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	<title>Categoria Edição 171 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
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	<item>
		<title>Tribunal de Justiça de São Paulo fixa novas teses jurídicas relacionadas a compra e venda de imóveis.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2017/09/05/tribunal-de-justica-de-sao-paulo-fixa-novas-teses-juridicas-relacionadas-a-compra-e-venda-de-imoveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rosana da Silva Antunes Ignacio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Sep 2017 18:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 171]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rosana da Silva Antunes Ignacio Em 31 de agosto de 2017, a Turma Especial &#8211; Privado 1 do Tribunal de Justi&#231;a de S&#227;o Paulo julgou o Incidente de Resolu&#231;&#227;o de Demandas Repetitivas (IRDR) n&#186; 0023203-35.2016.8.26.0000, relativo a compromissos de compra e venda de im&#243;veis, e fixou 07 (sete) novas teses jur&#237;dicas a respeito do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por <strong>Rosana da Silva Antunes Ignacio</strong></p>
<p>
	Em 31 de agosto de 2017, a Turma Especial &#8211; Privado 1 do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo julgou o Incidente de Resolu&ccedil;&atilde;o de Demandas Repetitivas (IRDR) n&ordm; 0023203-35.2016.8.26.0000, relativo a compromissos de compra e venda de im&oacute;veis, e fixou 07 (sete) novas teses jur&iacute;dicas a respeito do tema. Vejamos:<br />
	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;">
		&ldquo;&Eacute; v&aacute;lido o prazo de toler&acirc;ncia, n&atilde;o superior a cento e oitenta dias corridos, estabelecido no compromisso de venda e compra para entrega de im&oacute;vel em constru&ccedil;&atilde;o, desde que previsto em cl&aacute;usula contratual expressa, clara e intelig&iacute;vel&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="2">
		&ldquo;Na aquisi&ccedil;&atilde;o de unidades aut&ocirc;nomas futuras, financiadas na forma associativa, o contrato dever&aacute; estabelecer de forma expressa, clara e intelig&iacute;vel o prazo certo para a forma&ccedil;&atilde;o do grupo de adquirentes e para a entrega do im&oacute;vel&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="3">
		&ldquo;O atraso da presta&ccedil;&atilde;o de entrega de im&oacute;vel objeto de compromisso de compra e venda gera obriga&ccedil;&atilde;o da alienante indenizar o adquirente pela priva&ccedil;&atilde;o injusta do uso do bem. O uso ser&aacute; obtido economicamente pela medida de um aluguel, que pode ser calculado em percentual sobre o valor atualizado do contrato, correspondente ao que deixou de receber, ou teve de pagar para fazer uso de im&oacute;vel semelhante, com termo final na data da disponibiliza&ccedil;&atilde;o da posse direta ao adquirente da unidade aut&ocirc;noma j&aacute; regularizada.&rdquo;</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="4">
		&ldquo;&Eacute; il&iacute;cito o repasse dos &quot;juros de obra&quot;, ou &ldquo;juros de evolu&ccedil;&atilde;o da obra&rdquo;, ou &ldquo;taxa de evolu&ccedil;&atilde;o da obra&rdquo;, ou outros encargos equivalentes ap&oacute;s o prazo ajustado no contrato para entrega das chaves da unidade aut&ocirc;noma, inclu&iacute;do per&iacute;odo de toler&acirc;ncia&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="5">
		&ldquo;A restitui&ccedil;&atilde;o de valores pagos em excesso pelo promiss&aacute;rio comprador em contratos de compromisso de compra e venda far-se-&aacute; de modo simples, salvo m&aacute;-f&eacute; do promitente vendedor&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="6">
