<p>	Por bom senso, entendemos que deveriam ser observados os princ&iacute;pios da boa-f&eacute; objetiva e <em>pacta sunt servanda,</em> pois, se o im&oacute;vel foi livremente dado em garantia pelo garantidor &ndash; que &eacute; bem diferente do caso de penhora judicial realizada por indica&ccedil;&atilde;o do credor &ndash;, o acolhimento da prote&ccedil;&atilde;o ao bem de fam&iacute;lia, que &eacute; arguida, na esmagadora maioria das vezes, apenas no momento da execu&ccedil;&atilde;o da garantia, serve apenas para estimular o comportamento de m&aacute;-f&eacute;, al&eacute;m de a inadimpl&ecirc;ncia do garantidor, que passaria a ser um benefici&aacute;rio da pr&oacute;pria torpeza.</p>
<p>	De qualquer forma, na falta, ainda, de jurisprud&ecirc;ncia consolidada nas Cortes Superiores, &eacute; recomend&aacute;vel agir com cautela em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria em garantia fundada em bem de fam&iacute;lia, em especial quanto ao interesse econ&ocirc;mico do terceiro nos neg&oacute;cios da empresa garantida.</p>
<p>		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Segundo a S&uacute;mula n&ordm; 364 do STJ, &ldquo;O conceito de impenhorabilidade de bem de fam&iacute;lia abrange tamb&eacute;m o im&oacute;vel pertencente a pessoas solteiras, separadas e vi&uacute;vas&quot;.</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Lei 8009/1990: Artigo 3&ordm; &#8211; &ldquo;A impenhorabilidade &eacute; opon&iacute;vel em qualquer processo de execu&ccedil;&atilde;o civil, fiscal, previdenci&aacute;ria, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido: (&#8230;) V &#8211; para execu&ccedil;&atilde;o de hipoteca sobre o im&oacute;vel oferecido como garantia real pelo casal ou pela entidade familiar&rdquo;.</p>
<p>		<a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a>AgRg no AREsp &nbsp;n&ordm; 48.975-MG, Quarta Turma, Relator: Min. Marco Buzzi, DJe 25.10.2013.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A lei do Marco Civil da Internet entra em vigor</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/27/a-lei-do-marco-civil-da-internet-entra-em-vigor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2014 15:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karina de Oliveira Castilho &#8211; A Lei n&#186; 12.965 de 23 de abril de 2014, apelidada de &#8220;Marco Civil da Internet&#8221; ou &#8220;Constitui&#231;&#227;o da Internet&#8221;, entrou em vigor na &#250;ltima segunda-feira (23). O texto discutido por longos 4 (quatro) anos &#233; considerado pioneiro no mundo ao estabelecer princ&#237;pios, garantias, direitos e deveres para o uso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Karina de Oliveira Castilho &#8211; </strong></p>
<p>	A Lei n&ordm; 12.965 de 23 de abril de 2014, apelidada de &ldquo;Marco Civil da Internet&rdquo; ou &ldquo;Constitui&ccedil;&atilde;o da Internet&rdquo;, entrou em vigor na &uacute;ltima segunda-feira (23). O texto discutido por longos 4 (quatro) anos &eacute; considerado pioneiro no mundo ao estabelecer princ&iacute;pios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet.<br />
	&nbsp;<br />
	A ideia &eacute; consolidar um marco civil geral para o ambiente virtual brasileiro, sendo que quest&otilde;es espec&iacute;ficas de cada uma das &aacute;reas abordadas no referido texto normativo dever&atilde;o ser regulamentadas por decreto. Entretanto, merecem destaque alguns dos nortes institu&iacute;dos pelo dispositivo em quest&atilde;o que regulam o cen&aacute;rio atual e servir&atilde;o como base &agrave;s futuras regulamenta&ccedil;&otilde;es sobre o tema.<br />
	&nbsp;<br />
	Um deles &eacute; a <strong>neutralidade da rede</strong>, cujo objetivo &eacute; impedir a discrimina&ccedil;&atilde;o de certos servi&ccedil;os em detrimento de outros. Na pr&aacute;tica, por exemplo, os provedores n&atilde;o poder&atilde;o oferecer pacotes que contemplem acesso apenas a determinados servi&ccedil;os, isto &eacute;, apenas para e-mail ou apenas para redes sociais. Embora a oferta de pacotes com velocidades diferentes seja permitida, n&atilde;o ser&aacute; permitido aos provedores diminuir a velocidade da conex&atilde;o dos usu&aacute;rios em raz&atilde;o de interesses econ&ocirc;micos, como para dificultar o uso de produtos de empresas concorrentes.<br />
	&nbsp;<br />
	O princ&iacute;pio da <strong>liberdade de express&atilde;o</strong> tamb&eacute;m ganhou for&ccedil;a no &acirc;mbito virtual e dever&aacute; mudar o entendimento jurisprudencial. Atualmente, a intelig&ecirc;ncia firmada pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a estende solidariamente ao provedor a obriga&ccedil;&atilde;o de repara&ccedil;&atilde;o dos danos sofridos em raz&atilde;o de conte&uacute;dos ofensivos publicados pelos internautas, quando, ao ser notificado pelo ofendido, o provedor n&atilde;o efetua a imediata remo&ccedil;&atilde;o (<a href="http://www.fortes.adv.br/pt-BR/conteudo/artigos-e-noticias/217/o-direito-de-excluir-conteudos-ofensivos-nas-redes-sociais.aspx"><u>j&aacute; escrevemos sobre isso aqui</u></a>). No entanto, com o advento do novo dispositivo, em tese, os provedores s&oacute; poder&atilde;o ser responsabilizados por eventuais danos se, <u>ap&oacute;s ordem judicial espec&iacute;fica</u>, n&atilde;o adotarem as provid&ecirc;ncias necess&aacute;rias para a devida remo&ccedil;&atilde;o. A exce&ccedil;&atilde;o se dar&aacute; quando os conte&uacute;dos envolverem nudez e/ou atos sexuais de car&aacute;ter privado, devendo o provedor atender prontamente a solicita&ccedil;&atilde;o de remo&ccedil;&atilde;o do prejudicado sob pena de ser responsabilizado.<br />
