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	<title>Categoria Edição 35 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<item>
		<title>Novo manual promete esclarecer todas as dúvidas sobre o sped contábil</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2010/06/25/novo-manual-promete-esclarecer-todas-as-duvidas-sobre-o-sped-contabil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 20:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 35]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para tentar esclarecer as dúvidas dos empresários quanto a utilização da escrituração contábil digital, sistema pelo qual as empresas transmitem, em versão digital, livros como o Diário, Razão e os seus Balanços, a Junta Comercial do Estado de São Paulo lançou o Manual de Autenticação dos Livros Digitais &#8211; Sped Contábil. Segundo a JUCESP, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="textoCinza">Para tentar esclarecer as dúvidas dos empresários quanto a utilização da escrituração contábil digital, sistema pelo qual as empresas transmitem, em versão digital, livros como o Diário, Razão e os seus Balanços, a Junta Comercial do Estado de São Paulo lançou o Manual de Autenticação dos Livros Digitais &#8211; Sped Contábil. Segundo a JUCESP, a partir das informações contidas no manual poderão ser esclarecidas as principais dúvidas dos profissionais que utilizam o sistema. Nele constam explicações a respeito de todos os detalhes do sistema, além de perguntas e respostas sobre o SPED e as principais normas aplicáveis. O trabalho completo pode ser consultado aqui.</span><br />
<a id="RptLista_ctl02_LnkLeiaMais" class="lnk-vistos" href="http://www.jucesp.fazenda.sp.gov.br/downloads/manual_SPED.pdf">&#8230; Ver</a></p>
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		<title>Governo federal institui novo programa de parcelamento de débitos</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2010/06/25/governo-federal-institui-novo-programa-de-parcelamento-de-debitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 20:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 35]]></category>
		<category><![CDATA[Tributária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo Federal instituiu, por meio da Lei Federal n. 12.249/10, um novo programa de pagamento e parcelamento de débitos, bastante semelhante com aquele implantado pela Lei Federal n. 11.941/09, apelidado de &#8220;Refis da Crise&#8221;. Os descontos e as regras básicas do novo parcelamento seguem o modelo do programa anterior. A diferença entre um e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo Federal instituiu, por meio da Lei Federal n. 12.249/10, um novo programa de pagamento e parcelamento de débitos, bastante semelhante com aquele implantado pela Lei Federal n. 11.941/09, apelidado de &#8220;Refis da Crise&#8221;. Os descontos e as regras básicas do novo parcelamento seguem o modelo do programa anterior. A diferença entre um e outro é que o de agora abrange os débitos administrados pelas autarquias e fundações públicas federais (tais como o Banco Central, ANVISA, ANP, CVM, e muitas outras, sendo que as únicas exceções são os débitos perante o CADE e o INMETRO, expressamente excluídos do programa) e os débitos de qualquer natureza, tributários ou não tributários, com a Procuradoria-Geral Federal, enquanto que o anterior tratava dos créditos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil e os créditos para com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Sobre este último, não se pode confundir com a Procuradoria-Geral Federal. São órgãos distintos. No mais, como ressaltado o programa é idêntico ao &#8220;Refis da Crise&#8221;, ou seja, até 180 parcelas e descontos nas multas de mora, ofício e isolada, juros e encargo legal, que variam de acordo com o prazo do parcelamento, podendo chegar a 100%. A adesão deve ser feita até o final de dezembro deste ano, mas ainda depende da regulamentação pela a Advocacia-Geral da União.</p>
