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	<title>Categoria Edição 250 - Teixeira Fortes Advogados Associados</title>
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	<item>
		<title>Receita Federal erra ao falar sobre denúncia espontânea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2019 12:24:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 250]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por&#160;Pedro Monteiro &#160; No final do m&#234;s passado, a Receita Federal do Brasil divulgou a Solu&#231;&#227;o de Consulta n&#186; 233/2019, por meio da qual respondeu aos questionamentos de um contribuinte sobre o instituto da den&#250;ncia espont&#226;nea, previsto no artigo 138 do C&#243;digo Tribut&#225;rio Nacional (&#8220;CTN&#8221;), que nada mais &#233; do que a possibilidade do contribuinte [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por&nbsp;<strong>Pedro Monteiro</strong><br />
	&nbsp;</p>
<p>	No final do m&ecirc;s passado, a Receita Federal do Brasil divulgou a Solu&ccedil;&atilde;o de Consulta n&ordm; 233/2019, por meio da qual respondeu aos questionamentos de um contribuinte sobre o instituto da den&uacute;ncia espont&acirc;nea, previsto no artigo 138 do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional (&ldquo;CTN&rdquo;), que nada mais &eacute; do que a possibilidade do contribuinte confessar a exist&ecirc;ncia de um d&eacute;bito tribut&aacute;rio antes da instaura&ccedil;&atilde;o de qualquer procedimento de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, tendo como &ldquo;recompensa&rdquo; a dispensa da aplica&ccedil;&atilde;o da multa pelo pagamento em atraso.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Nessa consulta, o contribuinte fez as seguintes indaga&ccedil;&otilde;es &agrave; Receita Federal:</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	a)<span style="white-space: pre;"> </span>Qual seria a forma correta para operacionalizar/instrumentalizar a den&uacute;ncia espont&acirc;nea?</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	b)<span style="white-space: pre;"> </span>Quais tipos de multas s&atilde;o afastadas pela den&uacute;ncia espont&acirc;nea?</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	c)<span style="white-space: pre;"> </span>&Eacute; poss&iacute;vel considerar a compensa&ccedil;&atilde;o como uma esp&eacute;cie de pagamento para se valer dos benef&iacute;cios da den&uacute;ncia espont&acirc;nea?</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	O primeiro ponto abordado diz respeito &agrave; forma como o contribuinte deve fazer a den&uacute;ncia espont&acirc;nea (item &ldquo;a&rdquo;). De acordo com a interpreta&ccedil;&atilde;o da Receita Federal sobre o art. 138 do CTN, os requisitos para instrumentaliza&ccedil;&atilde;o da den&uacute;ncia espont&acirc;nea s&atilde;o: (i) &ldquo;pagamento do tributo devido e dos juros de mora&rdquo; e (ii) &ldquo;comunica&ccedil;&atilde;o do infrator &agrave; autoridade antes de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscaliza&ccedil;&atilde;o, relacionados com a infra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Na pr&aacute;tica, a autoden&uacute;ncia do contribuinte s&oacute; se configura por meio da entrega das declara&ccedil;&otilde;es exigidas pela Receita Federal para a confiss&atilde;o de d&eacute;bitos. Esse questionamento surgiu pois o contribuinte que formulou a consulta cogitou se haveria outro modo de instrumentalizar a den&uacute;ncia espont&acirc;nea, como a apresenta&ccedil;&atilde;o de requerimento administrativo, hip&oacute;tese que foi recha&ccedil;ada pela solu&ccedil;&atilde;o de consulta.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Em rela&ccedil;&atilde;o ao questionamento do item &ldquo;b&rdquo;, a Receita Federal se curvou ao entendimento dos Tribunais para reconhecer que, ao proceder &agrave; den&uacute;ncia espont&acirc;nea, o contribuinte pode realizar o pagamento do d&eacute;bito sem a incid&ecirc;ncia da &ldquo;multa de mora&rdquo;.