	&nbsp;<br />
	Outro ponto que merece destaque diz respeito &agrave; <strong>privacidade</strong>. Com o escopo de proteger a inviolabilidade da intimidade e da vida privada dos internautas, bem como a inviolabilidade e sigilo do fluxo das comunica&ccedil;&otilde;es pela internet, a novel legisla&ccedil;&atilde;o estabelece uma s&eacute;rie de procedimentos a serem adotados pelos provedores. A t&iacute;tulo de exemplo, vale ressaltar a obrigatoriedade de armazenagem de dados de forma sigilosa e em ambiente seguro a ser realizada anonimamente, ou seja, os provedores dever&atilde;o guardar o IP dos usu&aacute;rios, mas nunca informa&ccedil;&otilde;es sobre os usu&aacute;rios, sendo que a disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos dados tamb&eacute;m s&oacute; poder&aacute; ser realizada mediante ordem judicial.<br />
	&nbsp;<br />
	O grande desafio agora &eacute; fazer com que o novo texto normativo n&atilde;o fique apenas no papel j&aacute; que existem in&uacute;meras lacunas a serem preenchidas.<br />
<br />
karina@fortes.adv.br</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A cláusula de não concorrência na Justiça do Trabalho</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/27/a-clausula-de-nao-concorrencia-na-justica-do-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jun 2014 11:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Natalia Rezende Moreira Couto &#8211; &#160; Nas rela&#231;&#245;es trabalhistas, o pacto de n&#227;o concorr&#234;ncia &#233; uma esp&#233;cie de &#8220;quarentena&#8221; a que se submete o empregado ap&#243;s o t&#233;rmino do pacto laboral, impedindo que ele trabalhe em empresas concorrentes durante determinado per&#237;odo. N&#227;o existe, ainda, uma posi&#231;&#227;o pac&#237;fica da jurisprud&#234;ncia a respeito da validade da cl&#225;usula [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong style="outline: none; font-family: Tahoma; font-size: 13px; color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify;">Natalia Rezende Moreira Couto &#8211;</strong></p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Nas rela&ccedil;&otilde;es trabalhistas, o pacto de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia &eacute; uma esp&eacute;cie de &ldquo;quarentena&rdquo; a que se submete o empregado ap&oacute;s o t&eacute;rmino do pacto laboral, impedindo que ele trabalhe em empresas concorrentes durante determinado per&iacute;odo.</p>
<p>	N&atilde;o existe, ainda, uma posi&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica da jurisprud&ecirc;ncia a respeito da validade da <strong>cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia</strong>. H&aacute; in&uacute;meros precedentes judiciais, por exemplo, que admitem a validade da cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia desde que observados alguns requisitos, dentre os quais a previs&atilde;o de alguma indeniza&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;ria durante o per&iacute;odo da limita&ccedil;&atilde;o. Nesse sentido:<br />
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;<strong>CL&Aacute;USULA DE NAO CONCORR&Ecirc;NCIA. VALIDADE.</strong> &Eacute; v&aacute;lida a inser&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia no contrato de trabalho, desde que restrita a determinado segmento de mercado e estabelecida por tempo razo&aacute;vel, al&eacute;m de prever indeniza&ccedil;&atilde;o compensat&oacute;ria. N&atilde;o h&aacute; que se falar em altera&ccedil;&atilde;o contratual lesiva (CLT, art. 468) na medida em que as normas contratuais decorreram de m&uacute;tuo consentimento e n&atilde;o acarretaram preju&iacute;zo ao Reclamante, observando os princ&iacute;pios e normas legais. Referida cl&aacute;usula tem como justo objetivo proteger segredos industriais entre empresas concorrentes, procurando evitar a quebra de sigilo. Na verdade, tal dispositivo contratual visa preservar os princ&iacute;pios da lealdade e da boa-f&eacute; (art. 422 do C&oacute;digo Civil), inexistindo m&aacute;cula a respaldar a pretendida nulidade.&rdquo; </em>(g.n.)<br />
		(TRT-2 &#8211; RECORD: 1344200207802007 SP 01344-2002-078-02-00-7, Relator: Sergio Winnik, Data de Julgamento: 04/12/2007, 4&ordf; TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 14/12/2007)<br />
		&nbsp;<br />