		&ldquo;O descumprimento do prazo de entrega de im&oacute;vel objeto de compromisso de venda e compra, computado o per&iacute;odo de toler&acirc;ncia, n&atilde;o faz cessar a incid&ecirc;ncia de corre&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria, mas t&atilde;o somente dos juros e da multa contratual sobre o saldo devedor. Devem ser substitu&iacute;dos indexadores setoriais, que refletem a varia&ccedil;&atilde;o do custo da constru&ccedil;&atilde;o civil, por outros indexadores gerais, salvo quando estes &uacute;ltimos forem mais gravosos ao consumidor&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;</p>
<ol>
<li style="text-align: justify;" value="7">
		&ldquo;N&atilde;o se aplica a multa prevista no artigo 35, par&aacute;grafo 5&ordm;. da L. 4.591/64 para os casos de atraso de entrega das unidades aut&ocirc;nomas aos promiss&aacute;rios compradores&rdquo;.</li>
</ol>
<p>	&nbsp;<br />
	A tese jur&iacute;dica referente ao tema 03<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a> ficou prejudicada em raz&atilde;o de afeta&ccedil;&atilde;o pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, que apreciar&aacute; o tema relacionado &agrave; invers&atilde;o da cl&aacute;usula penal em desfavor da compromiss&aacute;ria vendedora. J&aacute; a tese jur&iacute;dica referente ao tema 04<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a> foi rejeitada por envolver necessariamente mat&eacute;ria f&aacute;tica ao exame de cada caso concreto.<br />
	&nbsp;<br />
	Para ter acesso ao inteiro teor do ac&oacute;rd&atilde;o, <u><a href="/Download.aspx?Codigo=302">clique aqui</a></u>.<br />
	&nbsp;</p>
<p>	rosana@fortes.adv.br</p>
<p>		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Tema 03 &ldquo;Alega&ccedil;&atilde;o de que a multa contratual, prevista em desfavor do promiss&aacute;rio comprador, deve ser aplicada por reciprocidade e isonomia, &agrave; hip&oacute;tese de inadimplemento da promitente vendedora&rdquo;.</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Tema 04 &ldquo;Indeniza&ccedil;&atilde;o por danos morais em virtude do atraso da entrega das unidades aut&ocirc;nomas aos promitentes compradores&rdquo;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Governo prorroga PERT para fim de setembro</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2017/09/01/governo-prorroga-pert-para-fim-de-setembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 11:20:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 171]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros Previsto inicialmente para 31 de agosto deste ano, o prazo para ades&#227;o ao Programa Especial de Regulariza&#231;&#227;o Tribut&#225;ria (PERT) foi prorrogado, pela Medida Provis&#243;ria 798, para 29 de setembro de 2017. Com isso, os contribuintes que estavam em d&#250;vida, ganham um pouco mais de tempo para pensar e aguardar as poss&#237;veis mudan&#231;as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vinicius de Barros</strong></p>
<p>	Previsto inicialmente para 31 de agosto deste ano, o prazo para ades&atilde;o ao Programa Especial de Regulariza&ccedil;&atilde;o Tribut&aacute;ria (PERT) foi prorrogado, pela <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Mpv/mpv798.htm">Medida Provis&oacute;ria 798</a>, para 29 de setembro de 2017.</p>
<p>	Com isso, os contribuintes que estavam em d&uacute;vida, ganham um pouco mais de tempo para pensar e aguardar as poss&iacute;veis mudan&ccedil;as que est&atilde;o sendo discutidas no Congresso Nacional, dentre elas o aumento do desconto nos juros e nas multas. &Eacute; pouco cr&iacute;vel que seja aprovado, mas cogita-se que o desconto chegue a 99% nos juros e multa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Justiça exclui ICMS do cálculo do lucro presumido</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2017/09/01/justica-exclui-icms-do-calculo-do-lucro-presumido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2017 11:12:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 171]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros No in&#237;cio deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS (Imposto sobre Circula&#231;&#227;o de Mercadorias e Servi&#231;os) n&#227;o deve compor a base de c&#225;lculo do PIS e COFINS, tendo em vista que o imposto estadual n&#227;o constitui receita bruta do contribuinte &#8211; entendimento aplic&#225;vel tamb&#233;m ao ISS (Imposto sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vinicius de Barros</strong></p>