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Por outro lado, a resposta &agrave; solu&ccedil;&atilde;o deixou claro que a &ldquo;multa punitiva&rdquo;, aplicada pelo descumprimento de obriga&ccedil;&atilde;o acess&oacute;ria (por exemplo, pela n&atilde;o entrega ou entrega atrasada de uma declara&ccedil;&atilde;o), n&atilde;o seria afastada pela den&uacute;ncia espont&acirc;nea. Em rela&ccedil;&atilde;o a esse ponto, apesar desse entendimento restritivo por parte da Receita Federal encontrar respaldo em alguns precedentes do Poder Judici&aacute;rio, ainda assim existem bons argumentos para afastar essa posi&ccedil;&atilde;o. Citamos, como exemplo, o fato de a reda&ccedil;&atilde;o do artigo 138 do CTN n&atilde;o especificar qual tipo de &ldquo;responsabilidade&rdquo; &eacute; afastada pela den&uacute;ncia espont&acirc;nea, o que permite concluir que tanto a multa punitiva quanto a morat&oacute;ria s&atilde;o abonadas, inclusive porque n&atilde;o haveria diferen&ccedil;a entre as duas, conforme a jurisprud&ecirc;ncia do STF (RE 79.625/SP).</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Por fim, no que diz respeito ao questionamento representado no item &ldquo;c&rdquo; acima, apesar da solu&ccedil;&atilde;o de consulta em an&aacute;lise ter se posicionado sobre a impossibilidade de equiparar a compensa&ccedil;&atilde;o ao pagamento efetivo do tributo para fins da den&uacute;ncia espont&acirc;nea, discordamos do entendimento do fisco.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Isso porque, ao contr&aacute;rio do equivocado e restrito ponto de vista do fisco de que o benef&iacute;cio da den&uacute;ncia espont&acirc;nea s&oacute; seria aplic&aacute;vel se o pagamento do tributo fosse feito em dinheiro, a interpreta&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria nos leva a concluir de forma diferente, no sentido de que &eacute; poss&iacute;vel usufruir dos benef&iacute;cios da den&uacute;ncia espont&acirc;nea na hip&oacute;tese de o pagamento ser feito por meio de compensa&ccedil;&atilde;o:</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	i.<span style="white-space: pre;"> </span>o art. 156 do CTN estabelece que o pagamento e a compensa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, igualmente, causas extintivas do cr&eacute;dito tribut&aacute;rio; h&aacute; v&aacute;rios exemplos de dispositivos legais que d&atilde;o &agrave; compensa&ccedil;&atilde;o a finalidade de pagamento (art. 7&ordm; do Decreto-lei n&ordm; 2.287/1986 e o art. 74, &sect; 2&ordm;, da Lei n&ordm; 9.430/1996) e a jurisprud&ecirc;ncia corrobora esse entendimento ((REsp n&ordm; 1.122.131/SC e REsp n&ordm; 1.136.372/RS);</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	ii.<span style="white-space: pre;"> </span>o fato de a compensa&ccedil;&atilde;o se sujeitar a homologa&ccedil;&atilde;o posterior pelo fisco n&atilde;o permite deixar de equiparar as duas modalidades (pagamento e compensa&ccedil;&atilde;o), inclusive porque at&eacute; mesmo o pagamento em dinheiro de tributos sujeitos a lan&ccedil;amento por homologa&ccedil;&atilde;o est&aacute; sujeito &agrave; valida&ccedil;&atilde;o posterior pela Receita Federal.</p>
<p>	&nbsp;</p>
<p>	Como se v&ecirc;, a den&uacute;ncia espont&acirc;nea continua sendo alvo de muitos questionamentos, com diferentes posicionamentos, o que gera inseguran&ccedil;a aos contribuintes sobre quais os procedimentos corretos que devem ser adotados para usufruir dos benef&iacute;cios do art. art. 138 do CTN e, mais do que isso, sobre quais de fato s&atilde;o os benef&iacute;cios da den&uacute;ncia espont&acirc;nea.</p>