		<em>&ldquo;<strong>CL&Aacute;USULA DE N&Atilde;O-CONCORR&Ecirc;NCIA. INDENIZA&Ccedil;&Atilde;O COMPENSAT&Oacute;RIA. VALIDADE</strong>. Embora a legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista seja omissa quanto ao tema ventilado. O artigo 444 da CLT prev&ecirc;, como regra, pactua&ccedil;&atilde;o livre das cl&aacute;usulas contratuais, desde que n&atilde;o haja viola&ccedil;&atilde;o &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es legais, coletivas, e, &agrave;s decis&otilde;es das autoridades competentes. A cl&aacute;usula de n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia &eacute; a obriga&ccedil;&atilde;o pela qual o empregado se compromete a n&atilde;o praticar pessoalmente ou por meio de terceiro ato de concorr&ecirc;ncia para com o (a) empregador (a). Trata-se de uma obriga&ccedil;&atilde;o de natureza moral e de lealdade. <u>N&atilde;o h&aacute; de se falar em ofensa ao Princ&iacute;pio da Liberdade de Trabalho, quando o pacto de n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia foi livremente pactuado e h&aacute; previs&atilde;o do limite temporal da restri&ccedil;&atilde;o, mediante justa retribui&ccedil;&atilde;o</u>, como &eacute; o caso vertente. Revelado o descumprimento da referida aven&ccedil;a, cabe ao obreiro restituir &agrave; empregadora o valor proporcional ao tempo que falta para completar os 12 meses de restri&ccedil;&atilde;o.&rdquo; (g.n.)<br />
		(TRT-2 &#8211; RO: 16201820125020 SP 00016201820125020011 A28, Relator: Patricia Therezinha de Toledo, Data de Julgamento: 22/10/2013, 4&ordf; TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 30/10/2013)</em><br />
		&nbsp;<br />
		<em>&ldquo;I &#8211; <strong>CL&Aacute;USULA DE N&Atilde;O-CONCORR&Ecirc;NCIA &#8211; PACTUA&Ccedil;&Atilde;O AP&Oacute;S O IN&Iacute;CIO DO CONTRATO DE TRABALHO &#8211; VALIDADE</strong> &#8211; A estipula&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula de sigilo, confidencialidade e n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia, durante o curso do contrato de trabalho, n&atilde;o se traduz em altera&ccedil;&atilde;o il&iacute;cita e unilateral. Isto porque o art. 482, nas al&iacute;neas c e g, da CLT, prev&ecirc; que constituem motivos para a ruptura contratual por justa causa a pr&aacute;tica de concorr&ecirc;ncia e o viola&ccedil;&atilde;o de segredo da empresa. Destarte, tem-se que tais deveres est&atilde;o &iacute;nsitos no pr&oacute;prio contrato de trabalho, sobretudo diante do princ&iacute;pio da boa-f&eacute;, que deve nortear a rela&ccedil;&atilde;o de trabalho. Portanto, &eacute; plenamente v&aacute;lida a estipula&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula de n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia mesmo ap&oacute;s o in&iacute;cio da vig&ecirc;ncia do contrato de trabalho, n&atilde;o havendo afronta ao art. 468 da CLT. II &#8211; <strong>CL&Aacute;USULA DE N&Atilde;O-CONCORR&Ecirc;NCIA &#8211; VIG&Ecirc;NCIA AP&Oacute;S O T&Eacute;RMINO DO CONTRATO DE TRABALHO &#8211; VALIDADE</strong> &#8211; &Eacute; v&aacute;lida a cl&aacute;usula de n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia que tenha vig&ecirc;ncia mesmo ap&oacute;s a extin&ccedil;&atilde;o do contrato de trabalho, embora tal modalidade n&atilde;o encontre disciplina jur&iacute;dica no Direito do Trabalho. Assim, constatada a lacuna, possibilita-se, por for&ccedil;a do art. 8&ordm; da CLT, a aplica&ccedil;&atilde;o do art. 122 do C&oacute;digo Civil Brasileiro, que disp&otilde;e que &quot;S&atilde;o l&iacute;citas, em geral, todas as condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o contr&aacute;rias &agrave; lei, &agrave; ordem p&uacute;blica ou aos bons costumes; entre as condi&ccedil;&otilde;es defesas se incluem as que privarem de todo efeito o neg&oacute;cio jur&iacute;dico, ou o sujeitarem ao puro arb&iacute;trio de uma das partes.&quot;. Desse modo, seria l&iacute;cita, em tese, a pactua&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula de n&atilde;o-concorr&ecirc;ncia ap&oacute;s a cessa&ccedil;&atilde;o do contrato de trabalho.&rdquo;<br />
		(TRT-9 1815420092908 PR 18154-2009-2-9-0-8, Relator: EDMILSON ANTONIO DE LIMA, 1A. TURMA, Data de Publica&ccedil;&atilde;o: 17/08/2010)</em>
</p></blockquote>
<p>	Em recente julgado do Tribunal Superior do Trabalho (ementa abaixo), todavia, entendeu-se pela <strong>invalidade</strong> da cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia, mesmo havendo a previs&atilde;o de retribui&ccedil;&atilde;o pecuni&aacute;ria durante o per&iacute;odo da &ldquo;quarentena&rdquo;, sob os seguintes fundamentos:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;RECURSO DE REVISTA. (&#8230;). TERMO DE CONFIDENCIALIDADE E N&Atilde;O CONCORR&Ecirc;NCIA. NULIDADE. ALTERA&Ccedil;&Atilde;O UNILATERAL DO CONTRATO DE TRABALHO. CONDI&Ccedil;&Atilde;O POTESTATIVA. ASSINATURA APENAS DO TRABALHADOR<strong>. 1.</strong> Hip&oacute;tese em que consignado pelo TRT que &#8211; as <u>partes pactuaram cl&aacute;usulas especiais mediante Termo de Confidencialidade e N&atilde;o Concorr&ecirc;ncia</u> (fls.47/50) <u>dois meses ap&oacute;s a admiss&atilde;o do r&eacute;u</u>, na forma de adendo, tendo a rela&ccedil;&atilde;o empregat&iacute;cia vigorado de 21 de agosto de 2006 a 27 de abril de 2010, ou seja, o Termo foi ajustado ainda no in&iacute;cio da vig&ecirc;ncia contratual, sendo certo que nenhum v&iacute;cio de consentimento restou comprovado pelo recorrente, a fim de infirmar a validade do pacto -. <strong>2. </strong>A teor do art. 444 da CLT, as rela&ccedil;&otilde;es contratuais podem ser objeto de livre estipula&ccedil;&atilde;o entre as partes, desde que observadas as disposi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ao trabalho, as normas coletivas aplic&aacute;veis e as decis&otilde;es das autoridades competentes. <strong>3.