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		<title>TST define que comissão pode ser paga com a dedução de IPI e ICMS</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2010/06/21/tst-define-que-comissao-pode-ser-paga-com-a-deducao-de-ipi-e-icms/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 21:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 35]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O empregador pode fazer o pagamento das comiss&#245;es pelo valor l&#237;quido das vendas realizadas por seus vendedores, descontando, por exemplo, o IPI e o ICMS incidentes nas opera&#231;&#245;es? O Tribunal Superior do Trabalho decidiu que sim, mas desde que essa pr&#225;tica esteja prevista no contrato de trabalho. O TST n&#227;o acolheu a tese sustentada por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;"><span style="color: black;">O empregador pode fazer o pagamento das comiss&otilde;es pelo valor l&iacute;quido das vendas realizadas por seus vendedores, descontando, por exemplo, o IPI e o ICMS incidentes nas opera&ccedil;&otilde;es? O Tribunal Superior do Trabalho decidiu que sim, mas desde que essa pr&aacute;tica esteja prevista no contrato de trabalho. O TST n&atilde;o acolheu a tese sustentada por um trabalhador no sentido de que o empregador n&atilde;o pode transferir os encargos tribut&aacute;rios das vendas aos empregados. De acordo com os ministros que julgaram o caso, n&atilde;o h&aacute; na legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista nada que impe&ccedil;a a incid&ecirc;ncia dos percentuais para c&aacute;lculo das comiss&otilde;es apenas sobre o valor l&iacute;quido das vendas efetuadas pelo trabalhador. Confira abaixo a decis&atilde;o:</span></span></span></p>
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<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">N&Uacute;MERO &Uacute;NICO: RR &#8211; 261400-18.2002.5.02.0022</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O: DEJT &#8211; 11/06/2010</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">A C &Oacute;&nbsp;&nbsp; R D &Atilde;&nbsp; O</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">1&ordf;&nbsp; TURMA</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">RECURSO DE REVISTA &#8211; COMISS&Otilde;ES &#8211; CRIT&Eacute;RIO DE APURA&Ccedil;&Atilde;O &#8211; VALOR L&Iacute;QUIDO DAS VENDAS &#8211; DEDU&Ccedil;&Atilde; O IPI E ICMS. Cl&aacute;usula estipulada no contrato de trabalho no sentido de apura&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es pelo valor l&iacute;quido das vendas, descontados os montantes relativos ao IPI e ICMS, n&atilde;o se traduz em desconto il&iacute;cito no sal&aacute;rio do obreiro, mas estipula crit&eacute;rio de c&aacute;lculo das comiss&otilde;es, previamente acordado pelas partes, n&atilde;o dissentindo das disposi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio e emprego, raz&atilde;o por que deve ser observada. Recurso de revista conhecido e desprovido.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">O 2&ordm; Tribunal Regional do Trabalho, mediante o ac&oacute;rd&atilde;o a fls. 244-248, deu parcial provimento ao recurso ordin&aacute;rio interposto pela reclamada, para deferir a exclus&atilde;o da condena&ccedil;&atilde;o a devolu&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">O reclamante interp&ocirc;s embargos de declara&ccedil;&atilde;o a fls. 250-253, que foram rejeitados mediante a decis&atilde;o a fls. 260-261. Inconformado, o reclamante interp&otilde;e o presente recurso de revista, a fls. 274-295, argumentando que a apura&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es sobre o valor l&iacute;quido das vendas, descontados os montantes relativos ao IPI e ICMS, redundou em afronta aos arts. 7&ordm;&nbsp; , VI e X, da Carta Magna, 462 da CLT e 121 do CTN, porquanto tal crit&eacute;rio n&atilde;o fora explicitamente encerrado no contrato de trabalho do reclamante. Traz arestos para comprova&ccedil;&atilde;o de diverg&ecirc;ncia jurisprudencial.