<p>	&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contratante não pode questionar cláusula proposta por ele mesmo</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/09/09/contratante-nao-pode-questionar-clausula-proposta-por-ele-mesmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlando Quintino Martins Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2019 10:26:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 250]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Orlando Quintino Martins Neto A regra geral para estipula&#231;&#227;o de cl&#225;usula penal nos contratos &#233; aquela prevista nos artigos 408 e 412 do C&#243;digo Civil: &#8220;Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cl&#225;usula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obriga&#231;&#227;o ou se constitua em mora. Art. 412. O valor da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por <strong>Orlando Quintino Martins Neto</strong></p>
<p>	A regra geral para estipula&ccedil;&atilde;o de cl&aacute;usula penal nos contratos &eacute; aquela prevista nos artigos 408 e 412 do C&oacute;digo Civil:</p>
<p>	<em>&ldquo;Art. 408. Incorre de pleno direito o devedor na cl&aacute;usula penal, desde que, culposamente, deixe de cumprir a obriga&ccedil;&atilde;o ou se constitua em mora.</p>
<p>	Art. 412. O valor da comina&ccedil;&atilde;o imposta na cl&aacute;usula penal n&atilde;o pode exceder o da obriga&ccedil;&atilde;o principal.&rdquo;</em></p>
<p>	O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, em recente decis&atilde;o, analisou um caso em que o pr&oacute;prio comprador de um im&oacute;vel prop&ocirc;s a inclus&atilde;o no contrato de uma cl&aacute;usula penal em que este, em caso de inadimplemento, estaria sujeito &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o do referido contrato e &agrave; perda da totalidade dos valores pagos (e n&atilde;o apenas do sinal).</p>
<p>	Baseado nos princ&iacute;pios da boa-f&eacute; contratual e da veda&ccedil;&atilde;o &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de comportamento contradit&oacute;rio pelas partes contratantes, o STJ, em decis&atilde;o un&acirc;nime dos integrantes da 3&ordf; Turma, chancelou a cl&aacute;usula penal inserida no contrato.</p>
<p>	O ac&oacute;rd&atilde;o foi publicado em 12/08/2019 e assim ementado:</p>
<p>	<em>&ldquo;RECURSO ESPECIAL. CONTRATO DE COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA DE IM&Oacute;VEL ENTRE PARTICULARES. RESCIS&Atilde;O DO CONTRATO. VALORES PAGOS. PERDA INTEGRAL. PREVIS&Atilde;O EM CL&Aacute;USULA PENAL. VALIDADE. NEG&Oacute;CIO JUR&Iacute;DICO. AUS&Ecirc;NCIA DE V&Iacute;CIOS. PROPOSI&Ccedil;&Atilde;O DO PROMITENTE COMPRADOR. ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE INVALIDADE. IMPOSSIBILIDADE. PROIBI&Ccedil;&Atilde;O DE COMPORTAMENTO CONTRADIT&Oacute;RIO. 1. Recurso especial interposto contra ac&oacute;rd&atilde;o publicado na vig&ecirc;ncia do C&oacute;digo de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos n&ordm;s 2 e 3/STJ). 2. Cinge-se a controv&eacute;rsia a discutir a validade de cl&aacute;usula penal que prev&ecirc; a perda integral dos valores pagos em contrato de compromisso de compra e venda firmado entre particulares. 3. Para a caracteriza&ccedil;&atilde;o do v&iacute;cio de les&atilde;o, exige-se a presen&ccedil;a simult&acirc;nea de elemento objetivo &#8211; a despropor&ccedil;&atilde;o das presta&ccedil;&otilde;es &#8211; e subjetivo &#8211; a inexperi&ecirc;ncia ou a premente necessidade, que devem ser aferidos no caso concreto. 4. Tratando-se de neg&oacute;cio jur&iacute;dico bilateral celebrado de forma volunt&aacute;ria entre particulares, &eacute; imprescind&iacute;vel a comprova&ccedil;&atilde;o dos elementos subjetivos, sendo inadmiss&iacute;vel a presun&ccedil;&atilde;o nesse sentido. 5. O mero interesse econ&ocirc;mico em resguardar o patrim&ocirc;nio investido em determinado neg&oacute;cio jur&iacute;dico n&atilde;o configura premente necessidade para o fim do art. 157 do C&oacute;digo Civil. 6. Na hip&oacute;tese em apre&ccedil;o, a cl&aacute;usula penal questionada foi proposta pelos pr&oacute;prios recorrentes, que n&atilde;o comprovaram a inexperi&ecirc;ncia ou premente necessidade, motivo pelo qual a pretens&atilde;o de anula&ccedil;&atilde;o configura comportamento contradit&oacute;rio, vedado pelo princ&iacute;pio da boa-f&eacute; objetiva. 7. Recurso especial n&atilde;o provido.&rdquo;</em></p>
<p>	Em seu voto, o relator, Ministro Ricardo Villas B&ocirc;as Cueva, menciona:</p>