</strong> Por sua vez, prescreve o art. 468 da CLT que, &#8211; Nos contratos individuais de trabalho s&oacute; &eacute; l&iacute;cita a altera&ccedil;&atilde;o das respectivas condi&ccedil;&otilde;es, por m&uacute;tuo consentimento, e, ainda assim, desse que n&atilde;o resultem, direta ou indiretamente, preju&iacute;zos ao empregado, sob pena de nulidade da cl&aacute;usula infringente desta garantia -. <strong>4.</strong> No caso, o TRT concluiu pela validade da altera&ccedil;&atilde;o do contrato de trabalho, haja vista que n&atilde;o restou comprovado o v&iacute;cio de consentimento, tampouco caracterizado preju&iacute;zo, de modo a invalidar a aven&ccedil;a. <strong>5</strong>. Todavia, <u>a estipula&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula de confidencialidade e n&atilde;o concorr&ecirc;ncia</u>, a par de cingir-se &agrave; esfera dos interesses meramente privados, <u>somente pode ser reputada v&aacute;lida mediante ju&iacute;zo de pondera&ccedil;&atilde;o</u>, ante a colis&atilde;o de direitos fundamentais tais como o livre exerc&iacute;cio de trabalho ou profiss&atilde;o, a prote&ccedil;&atilde;o da propriedade privada e o primado da livre iniciativa, dentre outros princ&iacute;pios. <strong>6.</strong> <u>Imprescind&iacute;vel, por sinal, a concess&atilde;o de vantagens rec&iacute;procas, de modo a justificar a restri&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria convencionada</u>. <strong>7.</strong> Por certo, <u>a contrapartida oferecida pela empresa</u>, consistente no pagamento mensal equivalente ao &uacute;ltimo sal&aacute;rio do r&eacute;u, que o TRT considerou proporcional &agrave; obriga&ccedil;&atilde;o imposta, <u>n&atilde;o possui o cond&atilde;o, por si s&oacute;, de revestir de validade a restri&ccedil;&atilde;o imposta no curso do contrato de trabalho</u>. <strong>8.</strong> &Eacute; incontroverso, no caso, que em 21.8.2006, o reclamante foi contratado para desempenhar a fun&ccedil;&atilde;o de Diretor de Tecnologia e Servi&ccedil;os da Autora, e que, nessa qualidade, exerceu atividades que o TRT entende justificar a celebra&ccedil;&atilde;o do Termo de Confidencialidade. Registrado, por sua vez, que <u>somente ap&oacute;s o interst&iacute;cio de dois meses, ou seja, com o contrato j&aacute; em curso, foi celebrado aditivo ao contrato de trabalho, em que aven&ccedil;ada referida &#8211; quarentena -. N&atilde;o h&aacute;, por sua vez, not&iacute;cia acerca de qualquer altera&ccedil;&atilde;o nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do r&eacute;u, pela qual se tenha agregado alguma vantagem ao trabalhador</u>. <strong>9.</strong> N&atilde;o h&aacute; como se depreender, em tal contexto, que restri&ccedil;&atilde;o de tamanha import&acirc;ncia decorra de livre estipula&ccedil;&atilde;o, em que as partes se encontram em p&eacute; de igualdade, ainda que o r&eacute;u ostente a qualidade de alto empregado, pois tal situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o afasta a condi&ccedil;&atilde;o de hipossufici&ecirc;ncia do r&eacute;u. Ali&aacute;s, <u>a impossibilidade de o r&eacute;u desempenhar atividades an&aacute;logas a que exercia, durante o per&iacute;odo de um ano, pode inclusive resultar em significativo entrave &agrave; reinser&ccedil;&atilde;o do r&eacute;u em um mercado de trabalho</u> que se sabe muito competitivo, <u>mormente considerando a aus&ecirc;ncia de limita&ccedil;&atilde;o territorial na cl&aacute;usula de confidencialidade e n&atilde;o concorr&ecirc;ncia, o que leva concluir pela sua abrang&ecirc;ncia em todo o territorial nacional</u> . <strong>10.</strong> Soma-se a isso a <u>evidente despropor&ccedil;&atilde;o entre a contrapresta&ccedil;&atilde;o oferecida pela empresa &#8211; pagamento de sal&aacute;rio mensal pelo per&iacute;odo da restri&ccedil;&atilde;o &#8211; e a multa em caso de descumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o pelo ex-empregado</u> (multa n&atilde;o compensat&oacute;ria correspondente ao valor resultante da multiplica&ccedil;&atilde;o do &uacute;ltimo sal&aacute;rio do r&eacute;u por 25), sem preju&iacute;zo da indeniza&ccedil;&atilde;o decorrente da responsabilidade civil. Al&eacute;m disso, conquanto a empresa, em caso de descumprimento de sua obriga&ccedil;&atilde;o, estivesse tamb&eacute;m sujeita a multa, tal seria calculada no importe de 12 vezes o sal&aacute;rio do reclamante, ou seja, em montante inferior &agrave;quele devido pelo r&eacute;u. Soma-se a isso, que a empresa poderia, a seu crit&eacute;rio exclusivo, dispensar o reclamante de sua obriga&ccedil;&atilde;o e, por conseguinte, a autora ficaria desobrigada do pagamento dos sal&aacute;rios e da pr&oacute;pria multa<strong>. 11.</strong> N&atilde;o se olvida, por sua vez, que a contrapresta&ccedil;&atilde;o eventualmente paga pela empresa equivale ao &uacute;ltimo sal&aacute;rio, o que, por sinal, n&atilde;o se confunde com remunera&ccedil;&atilde;o. Desse modo, <u>consabido que a cl&aacute;usula de confidencialidade e n&atilde;o concorr&ecirc;ncia n&atilde;o estava definida no momento da contrata&ccedil;&atilde;o, como uma condi&ccedil;&atilde;o para a admiss&atilde;o do r&eacute;u no cargo de Diretor de Tecnologia<strong>, conclui-se pela altera&ccedil;&atilde;o prejudicial das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, pela submiss&atilde;o do r&eacute;u aos termos do pacto</strong></u>. Recurso de revista conhecido e provido.&rdquo;</em> (g.n.)<br />