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">O recurso foi admitido pela decis&atilde;o proferida&nbsp; a fls. 306-310. Contrarraz&otilde;es apresentadas a fls. 314-322. Os autos n&atilde;o foram remetidos ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho, por n&atilde;o estar caracterizada hip&oacute;tese prevista no art. 83 do Regimento Interno desta Corte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&Eacute; o relat&oacute;rio.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">V O T O</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">1 &#8211; CONHECIMENTO</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;&nbsp; Presentes os pressupostos extr&iacute;nsecos de admissibilidade do recurso de revista concernentes &agrave;&nbsp; tempestividade &nbsp;&nbsp;(fls. 262 e 274) e &agrave; &nbsp;&nbsp;representa&ccedil;&atilde;o processual&nbsp; (fls. 15), passo &agrave;&nbsp;&nbsp; an&aacute;lise daqueles que lhe s&atilde;o intr&iacute;nsecos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">1.1 COMISS&Otilde;ES &#8211; CRIT&Eacute;RIO DE APURA&Ccedil;&Atilde;O &#8211; VALOR L&Iacute;QUIDO DAS VENDAS &#8211; DEDU&Ccedil;&Atilde;O IPI E ICMS</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Quanto ao tema, consignou a Corte Regional, a fls. 246-247, verbis:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">O Ju&iacute;zo a quo julgou procedente o pedido, sob o fundamento de que a Reclamada transferira ilicitamente a responsabilidade dos tributos ao empregado. Equivocado, por&eacute;m, o julgado de origem. Restou incontroverso nos autos que no ato da admiss&atilde;o do autor ficou aven&ccedil;ado que sua comiss&atilde;o seria paga considerando o valor l&iacute;quido recebido pela Reclamada, ou seja, com a dedu&ccedil;&atilde;o do IPI e do ICMS. Logo, n&atilde;o se&nbsp; trata de desconto salarial, visto que este implica a subtra&ccedil;&atilde;o de uma parcela do sal&aacute;rio ajustado. No caso, o sal&aacute;rio convencionado adotou como base de c&aacute;lculo o valor l&iacute;quido recebido pela Recorrente, n&atilde;o havendo que se falar em transfer&ecirc;ncia de encargos tribut&aacute;rios.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Insurge-se o reclamante, no recurso de revista, pugnando pela reforma do ac&oacute;rd&atilde;o regional, sob o argumento de que a apura&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es sobre o valor l&iacute;quido das vendas, descontados os montantes relativos ao IPI e ao ICMS redundou em afronta aos arts. 7&ordm;, VI e X, da Carta Magna, 462 da CLT e 121 do CTN, porquanto tal crit&eacute;rio n&atilde;o fora explicitamente encerrado no contrato de trabalho do reclamante. Traz arestos para o confronto de teses.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">O julgado paradigma transcrito no recurso de revista&nbsp;&nbsp; a fls. 290-291 demonstra a exist&ecirc;ncia de conflito, ao esposar tese no sentido de que a cl&aacute;usula que estipula a apura&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es pelo valor das vendas descontados os montantes alusivos ao IPI e ICMS traduz desconto il&iacute;cito no sal&aacute;rio, pois transfere&nbsp; a&nbsp; o empregado responsabilidade tribut&aacute;ria a cargo do empregador, violando, pois, os arts. 462 da CLT e 121 do CTN.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Conhe&ccedil;o do recurso de revista, por diverg&ecirc;ncia jurisprudencial.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">2 &#8211; M&Eacute; RITO</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">2.1 &#8211; COMISS&Otilde;ES &#8211; CRIT&Eacute;RIO DE APURA&Ccedil;&Atilde;O &#8211; VALOR L&Iacute;QUIDO DAS VENDAS &#8211; DEDU&Ccedil;&Atilde;O IPI E ICMS</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Nos termos do art. 444 da CLT, as cl&aacute;usulas do contrato de trabalho podem ser objeto de livre estipula&ccedil;&atilde;o das partes envolvidas, desde que n&atilde;o contr&aacute;rias &agrave;&nbsp; s disposi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ao trabalho, normas coletivas e decis&otilde;es das autoridades competentes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Assim, cl&aacute;usula estipulada no contrato de trabalho no sentido de apura&ccedil;&atilde;o das comiss&otilde;es pelo valor l&iacute;quido das vendas, descontados os montantes relativos ao IPI e ao ICMS, n&atilde;o se traduz em desconto il&iacute;cito no sal&aacute;rio do obreiro, mas estipula crit&eacute;rio de c&aacute;lculo das comiss&otilde;es, previamente acordado pelas partes, n&atilde;o dissentindo das disposi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o do sal&aacute;rio e emprego, raz&atilde;o por que deve ser observada.