<p>	<em>&ldquo;No caso dos autos, por se tratar de compromisso de compra e venda celebrado de forma volunt&aacute;ria entre particulares que, em regra, est&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de paridade, &eacute; imprescind&iacute;vel que os elementos subjetivos da les&atilde;o sejam comprovados, n&atilde;o se admitindo a presun&ccedil;&atilde;o de tais elementos. Entendimento em sentido contr&aacute;rio poderia incentivar a parte a assumir obriga&ccedil;&otilde;es que sabe serem excessivas para depois pleitear a anula&ccedil;&atilde;o do neg&oacute;cio.&rdquo;</em><br />
	&nbsp;<br />
	E, ainda:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Nas rela&ccedil;&otilde;es contratuais, deve-se manter a confian&ccedil;a e a lealdade, n&atilde;o podendo o contratante exercer um direito pr&oacute;prio contrariando um comportamento anterior.<br />
	&nbsp;<br />
	(&#8230;)<br />
	&nbsp;<br />
	Logo, concluir pela invalidade da Cl&aacute;usula 3.1 do termo aditivo, ou mesmo pela redu&ccedil;&atilde;o da penalidade imposta, nos termos em que pretende o recorrente ao indicar a viola&ccedil;&atilde;o do art. 413 do C&oacute;digo Civil, implicaria ratificar a conduta da parte que n&atilde;o observou os preceitos da boa-f&eacute; em todas as fases do contrato, o que vai de encontro &agrave; m&aacute;xima do &lsquo;venire contra factum proprium&rsquo;&quot;.</em><br />
	&nbsp;<br />
	No caso concreto, pesou o fato de o comprador ser advogado e, por isso, n&atilde;o se tratar de pessoa inexperiente ao ponto de n&atilde;o saber quais seriam as consequ&ecirc;ncias do inadimplemento contratual.<br />
	&nbsp;<br />
	Conclui-se, assim, que, afora as situa&ccedil;&otilde;es que envolvam rela&ccedil;&atilde;o de consumo e/ou aquelas sujeitas &agrave; Lei Federal 13.786/2018 (Lei do Distrato) &ndash; que n&atilde;o &eacute; o caso da situa&ccedil;&atilde;o citada no ac&oacute;rd&atilde;o &ndash;, a cl&aacute;usula penal ajustada de comum acordo pelas partes em situa&ccedil;&atilde;o de paridade, &eacute; perfeitamente v&aacute;lida.<br />
	&nbsp;<br />
	A &iacute;ntegra do ac&oacute;rd&atilde;o pode ser consultada clicando <a href="/Download.aspx?Codigo=526">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Seguro garantia judicial pode substituir o depósito recursal?</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/09/03/seguro-garantia-judicial-pode-substituir-o-deposito-recursal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Thiago Albertin Gutierre]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2019 12:59:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 250]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Thiago Albertin Gutierre e&#160;Eduardo Galv&#227;o Rosado A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) trouxe uma grande novidade ao possibilitar a substitui&#231;&#227;o do dep&#243;sito recursal pelo seguro garantia judicial, intelig&#234;ncia do recente acr&#233;scimo do par&#225;grafo 11 ao artigo 899, da Consolida&#231;&#227;o das Leis do Trabalho: &#160; &#8220;&#167; 11. &#160;O dep&#243;sito recursal poder&#225; ser substitu&#237;do por fian&#231;a banc&#225;ria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por <strong>Thiago Albertin Gutierre e&nbsp;</strong><strong>Eduardo Galv&atilde;o Rosado</strong></p>
<p>	A Lei 13.467/2017 (Reforma Trabalhista) trouxe uma grande novidade ao possibilitar a substitui&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito recursal pelo seguro garantia judicial, intelig&ecirc;ncia do recente acr&eacute;scimo do par&aacute;grafo 11 ao artigo 899, da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis do Trabalho:<br />
	&nbsp;<br />
	&ldquo;<em>&sect; 11. &nbsp;O dep&oacute;sito recursal poder&aacute; ser substitu&iacute;do por fian&ccedil;a banc&aacute;ria ou seguro garantia judicial.&rdquo; </em><br />
	&nbsp;<br />