		<em>(TST-RR-1948-28.2010.5.02.0007, Relator: Hugo Carlos Scheuermann, Data de Julgamento: 21/05/2014, 1&ordf; Turma)</em>
</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
	Noutro julgamento, que tamb&eacute;m reconheceu a nulidade da cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia, o Tribunal Regional do Trabalho da 3a Regi&atilde;o observou que tal pacto poderia ser aceito, desde que estabelecido dentro de par&acirc;metros de razoabilidade e proporcionalidade:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;CL&Aacute;USULA DE SIGILO E N&Atilde;O CONCORR&Ecirc;NCIA. LIBERDADE DE TRABALHO. A condi&ccedil;&atilde;o imposta atrav&eacute;s de um pacto de sigilo e n&atilde;o concorr&ecirc;ncia para n&atilde;o se revelar as informa&ccedil;&otilde;es confidenciais, mesmo ap&oacute;s o t&eacute;rmino da rela&ccedil;&atilde;o empregat&iacute;cia, deve ser estabelecida dentro dos par&acirc;metros da razoabilidade e proporcionalidade. Isto porque a regula&ccedil;&atilde;o de tais pactos n&atilde;o pode ser considerada como restritiva, de forma inconstitucional, a ponto de afetar o princ&iacute;pio fundamental do valor social do trabalho.&rdquo;</em><br />
		<em>(TRT-3, RO 01184-2012-097-03-00-0, Relator: Convocada Maria Cecilia Alves Pinto, 4&ordf; Turma)</em>
</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
	A an&aacute;lise da validade ou n&atilde;o do pacto de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia, portanto, depender&aacute; de casa caso concreto. De qualquer forma, com base nos precedentes judiciais citados, e com o objetivo de minimizar o risco de eventual reconhecimento de invalidade da cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia, seria pertinente que a empregadora observasse alguns fatores:</p>
<blockquote>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			A cl&aacute;usula&nbsp; de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia deve estar definida no momento da contrata&ccedil;&atilde;o. Pode ser adotada, tamb&eacute;m, logo ap&oacute;s mudan&ccedil;a no v&iacute;nculo empregat&iacute;cio (exemplo: promo&ccedil;&atilde;o do empregado, com a atribui&ccedil;&atilde;o de novas responsabilidades e contato com informa&ccedil;&otilde;es privilegiadas da empresa);</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			As atividades a serem exercidas pelo empregado devem justificar a inclus&atilde;o da cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia (atividade cujo exerc&iacute;cio possa efetivamente causar preju&iacute;zo &agrave; empresa; fun&ccedil;&atilde;o em que o trabalhador possua acesso a informa&ccedil;&otilde;es relevantes e sigilosas na &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o da empresa);</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			Deve haver a concess&atilde;o de contrapresta&ccedil;&atilde;o ao empregado, de modo a compensar a restri&ccedil;&atilde;o que lhe ser&aacute; imposta;</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			Deve haver uma proporcionalidade entre a contrapresta&ccedil;&atilde;o oferecida pela empresa e a multa em caso de descumprimento da obriga&ccedil;&atilde;o pelo ex-empregado;</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			O prazo da limita&ccedil;&atilde;o deve ser certo e razo&aacute;vel;</li>
</ul>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			Se poss&iacute;vel, limitar o territ&oacute;rio em que ser&aacute; aplicada a cl&aacute;usula de n&atilde;o concorr&ecirc;ncia (a restri&ccedil;&atilde;o a todo o territ&oacute;rio nacional deve ser realmente necess&aacute;ria).</li>
</ul>
</blockquote>
<p>
natalia@fortes.adv.br</p>
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]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Recentes decisões do TJSP sobre a supressão de vegetação em lotes urbanos</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/26/recentes-decisoes-do-tjsp-sobre-a-supressao-de-vegetacao-em-lotes-urbanos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Augusto de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2014 17:17:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcelo Augusto de Barros &#8211; Duas recentes decis&#245;es do Tribunal de Justi&#231;a do Estado de S&#227;o Paulo (TJSP) reconheceram, a propriet&#225;rios de im&#243;veis situados em loteamentos urbanos, o direito de construir sem a necessidade de obten&#231;&#227;o de nova licen&#231;a ambiental espec&#237;fica para cada lote. Em ambos os casos, levou-se em considera&#231;&#227;o o fato de os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<strong>Marcelo Augusto de Barros &#8211; </strong></p>
<p>	Duas recentes decis&otilde;es do Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo (TJSP) reconheceram, a propriet&aacute;rios de im&oacute;veis situados em <span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">loteamentos urbanos, o direito de construir sem a necessidade de obten&ccedil;&atilde;o de nova licen&ccedil;a ambiental espec&iacute;fica para cada lote.</p>
<p>	Em ambos os casos, levou-se em considera&ccedil;&atilde;o o fato de os loteamentos terem sido regularmente aprovados e implantados na forma da lei, inclusive perante os &oacute;rg&atilde;os ambientais competentes, e de n&atilde;o existir nos lotes &aacute;reas consideradas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente (APP) assim definidas pelo C&oacute;digo Florestal.</p>