<p>
	No in&iacute;cio deste ano o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS (Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os) n&atilde;o deve compor a base de c&aacute;lculo do PIS e COFINS, tendo em vista que o imposto estadual n&atilde;o constitui receita bruta do contribuinte &ndash; entendimento aplic&aacute;vel tamb&eacute;m ao ISS (Imposto sobre Servi&ccedil;os).</p>
<p>	Como o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur&iacute;dica) e a CSLL (Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido) devidos pelas pessoas jur&iacute;dicas optantes do regime do lucro presumido t&ecirc;m a mesma base de c&aacute;lculo do PIS (Programa de Integra&ccedil;&atilde;o Social) e COFINS (Contribui&ccedil;&atilde;o para o Financiamento da Seguridade Social) &ndash; a receita bruta definida pelo artigo 12 do Decreto-Lei n&ordm; 1.598, de 26 de dezembro de 1977 &ndash;, os contribuintes passaram a pleitear na justi&ccedil;a a aplica&ccedil;&atilde;o do mesmo entendimento para todos esses tributos.</p>
<p>	A tese vem ganhando for&ccedil;a e os primeiros precedentes favor&aacute;veis aos contribuintes est&atilde;o vindo do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4&ordf; Regi&atilde;o (RS, SC e PR), conforme decis&otilde;es ementadas abaixo:</p>
<blockquote>
<p>
		&ldquo;IRPJ e &agrave; CSLL. BASE DE C&Aacute;LCULO. INCLUS&Atilde;O DO ICMS. INADMISSIBILIDADE. SIMETRIA. RE N&ordm; 574706 DO STF. REPERCUSS&Atilde;O GERAL. A legitimidade ou n&atilde;o da inclus&atilde;o na base de c&aacute;lculo do PIS e da COFINS dos valores recolhidos a t&iacute;tulo de ICMS foi objeto de recente julgado proferido pelo Supremo Tribunal de Federal, nos autos do RE 574706, com repercuss&atilde;o geral reconhecida, restando assentado que a inclus&atilde;o do ICMS na base de c&aacute;lculo do PIS/Cofins &eacute; inconstitucional. Considerando que a receita bruta &eacute; o produto da venda de bens ou da presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, deve ser aplicado ao IRPJ e &agrave; CSLL calculados sobre o lucro presumido, por simetria, o mesmo entendimento externado pelo STF no RE 574706. (TRF4 5003488-29.2015.404.7104, PRIMEIRA TURMA, Relatora MARIA DE F&Aacute;TIMA FREITAS LABARR&Egrave;RE)</p>
</blockquote>
<p>
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>
		&ldquo;AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. CONTRIBUI&Ccedil;&Atilde;O SOCIAL SOBRE O LUCRO L&Iacute;QUIDO (CSLL). IMPOSTO DE RENDA PESSOA JUR&Iacute;DICA (IRPJ). LUCRO PRESUMIDO. BASE DE C&Aacute;LCULO. ICMS. EXCLUS&Atilde;O. LIMINAR. Os valores referentes ao ICMS n&atilde;o devem compor a base de c&aacute;lculo da Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido (CSLL) e do Imposto de Renda Pessoa Jur&iacute;dica (IRPJ) apurados em regime de lucro presumido, uma vez que n&atilde;o t&ecirc;m natureza de receita bruta, caso em que cabe deferir medida liminar para autorizar a suspens&atilde;o do recolhimento nesses termos. (TRF4, AG 5003642-48.2017.404.0000, SEGUNDA TURMA, Relator R&Ocirc;MULO PIZZOLATTI).</p>
</blockquote>
<p>
	<br />