	Essa nova alternativa auxilia as empresas, pois evita que o dinheiro pago via dep&oacute;sito recursal (que poder&aacute; atingir at&eacute; R$ 19.026,32) &nbsp;fique &ldquo;parado&rdquo; judicialmente at&eacute; tr&acirc;nsito em julgado da demanda podendo este capital, inclusive, ser utilizado em investimentos mais vantajosos (em compara&ccedil;&atilde;o com a atualiza&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito recursal que segue os mesmos &iacute;ndices da caderneta de poupan&ccedil;a) ou como composi&ccedil;&atilde;o de caixa.<br />
	&nbsp;<br />
	Ocorre que, a utiliza&ccedil;&atilde;o do seguro garantia em substitui&ccedil;&atilde;o ao dep&oacute;sito recursal &ndash; n&atilde;o obstante a nova legisla&ccedil;&atilde;o &#8211; tem gerado grande imbr&oacute;glio entre os juristas.<br />
	&nbsp;<br />
	Isso porque, como a garantia judicial tem como requisito obrigat&oacute;rio para a sua emiss&atilde;o (via ap&oacute;lice) a fixa&ccedil;&atilde;o de prazo de vig&ecirc;ncia (conforme previs&atilde;o do artigo 760 do CC e da Circular n&ordm; 477, de 30/09/2013, da SUSEP), parte da Jurisprud&ecirc;ncia n&atilde;o a vem aceitando, sob o argumento de que a tramita&ccedil;&atilde;o processual poder&aacute; ultrapassar o seu vencimento n&atilde;o servindo, portanto, como garantia do ju&iacute;zo, que &eacute; justamente a finalidade do dep&oacute;sito recursal.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	A grande problematiza&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, se d&aacute; pelo fato de que o processo judicial n&atilde;o possui um prazo m&aacute;ximo (ou certo) para a sua conclus&atilde;o sendo imposs&iacute;vel, desta maneira, considerar um tempo de vig&ecirc;ncia que atenda o &ldquo;regular tr&acirc;mite processual&rdquo;.<br />
	&nbsp;<br />
	Diante disso, apesar de se tratar de um tema novo, a mat&eacute;ria j&aacute; encontra diverg&ecirc;ncia at&eacute; mesmo nas turmas do Tribunal Superior do Trabalho.<br />
	&nbsp;<br />
	Como exemplo, no julgado abaixo, a 6&ordf; Turma do TST afastou a pena de deser&ccedil;&atilde;o aplicada pelo Tribunal Regional da 3&ordf; Regi&atilde;o (Minas Gerais), ao declarar a validade do seguro garantia judicial que, no caso, tinha vig&ecirc;ncia de 2 (dois) anos da data da interposi&ccedil;&atilde;o do recurso, com fundamento de que o artigo 899, &sect; 11&ordm;, da CLT n&atilde;o imp&ocirc;s qualquer requisito de limita&ccedil;&atilde;o quanto ao prazo de vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice do seguro garantia. Vejamos o ac&oacute;rd&atilde;o publicado em 09/08/2019:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;RECURSO DE REVISTA. LEI 13.467/2017. SEGURO GARANTIA JUDICIAL. PRAZO DE VIG&Ecirc;NCIA. RECURSO ORDIN&Aacute;RIO N&Atilde;O CONHECIDO POR DESERTO.&nbsp;TRANSCEND&Ecirc;NCIA.&nbsp;A mat&eacute;ria diz respeito &agrave; efic&aacute;cia do seguro garantia judicial, com prazo de vig&ecirc;ncia limitado, para fins de garantia do ju&iacute;zo. Trata-se de recurso ordin&aacute;rio interposto de r. senten&ccedil;a publicada na vig&ecirc;ncia da Lei 13.467/2017, que n&atilde;o foi conhecido por deserto, em raz&atilde;o de a ap&oacute;lice de seguro garantia judicial apresentar prazo de vig&ecirc;ncia de dois anos. O eg. Tribunal Regional decidiu que &quot;o seguro garantia tem validade de apenas dois anos, o que se mostra incompat&iacute;vel com a natureza da garantia ofertada&quot;.&nbsp;A causa apresenta transcend&ecirc;ncia jur&iacute;dica, nos termos do art. 896-A, &sect; 1&ordm;, IV, da CLT, uma vez que a quest&atilde;o referente &agrave; incompatibilidade da fixa&ccedil;&atilde;o de prazo de vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice do seguro garantia judicial com a efetiva garantia do ju&iacute;zo n&atilde;o se encontra pacificada no &acirc;mbito desta Corte Superior. Nos termos do art. 899, &sect; 11, da CLT, acrescido pela Lei 13.467/2017,&nbsp;&quot;o dep&oacute;sito recursal poder&aacute; ser substitu&iacute;do por fian&ccedil;a banc&aacute;ria ou seguro garantia judicial&quot;. O dispositivo n&atilde;o imp&ocirc;s nenhuma restri&ccedil;&atilde;o/limita&ccedil;&atilde;o quanto ao prazo de vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice. Nem