<p>	Se ao loteador foi concedida a licen&ccedil;a para implantar o empreendimento sem nenhuma ressalva de limites de reserva ambiental espec&iacute;fica nos lotes, liberando-se a comercializa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o seria adequado exigir tal dever do consumidor adquirente, terceiro de boa-f&eacute;, sob pena de se descaracterizar o empreendimento aprovado. Em resumo, o fundamento das decis&otilde;es baseou-se nessas premissas.</p>
<p>	O tema n&atilde;o &eacute; pac&iacute;fico. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico, sobretudo, entende que os propriet&aacute;rios se sujeitam aos efeitos de normas posteriores mais restritivas, sem ressalvas. Justificam os ilustres promotores que a supress&atilde;o de vegeta&ccedil;&atilde;o, em tais empreendimentos, e sem o respeito a essas normas, geraria um direito adquirido de poluir, algo vedado em nosso ordenamento jur&iacute;dico.</p>
<p>	Defendemos, contudo, que cada caso deve ser analisado de forma isolada &ndash;como fez o TJSP &ndash;, n&atilde;o se podendo desprezar, dentre outros fatores:</span></p>
<ol style="list-style-type:lower-alpha;">
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">aos empreendedores, por ocasi&atilde;o da aprova&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o do loteamento, lhe s&atilde;o exigidas a cria&ccedil;&atilde;o de &ldquo;&aacute;reas verdes&rdquo; ou &ldquo;&aacute;reas institucionais&rdquo;, que s&atilde;o justamente destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o ambiental do bairro que ser&aacute; criado;</span></li>
</ol>
<ol style="list-style-type:lower-alpha;">
<li style="text-align: justify;" value="2">
		<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">s&atilde;o in&uacute;meros os empreendimentos que j&aacute; exigem dos propriet&aacute;rios a reserva de uma &aacute;rea verde no lote, com previs&atilde;o no regulamento de ocupa&ccedil;&atilde;o previsto no contrato-padr&atilde;o arquivado no Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis;</span></li>
</ol>
<p>	<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Ademais, como bem resumiu um Juiz da Comarca de Itanha&eacute;m, citado em uma das decis&otilde;es que destacamos acima:<br />
	</span></p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;Se o loteamento foi regularmente aprovado, n&atilde;o pode agora o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, com base num auto de infra&ccedil;&atilde;o lavrado pela pol&iacute;cia ambiental e pelo DEPRN depois de aprovado o loteamento, querer que tudo seja desfeito. Se isso ocorrer, definitivamente n&atilde;o haver&aacute; mais ato jur&iacute;dico perfeito em nosso ordenamento.
</p></blockquote>
<p>
	<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">Perfeito!</p>
<p>	Abaixo, as Ementas dos recursos a que nos referimos no in&iacute;cio deste texto:</span></p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><img decoding="async" alt="" src="/midias/imagens/ampliada/26062014_054504.jpg" style="width: 642px; height: 315px;" /></span><br />
<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><a href="mailto:marcelo@fortes.adv.br"><br />
marcelo@fortes.adv.br</a></span> </p>
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			</item>
		<item>
		<title>STF declara inconstitucional contribuição sobre serviços de cooperativas de trabalho</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/26/stf-declara-inconstitucional-contribuicao-sobre-servicos-de-cooperativas-de-trabalho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2014 16:58:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Plen&#225;rio do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, deu provimento a recurso e declarou a inconstitucionalidade de dispositivo da Lei 8.212/1991 (artigo 22, inciso IV) que prev&#234; contribui&#231;&#227;o previdenci&#225;ria de 15% incidente sobre o valor de servi&#231;os prestados por meio de cooperativas de trabalho. A decis&#227;o foi tomada na sess&#227;o desta quarta-feira (23) no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<span style="color:#000000;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">O Plen&aacute;rio do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, deu provimento a recurso e declarou a inconstitucionalidade de dispositivo da Lei 8.212/1991 (artigo 22, inciso IV) que prev&ecirc; contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria de 15% incidente sobre o valor de servi&ccedil;os prestados por meio de cooperativas de trabalho. A decis&atilde;o foi tomada na sess&atilde;o desta quarta-feira (23) no julgamento do Recurso Extraordin&aacute;rio (RE) 595838, com repercuss&atilde;o geral reconhecida, no qual uma empresa de consultoria questiona a tributa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	A Lei 9.876/1999, que inseriu a cobran&ccedil;a na Lei 8.212/1991, revogou a Lei Complementar 84/1996, na qual se previa a contribui&ccedil;&atilde;o de 15% sobre os valores distribu&iacute;dos pelas cooperativas aos seus cooperados. No entendimento do Tribunal, ao transferir o recolhimento da cooperativa para o prestador de servi&ccedil;o, a Uni&atilde;o extrapolou as regras constitucionais referentes ao financiamento da seguridade social.</p>