	Al&eacute;m de poder pleitear liminar para reduzir o IRPJ e a CSLL a vencer, os contribuintes optantes pelo regime do lucro presumido podem exigir a restitui&ccedil;&atilde;o dos valores pagos indevidamente nos &uacute;ltimos 5 anos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tribunal decide que empresa não deve pagar IRPJ e CSLL sobre juros de mora</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2017/07/28/tribunal-decide-que-empresa-nao-deve-pagar-irpj-e-csll-sobre-juros-de-mora/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2017 17:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 171]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros Uma recente decis&#227;o da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3&#170; Regi&#227;o (TRF) reacende a discuss&#227;o sobre a n&#227;o incid&#234;ncia do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur&#237;dica) e da CSLL (Contribui&#231;&#227;o Social sobre o Lucro L&#237;quido) sobre os juros de mora recebidos de clientes inadimplentes, tema que interessa a todos os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vinicius de Barros</strong></p>
<p>Uma recente decis&atilde;o da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3&ordf; Regi&atilde;o (TRF) reacende a discuss&atilde;o sobre a n&atilde;o incid&ecirc;ncia do IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur&iacute;dica) e da CSLL (Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido) sobre os juros de mora recebidos de clientes inadimplentes, tema que interessa a todos os contribuintes.</p>
<p>De acordo com o voto do Desembargador Andr&eacute; Nabarrete, que foi acompanhado pelos demais julgadores, a incid&ecirc;ncia do imposto n&atilde;o deve ocorrer em raz&atilde;o de os juros morat&oacute;rios, por serem indenizat&oacute;rios, n&atilde;o se enquadrarem no conceito de renda ou acr&eacute;scimo patrimonial, entendimento que tamb&eacute;m se aplica &agrave; CSLL. (AMS 341911 / SP).</p>
<p>Essa discuss&atilde;o n&atilde;o &eacute; de agora e j&aacute; foi inclusive pauta de julgamento pelos Tribunais Superiores.</p>
<p>Em um dos &uacute;ltimos julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou decidido que caberia ao Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) julgar a incid&ecirc;ncia de IRPJ e CSLL sobre os juros morat&oacute;rios contratuais recebidos em decorr&ecirc;ncia da inadimpl&ecirc;ncia de cr&eacute;ditos de vendas de produtos a clientes. Isso em raz&atilde;o de o tema ser de natureza infraconstitucional.</p>
<p>No entanto, entendemos que os ministros podem rever tal posicionamento, ainda mais depois que o pr&oacute;prio STF reconheceu a repercuss&atilde;o geral de tema semelhante, relativo &agrave; incid&ecirc;ncia do imposto de renda da pessoa f&iacute;sica (RE 855091, Relator Ministro Dias Toffoli). O caso julgado pelo TRF3 surge como um importante precedente para reabrir a discuss&atilde;o no STF.</p>
<p>J&aacute; o STJ chegou a decidir quest&atilde;o parecida e o resultado foi desfavor&aacute;vel aos contribuintes. Na ocasi&atilde;o foi decidido que &ldquo;quanto aos juros incidentes na repeti&ccedil;&atilde;o do ind&eacute;bito tribut&aacute;rio, inobstante a constata&ccedil;&atilde;o de se tratarem de juros morat&oacute;rios, se encontram dentro da base de c&aacute;lculo do IRPJ e da CSLL, dada a sua natureza de lucros cessantes, compondo o lucro operacional da empresa&rdquo;(REsp 1138695 / SC).</p>
<p>N&atilde;o se pode descartar, por&eacute;m, que o STJ julgue a quest&atilde;o da incid&ecirc;ncia do IRPJ e CSLL dos juros de mora recebidos de clientes, pois, apesar de as teses serem semelhantes, n&atilde;o h&aacute; perfeita similitude f&aacute;tica com a quest&atilde;o dos juros recebidos na repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito tribut&aacute;rio.</p>
<p>Com a decis&atilde;o do TRF3, somada ao poss&iacute;vel julgamento da quest&atilde;o pelos Tribunais Superiores, cria-se uma nova expectativa para os contribuintes pleitearem na justi&ccedil;a o direito de excluir os juros de mora da base de c&aacute;lculo do IRPJ e da CSLL e de reaver os valores pagos indevidamente nos &uacute;ltimos 5 anos.&nbsp;</p>
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