mesmo a Orienta&ccedil;&atilde;o Jurisprudencial 59 da SBDI-1 desta Corte, ao equiparar o seguro garantia judicial a dinheiro, faz refer&ecirc;ncia ao requisito imposto pelo eg. TRT (prazo de vig&ecirc;ncia indeterminado). Isso porque, pela pr&oacute;pria natureza do contrato de seguro, n&atilde;o h&aacute; como se estabelecer cobertura por prazo indeterminado. &Eacute; o que se extrai do artigo 760 do CCB, que disp&otilde;e que &quot;a ap&oacute;lice ou o bilhete de seguro ser&atilde;o nominativos, &agrave; ordem ou ao portador, e mencionar&atilde;o os riscos assumidos,&nbsp;o in&iacute;cio e o fim de sua validade, o limite da garantia e o pr&ecirc;mio devido, e, quando for o caso, o nome do segurado e o do benefici&aacute;rio&quot;,&nbsp;e, ainda, da Circular 477, de 30/9/2013, emitida pela Superintend&ecirc;ncia de Seguros Privados &#8211; SUSEP, que, em seu art. 8&ordm;, regulamentou o prazo de vig&ecirc;ncia dessa modalidade de seguro. Assim, tendo em vista que, na ocasi&atilde;o da interposi&ccedil;&atilde;o do recurso ordin&aacute;rio (26/02/2018), a reclamada anexou ap&oacute;lice de seguro garantia judicial no valor de R$ 9.189,00, com vig&ecirc;ncia at&eacute; 23/02/2020, deve ser reformada a decis&atilde;o regional. Transcend&ecirc;ncia jur&iacute;dica reconhecida, recurso de revista de que se conhece e a que se d&aacute; provimento. Processo:&nbsp;RR &#8211; 11135-26.2016.5.03.0006&nbsp;Data de Julgamento:&nbsp;07/08/2019,&nbsp;Relatora Desembargadora Convocada:&nbsp;Cilene Ferreira Amaro Santos, 6&ordf; Turma,&nbsp;Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DEJT&nbsp;09/08/2019.&rdquo;</em><br />
	&nbsp;<br />
	Contudo, em posi&ccedil;&atilde;o totalmente contr&aacute;ria, a 2&ordf; Turma do TST proferiu &#8211; em 23/08/2019 &#8211; o ac&oacute;rd&atilde;o abaixo, mantendo o n&atilde;o conhecimento de um Recurso Ordin&aacute;rio por deser&ccedil;&atilde;o ao entender que a fixa&ccedil;&atilde;o de prazo para vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice de seguro &eacute; incompat&iacute;vel com a garantia do ju&iacute;zo, que deve ser concreta e efetiva. Vejamos:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO NA VIG&Ecirc;NCIA DA LEI N&ordm; 13.015/2014. DESER&Ccedil;&Atilde;O DO RECURSO ORDIN&Aacute;RIO. GARANTIA DO JU&Iacute;ZO. SEGURO-GARANTIA JUDICIAL COM PRAZO DE VIG&Ecirc;NCIA. IMPOSSIBILIDADE. No caso,&nbsp;a Corte regional entendeu ser cab&iacute;vel a garantia do Ju&iacute;zo por meio de carta de fian&ccedil;a banc&aacute;ria, na esteira do entendimento j&aacute; consolidado nesta Corte superior, por meio da Orienta&ccedil;&atilde;o Jurisprudencial n&ordm; 59 da SbDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho. Contudo, na hip&oacute;tese, a ora agravante&nbsp;&quot;comprovou a contrata&ccedil;&atilde;o de ap&oacute;lice de seguro para fins de garantia do dep&oacute;sito recursal. Todavia, a data do fim da vig&ecirc;ncia indicada na pr&oacute;pria ap&oacute;lice, a saber, 17/05/2022 (ID. 87bc6de &#8211; P&aacute;g. 2), inviabiliza a sua aceita&ccedil;&atilde;o. Isto porque a tramita&ccedil;&atilde;o processual pode obviamente ultrapassar o prazo estipulado, situa&ccedil;&atilde;o em que seria imposs&iacute;vel o dep&oacute;sito recursal garantir a execu&ccedil;&atilde;o da senten&ccedil;a com o pagamento da condena&ccedil;&atilde;o, se houver&quot;. Diante disso, o Regional n&atilde;o conheceu do recurso ordin&aacute;rio da reclamada, porque deserto, consignando que o seguro-garantia judicial apresentado n&atilde;o poderia ser aceito para fins de garantia do Ju&iacute;zo, na medida em que estabelece prazo de vig&ecirc;ncia limitado. O Tribunal&nbsp;a quo&nbsp;esclareceu que &quot;a limita&ccedil;&atilde;o do prazo de vig&ecirc;ncia mostra-se incompat&iacute;vel com a natureza da garantia oferecida, em face da aus&ecirc;ncia de certeza de que eventual execu&ccedil;&atilde;o se findar&aacute; dentro do prazo ali estipulado, com risco acentuado de perda da garantia ora ofertada&quot;.