<p>	Relator</p>
<p>	Segundo o relator do recurso, ministro Dias Toffoli, com a institui&ccedil;&atilde;o da nova norma tribut&aacute;ria, o legislador transferiu sujei&ccedil;&atilde;o passiva da tributa&ccedil;&atilde;o da cooperativa para as empresas tomadoras de servi&ccedil;o, desconsiderando a personalidade da cooperativa. &ldquo;A rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; de mera intermedi&aacute;ria, a cooperativa existe para superar a rela&ccedil;&atilde;o isolada entre prestador de servi&ccedil;o e empresa. Trata-se de um agrupamento em regime de solidariedade&rdquo;, afirmou o ministro.</p>
<p>	Al&eacute;m disso, a f&oacute;rmula teria como resultado a amplia&ccedil;&atilde;o da base de c&aacute;lculo, uma vez que o valor pago pela empresa contratante n&atilde;o se confunde com aquele efetivamente repassado pela cooperativa ao cooperado. O valor da fatura do servi&ccedil;o inclui outras despesas assumidas pela cooperativa, como a taxa de administra&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	Para o ministro, a tributa&ccedil;&atilde;o extrapola a base econ&ocirc;mica fixada pelo artigo 195, inciso I, al&iacute;nea &ldquo;a&rdquo;, da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, que prev&ecirc; a incid&ecirc;ncia da contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria sobre a folha de sal&aacute;rios. Tamb&eacute;m viola o princ&iacute;pio da capacidade contributiva e representa uma nova forma de custeio da seguridade, a qual s&oacute; poderia ser institu&iacute;da por lei complementar.</p>
<p>	&#8211; </span></span></span><span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;"><a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/RE595838.pdf"><span style="color:#000000;">Leia a &iacute;ntegra do voto do relator</span></a></span></span><span style="color:#000000;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif;">, ministro Dias Toffoli.</p>
<p>	Fonte: STF</span></span></span><br />
	&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O Controle Societário na Microempresa e na Empresa de Pequeno Porte</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2010/03/10/o-controle-societario-na-microempresa-e-na-empresa-de-pequeno-porte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cylmar Pitelli Teixeira Fortes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 13:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 125]]></category>
		<category><![CDATA[Societário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Opini&#227;o jur&#237;dica dos advogados Cylmar Pitelli Teixeira Fortes e Marcelo Augusto de Barros publicada no Caderno de Legisla&#231;&#227;o &#38; Tributos do Valor Econ&#244;mico. Controle societ&#225;rio nada mais significa que o poder de imposi&#231;&#227;o de vontade nos atos de uma sociedade. Alterar o estatuto ou contrato social, eleger ou destituir administradores, decidir sobre dissolu&#231;&#227;o, fus&#227;o, cis&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
	<span style="font-size:14px;"><span style="font-family: verdana,geneva,sans-serif;">Opini&atilde;o jur&iacute;dica dos advogados <strong>Cylmar Pitelli Teixeira Fortes</strong> e <strong>Marcelo Augusto de Barros</strong> publicada no Caderno de Legisla&ccedil;&atilde;o &amp; Tributos do <strong>Valor Econ&ocirc;mico</strong>.</p>
<p>	Controle societ&aacute;rio nada mais significa que o poder de imposi&ccedil;&atilde;o de vontade nos atos de uma sociedade. Alterar o estatuto ou contrato social, eleger ou destituir administradores, decidir sobre dissolu&ccedil;&atilde;o, fus&atilde;o, cis&atilde;o ou incorpora&ccedil;&atilde;o da sociedade, pedir a recupera&ccedil;&atilde;o judicial, adquirir ou alienar bens do ativo permanente, s&atilde;o algumas das principais delibera&ccedil;&otilde;es exercidas pelo controlador.</p>
<p>	Em uma sociedade an&ocirc;nima de capital fechado, composta t&atilde;o-somente por a&ccedil;&otilde;es ordin&aacute;rias de uma mesma classe, esse controle &eacute; exercido com a maioria dos votos nas assembl&eacute;ias gerais, observado o quorum de presen&ccedil;a m&iacute;nimo. &Eacute; o chamado acionista ou grupo controlador, com defini&ccedil;&atilde;o legal prevista no artigo 116 da Lei das Sociedades por A&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>	J&aacute; na sociedade limitada, desde o advento do C&oacute;digo Civil de 2002, &eacute; sabido que o exerc&iacute;cio do controle depende de delibera&ccedil;&otilde;es baseadas em maiores propor&ccedil;&otilde;es, exigindo-se, com efeito, 75% das quotas para decis&otilde;es que impliquem modifica&ccedil;&atilde;o do contrato social ou dissolu&ccedil;&atilde;o da sociedade, ou at&eacute; mesmo unanimidade, quando se objetiva designar administrador n&atilde;o s&oacute;cio enquanto n&atilde;o totalmente integralizado o capital social.</p>
<p>	Essa maior rigidez das limitadas, ali&aacute;s, passou a gerar muitos conflitos em determinadas estruturas societ&aacute;rias, sendo objeto atualmente de reflex&otilde;es por parte de quotistas, por for&ccedil;a do grande poder conferido aos minorit&aacute;rios pelo C&oacute;digo Civil. Nesse contexto, eis que nasce a Lei Complementar n&ordm; 123, em vigor desde 15 de dezembro de 2006, que instituiu o novo Estatuto Nacional da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, e com ela surge (ou ressurge) um novo panorama.</p>