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Neste sentido se posiciona esta Corte Superior, conforme se constata dos trechos&nbsp; ementados a seguir:</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">RECURSO DE REVISTA &#8211; C&Aacute;LCULO DAS COMISS&Otilde;ES &#8211; DESCONTOS &#8211; VALOR BRUTO OU L&Iacute;QUIDO. Havendo previs&atilde;o em cl&aacute;usula contratual, no sentido de que o vendedor s&oacute;&nbsp;&nbsp; aufere comiss&otilde;es sobre o valor l&iacute;quido das vendas, excluindo, assim, o direito a comiss&otilde;es sobre o valor bruto, deve-se respeitar o que foi livremente pactuado, n&atilde;o se cogitando de atrito com as disposi&ccedil;&otilde;es de prote&ccedil;&atilde;o ao emprego e ao sal&aacute;rio. Recurso conhecido e provido.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (RR-650187/2000.9, 2&ordf;&nbsp;&nbsp; Turma, Rel. Min. Hor&aacute;rcio Senna Pires, DJ de&nbsp; 18/2/2005)</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">DIFEREN&Ccedil;AS DE COMISS&Otilde;ES BASE DE C&Aacute;LCULO VALOR L&Iacute;QUIDO DA VENDA PACTUA&Ccedil;&Atilde;O &#8211; CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO VALIDADE.&nbsp; </span></span><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">N&atilde;o h&aacute;&nbsp;&nbsp; na legisla&ccedil;&atilde;o trabalhista disposi&ccedil;&atilde;o que impe&ccedil;a a incid&ecirc;ncia dos percentuais para c&aacute;lculo das comiss&otilde;es apenas sobre o valor l&iacute;quido das vendas efetuadas pelo trabalhador. Assim, &eacute;&nbsp;&nbsp; v&aacute;lida a cl&aacute;usula de contrato individual de trabalho que estipula como base de c&aacute;lculo das comiss&otilde;es o valor l&iacute;quido da venda, exclu&iacute;&nbsp; dos impostos e taxas. Se a tributa&ccedil;&atilde;o vai para o Estado,&nbsp;&nbsp;&nbsp; o fruto da produ&ccedil;&atilde;o a ser dividido entre o capital e o trabalho &eacute;&nbsp;&nbsp; apenas o montante l&iacute;quido do pre&ccedil;o da mercadoria vendida, devendo incidir sobre ele o percentual da comiss&atilde;o. Sendo assim, o Reclamante n&atilde;o tem direito &agrave;&nbsp; s diferen&ccedil;as das comiss&otilde;es sobre as&nbsp; vendas. (&#8230;) (RR-380/2002-007-17-00, 4&ordf; Turma, Rel. Min. Ives Gandra Martins Filho, DJ de 15/10/2004)</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Salvo disposi&ccedil;&atilde;o expressa em contr&aacute;rio, as comiss&otilde;es devidas ao empregado vendedor s&atilde;o calculadas com base no pre&ccedil;o de venda das mercadorias, sem a adi&ccedil;&atilde;o de tributos porventura incidentes sobre a opera&ccedil;&atilde;o. (RR-10.770/90.2, Rel. Min. Manoel de Farias, in Coment&aacute;rio &agrave; &nbsp;CLT, Valentin Carrion, Saraiva, 2004, p. 324)</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">Ante o exposto,&nbsp; nego provimento ao recurso de revista.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<o:p><span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;</span></span></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bras&iacute;lia, 02 de junho de 2010.</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; MINISTRO VIEIRA DE MELLO FILHO</span></span><o:p></o:p></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
	<span style="font-size: larger;"><span style="font-family: Arial;">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Relator</span></span></p>
<p></p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2010/06/21/tst-define-que-comissao-pode-ser-paga-com-a-deducao-de-ipi-e-icms/">TST define que comissão pode ser paga com a dedução de IPI e ICMS</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
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