&nbsp;Destaca-se que a garantia do Ju&iacute;zo deve ser concreta e efetiva, sendo, assim, incompat&iacute;vel com a fixa&ccedil;&atilde;o de prazo de vig&ecirc;ncia da ap&oacute;lice do seguro-garantia judicial. Com efeito, na hip&oacute;tese dos autos, da forma como firmada, a garantia se extinguir&aacute; em 17/5/2022. Caso a execu&ccedil;&atilde;o se prolongue para al&eacute;m dessa data, o Ju&iacute;zo n&atilde;o estar&aacute; mais garantido. Nesse contexto, n&atilde;o h&aacute; como se afastar a deser&ccedil;&atilde;o do recurso ordin&aacute;rio da reclamada. Precedentes. Recurso de revista&nbsp;n&atilde;o conhecido.<br />
	Processo:&nbsp;RR &#8211; 11464-34.2016.5.03.0072&nbsp;Data de Julgamento:&nbsp;21/08/2019,&nbsp;Relator Ministro:&nbsp;Jos&eacute; Roberto Freire Pimenta, 2&ordf; Turma,&nbsp;Data de Publica&ccedil;&atilde;o: DEJT&nbsp;23/08/2019&rdquo;.</em><br />
	&nbsp;<br />
	Ainda que a ap&oacute;lice tenha validade por longo per&iacute;odo (como, por exemplo, por 5 anos), para essa &uacute;ltima corrente poder&aacute; haver, da mesma maneira, risco de perda da garantia durante o processo n&atilde;o sendo, por esta raz&atilde;o, aceita a substitui&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito recursal. Nesse mesmo sentido, vide julgamento proferido pelo TRT de 3&ordf; Regi&atilde;o, publicado em 17/07/2019, nos autos do Recurso Ordin&aacute;rio n&deg; 0011693-83.2018.5.03.0052). &nbsp;<br />
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br />
	Portanto, considerando a enorme diverg&ecirc;ncia acima abordada, caso a empresa opte pela utiliza&ccedil;&atilde;o do seguro garantia judicial como substitui&ccedil;&atilde;o do dep&oacute;sito recursal, &eacute; aconselh&aacute;vel que fa&ccedil;a a escolha de uma seguradora que disponha de ferramentas que impe&ccedil;am a perda da garantia, tal como a previs&atilde;o de renova&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica da ap&oacute;lice contratada, demonstrando ao ju&iacute;zo maior credibilidade da garantia ofertada.</div>
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		<title>Conta poupança pode ser penhorada</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2019/09/02/conta-poupanca-pode-ser-penhorada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Claudia Ribeiro Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2019 13:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 250]]></category>
		<category><![CDATA[Recuperação de Crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora o artigo 833, inciso X do Código de Processo Civil[1] estabeleça que a quantia depositada em conta poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, é impenhorável, essa regra pode ser mitigada. O que determinará a incidência ou não da regra de impenhorabilidade são as circunstâncias do caso concreto, por exemplo, quando a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora o artigo 833, inciso X do Código de Processo Civil<a title="" href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> estabeleça que a quantia depositada em conta poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários mínimos, é impenhorável, essa regra pode ser mitigada.</p>
<p>O que determinará a incidência ou não da regra de impenhorabilidade são as circunstâncias do caso concreto, por exemplo, quando a movimentação da conta, embora intitulada poupança, evidencia sua utilização como conta corrente.</p>
<p>Em decisão recente proferida em processo patrocinado pelo <strong>Teixeira Fortes</strong>, o Magistrado prestigiou o entendimento no sentido de que “<em>quanto à impenhorabilidade em quantia depositada em caderneta de poupança, impende-se esclarecer a diversidade da natureza da conta-corrente em relação à conta poupança, contudo, pode haver o desvirtuamento da segunda, quando é utilizada em forma de conta-corrente, não se prestando ao objetivo de acumulação de reservas financeiras, donde ser possível a penhora sobre dinheiro depositado em conta poupança.”</em></p>