<p>	Segundo o novo Estatuto, considera-se Microempresa (ME) a firma individual, sociedade simples ou empres&aacute;ria que aufere, em cada ano-calend&aacute;rio, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais). Empresa de Pequeno Porte (EPP), por seu lado, &eacute; aquela que aufere receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milh&otilde;es e quatrocentos mil reais). Algumas sociedades est&atilde;o expressamente exclu&iacute;das do conceito de microempresa ou empresa de pequeno porte, tais como (i) aquelas constitu&iacute;das sob a forma de sociedade por a&ccedil;&otilde;es, (ii) de cujo capital social participe outra pessoa jur&iacute;dica, ou (iii) resultantes ou remanescentes de cis&atilde;o que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco) anos-calend&aacute;rio anteriores, etc. As hip&oacute;teses de n&atilde;o enquadramento ou exclus&atilde;o, assim como o conceito de receita bruta, s&atilde;o temas tratados nos par&aacute;grafos do artigo 3&ordm; da referida lei complementar.</p>
<p>	Novidades societ&aacute;rias relevantes, de fato, foram introduzidas pelo novo Estatuto, como a dispensa de publica&ccedil;&atilde;o de qualquer ato. Veja-se, sob esse prisma, que sociedades limitadas com mais de dez s&oacute;cios, e n&atilde;o atingidas pelo regime da microempresa ou da empresa de pequeno porte, s&atilde;o obrigadas a publicar o edital de convoca&ccedil;&atilde;o de assembl&eacute;ia por pelo menos tr&ecirc;s vezes no di&aacute;rio oficial e em jornal de grande circula&ccedil;&atilde;o (CC, art. 1.152, &sect; 3&ordm;), gerando um disp&ecirc;ndio de grande monta para pequenas e m&eacute;dias empresas. A nova lei tamb&eacute;m dispensou as sociedades consideradas ME ou EPP da inclus&atilde;o do objeto social na denomina&ccedil;&atilde;o, algo exigido para todas as demais sociedades.</p>
<p>	Mas o que mais chama a aten&ccedil;&atilde;o na nova legisla&ccedil;&atilde;o, do ponto de vista societ&aacute;rio, &eacute; o disposto no artigo 70, que diz: &ldquo;<i>As microempresas e as empresas de pequeno porte s&atilde;o desobrigadas da realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es e assembl&eacute;ias em qualquer das situa&ccedil;&otilde;es previstas na legisla&ccedil;&atilde;o civil, as quais ser&atilde;o substitu&iacute;das por delibera&ccedil;&atilde;o representativa do primeiro n&uacute;mero inteiro superior &agrave; metade do capital social.&rdquo;</p>
<p>	</i>A relev&acirc;ncia dessa disposi&ccedil;&atilde;o pode ser observada na seguinte compara&ccedil;&atilde;o ilustrativa: na sociedade limitada que n&atilde;o se enquadra na defini&ccedil;&atilde;o de microempresa ou empresa de pequeno porte, a altera&ccedil;&atilde;o das cl&aacute;usulas do contrato social depende de delibera&ccedil;&atilde;o em reuni&atilde;o ou assembl&eacute;ia de s&oacute;cios com votos correspondentes a, no m&iacute;nimo, 75% (setenta e cinco por cento) do capital social (CC, art. 1.076, I); na sociedade puramente simples, isto &eacute;, de natureza e tipo simples, que tamb&eacute;m n&atilde;o tiver a caracter&iacute;stica de microempresa ou empresa de pequeno porte, a modifica&ccedil;&atilde;o das principais cl&aacute;usulas contratuais, tais como objeto social, capital social e administra&ccedil;&atilde;o, depender&aacute; de consentimento de todos os s&oacute;cios (CC, art. 999).</p>
<p>	<b>Nas sociedades consideradas ME ou EPP, entretanto, sejam elas empres&aacute;rias ou simples, limitadas ou n&atilde;o, todas as delibera&ccedil;&otilde;es passam a ser tomadas pelo s&oacute;cio detentor da maioria do capital social, leia-se, controlador. </b></p>
<p>	Acrescente-se, por fim, que agora basta ao s&oacute;cio ou grupo que representar mais da metade do capital de sociedade enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte firmar o instrumento de altera&ccedil;&atilde;o contratual e apresent&aacute;-lo ao &oacute;rg&atilde;o de registro mercantil competente. Na pr&aacute;tica, esse dinamismo &eacute; relevante, uma vez que nas sociedades n&atilde;o atingidas pelo regime da Lei Complementar n&ordm; 123/06 o s&oacute;cio, ainda que detentor de 99% do capital social, &eacute; obrigado a convocar previamente uma reuni&atilde;o ou assembl&eacute;ia de quotistas caso o minorit&aacute;rio se negue a firmar a altera&ccedil;&atilde;o contratual, sujeitando a sociedade a gastos com publica&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncios de convoca&ccedil;&atilde;o, conforme o caso. Exce&ccedil;&atilde;o se faz em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; expuls&atilde;o de s&oacute;cio por justa causa, cuja delibera&ccedil;&atilde;o continuar&aacute; a ser tomada em competente reuni&atilde;o ou assembl&eacute;ia (LC, art. 70, &sect;1&ordm;).</p>
<p>	Cylmar Pitelli Teixeira Fortes e Marcelo Augusto de Barros s&atilde;o advogados e, respectivamente, s&oacute;cio coordenador e s&oacute;cio do setor societ&aacute;rio e contratual do escrit&oacute;rio Teixeira Fortes Advogados Associados</span></span><br />
	&nbsp;</p>
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