<p>No caso em questão, o devedor pleiteou o levantamento de valores bloqueados via Bacenjud em sua conta, por alegar que a constrição se deu na sua conta poupança. No entanto, o extrato bancário apresentado por ele mesmo nos autos, demonstrava movimentação ativa da conta, incompatível com o ato de poupar recursos financeiros, pois constavam diversos saques, transferências e pagamentos, transações típicas de uma conta corrente.</p>
<p>Apenas para esclarecer que, de acordo com o Banco Central do Brasil<a title="" href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a>, <em>“A conta de poupança foi criada para estimular as pessoas a pouparem. O dinheiro que ficar na conta por trinta dias passa a gerar rendimentos, com isenção de imposto de renda para quem declara. Ou seja, <u>o dinheiro “cresce” (rende) enquanto ficar guardado na conta</u>.”</em> (grifamos)</p>
<p>O Magistrado, acompanhando o entendimento da atual Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça<a title="" href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, acolheu a nossa tese de que o caso, de fato, via-se que a movimentação da conta poupança do devedor era análoga a de uma conta corrente, portanto, a penhora de valores – ainda que inferior a 40 salários mínimos –, é legítima.</p>
<p>O fato de o devedor movimentar os seus ativos em conta poupança indica a prática de manobra para evitar penhoras, usando a impenhorabilidade desse tipo de conta bancária como escudo, vez que a lei restringe o bloqueio de valores inferiores a 40 salários mínimos (art. 833, X, CPC).</p>
<p>O Judiciário, atento às “engenhosidades” dos devedores, tem flexibilizado a penhora de verbas impenhoráveis, quando evidenciada conduta como essa, de ocultação de patrimônio e resistência ao pagamento da dívida, por exemplo, a relativização da penhora de salário, abordada em outros artigos publicados pelo Teixeira Fortes<a title="" href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>.</p>
<p>Portanto, há de se reconhecer que, caso não demonstrada a natureza típica de poupança da conta bancária de titularidade do devedor, ou seja, de efetivamente poupar seu dinheiro, e que os valores depositados estejam comprometidos com as suas necessidades básicas, não há óbice para que os valores sejam penhorados para a quitação de obrigações assumidas por ele de forma voluntária.</p>
<p>A conclusão da decisão, como dissemos anteriormente, foi pela manutenção dos valores constritos, ainda que na conta poupança do devedor, uma vez que ele se utilizou ela como se conta corrente fosse, de forma a desnaturar a impenhorabilidade prevista pelo legislador no artigo 833, inciso X, do Código de Processo Civil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p><a title="" href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Art. 833. São impenhoráveis: [&#8230;] X &#8211; a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-mínimos;</p>
<p><a title="" href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> <a href="https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/folder_serie_I_tipos_contas_bancarias.pdf">https://www.bcb.gov.br/pre/pef/port/folder_serie_I_tipos_contas_bancarias.pdf</a></p>
<p><a title="" href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> STJ – AREsp: 1243089 DF 2018/0022076-9, Relator: Ministro Moura Ribeiro, Data de publicação: 09/03/2018.</p>
<p><a title="" href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a> Artigos anteriores:<br />
Decisão do STJ reforça possibilidade da penhora de salário: <a href="https://www.fortes.adv.br/pt-br/conteudo/artigos-e-noticias/791/decisao-do-stj-reforca-possibilidade-da-penhora-de-salario.aspx">https://www.fortes.adv.br/pt-br/conteudo/artigos-e-noticias/791/decisao-do-stj-reforca-possibilidade-da-penhora-de-salario.aspx</a><br />
Salário é penhorável, decide STJ: <a href="https://www.fortes.adv.br/pt-br/conteudo/artigos-e-noticias/627/salario-e-penhoravel-decide-stj.aspx">https://www.fortes.adv.br/pt-br/conteudo/artigos-e-noticias/627/salario-e-penhoravel-decide-stj.aspx</a></p>
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