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	<title>Categoria Edição 157 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 15:48:35 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Trabalhador que não der prosseguimento na execução poderá perder o seu direito, em face da chamada prescrição intercorrente.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/09/07/trabalhador-que-nao-der-prosseguimento-na-execucao-podera-perder-o-seu-direito-em-face-da-chamada-prescricao-intercorrente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Galvão Rosado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2016 14:52:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 158]]></category>
		<category><![CDATA[Edição 157]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Galv&#227;o Rosado &#201; importante frisar que se chama intercorrente a prescri&#231;&#227;o que se d&#225; no curso do processo, ap&#243;s a propositura da a&#231;&#227;o, mais especificamente ap&#243;s o tr&#226;nsito em julgado. N&#227;o obstante se tratar de tema muito pol&#234;mico na Doutrina/Jurisprud&#234;ncia, de acordo com o artigo 40, &#167; 4&#186;, da Lei n&#186; 6.830/1980, a prescri&#231;&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<strong>Eduardo Galv&atilde;o Rosado</strong></p>
<p>	&Eacute; importante frisar que se chama intercorrente a prescri&ccedil;&atilde;o que se d&aacute; no curso do processo, ap&oacute;s a propositura da a&ccedil;&atilde;o, mais especificamente ap&oacute;s o tr&acirc;nsito em julgado.</p>
<p>	N&atilde;o obstante se tratar de tema muito pol&ecirc;mico na Doutrina/Jurisprud&ecirc;ncia, de acordo com o <strong>artigo 40, &sect; 4&ordm;, da Lei n&ordm; 6.830/1980</strong>, a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente &eacute; plenamente aplic&aacute;vel na esfera trabalhista, por inaceit&aacute;vel o tr&acirc;mite de execu&ccedil;&otilde;es eternas, &agrave; merc&ecirc; da provoca&ccedil;&atilde;o da parte interessada que se mant&eacute;m inerte, deixando de praticar ato exclusivo e necess&aacute;rio para o regular prosseguimento do feito.<br />
	&nbsp;<br />
	Nesse sentido, destaca-se o citado dispositivo legal:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Art. 40 &#8211; O Juiz suspender&aacute; o curso da execu&ccedil;&atilde;o, enquanto n&atilde;o for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses casos, n&atilde;o correr&aacute; o prazo de prescri&ccedil;&atilde;o. &#8230; </em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>&sect; 2&ordm; &#8211; Decorrido o prazo m&aacute;ximo de 1 (um) ano, sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhor&aacute;veis, o Juiz ordenar&aacute; o arquivamento dos autos. </em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>&sect; 3&ordm; &#8211; Encontrados que sejam, a qualquer tempo, o devedor ou os bens, ser&atilde;o desarquivados os autos para prosseguimento da execu&ccedil;&atilde;o. </em><br />
	&nbsp;<br />
	<strong><em>&sect; 4&ordm; &#8211; Se da decis&atilde;o que ordenar o arquivamento tiver decorrido o prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda P&uacute;blica, poder&aacute;, de of&iacute;cio, reconhecer a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente e decret&aacute;-la de imediato</em></strong><em>&rdquo;. (grifamos) </em><br />
	&nbsp;<br />
	A <strong>S&uacute;mula n&ordm; 327 do STF</strong> tamb&eacute;m se posiciona no sentido de que a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente &eacute; perfeitamente compat&iacute;vel com o direito laboral:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Prescri&ccedil;&atilde;o Intercorrente. <strong>O direito trabalhista admite prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente</strong>&rdquo;. (grifamos)</em><br />
	&nbsp;<br />
	Nessa mesma linha de racioc&iacute;nio, &eacute; oportuno destacar Ac&oacute;rd&atilde;o proferido pela 15&ordf; Turma do TRT da 2&ordf; Regi&atilde;o (Processo n&ordm; 0090200-11.1998.5.02.0271), que muito bem define a citada modalidade de prescri&ccedil;&atilde;o de direitos:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;(&#8230;) </em><em>Prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente</em><em>. </em><em>Alega a agravante que por ter ficado sem movimenta&ccedil;&atilde;o por</em> <em>oito anos no arquivo provis&oacute;rio, a presente execu&ccedil;&atilde;o foi atingida pela prescri&ccedil;&atilde;o</em> <em>intercorrente, nos termos da S&uacute;mula 327 do C.TST.</em> <em>Ap&oacute;s reflex&atilde;o sobre o tema, restou alterado o entendimento</em> <em>adotado anteriormente por esta julgadora, de forma que prospera o inconformismo da</em> <em>agravante.</em> <strong><em>Compulsando-se os autos, verifica-se que o presente feito</em></strong> <strong><em>permaneceu no arquivo provis&oacute;rio de 26/06/2002 at&eacute; 24/05/2010, sem haver qualquer</em></strong> <strong><em>manifesta&ccedil;&atilde;o da parte reclamante. Restou, portanto, consumada a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente, nos</em></strong> <strong><em>termos do &sect; 4&ordm;, do art. 40 da Lei 6.830/1.980, de aplica&ccedil;&atilde;o subsidi&aacute;ria ao processo do</em></strong> <strong><em>trabalho, c/c art. 7&ordm;, XXIX, da CF, cujo cabimento na seara laboral &eacute; plenamente poss&iacute;vel,</em></strong> <strong><em>consoante entendimento consubstanciado na S&uacute;mula n&ordm; 327 do C. STF</em></strong><em>, que assim disp&otilde;e:</em> <em>&quot;O direito trabalhista admite a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente&quot;. Tal interpreta&ccedil;&atilde;o se justifica, inclusive, pela reda&ccedil;&atilde;o do &sect; 1&ordm; do</em> <em>art. 884 da CLT, a qual admite como mat&eacute;ria a ser aventada em sede de Embargos &agrave;</em> <em>Execu&ccedil;&atilde;o a prescri&ccedil;&atilde;o, a qual se entende seja a intercorrente.</em> <strong><em>Vale lembrar, ademais, que o instituto da prescri&ccedil;&atilde;o tem claro</em></strong> <strong><em>intuito de garantir a pacifica&ccedil;&atilde;o social, impedindo que se eternizem os conflitos, mormente</em></strong> <strong><em>no caso de in&eacute;rcia da parte interessada, como se vislumbra no presente feito</em></strong><em>.</em> <em>N&atilde;o h&aacute; sequer que se cogitar a aplica&ccedil;&atilde;o do disposto no art.</em> <em>791, III, do CPC, como pretende o agravado, posto que a suspens&atilde;o l&aacute; descrita se d&aacute; por</em> <em>requerimento da parte e por um determinado per&iacute;odo.</em> <em>Defender que o impulso processual deva se dar de forma</em> <em>absoluta, seria ferir, inclusive, a imparcialidade do julgador, que atuaria mais como</em><em> exequente </em><em>do que como &oacute;rg&atilde;o judicial que &eacute;. Tal, ali&aacute;s, &eacute; a conclus&atilde;o a que se chega pela</em> <em>interpreta&ccedil;&atilde;o conjunta do dispositivo celetista com o art. 612 do CPC, que preceitua que a</em> <em>execu&ccedil;&atilde;o se processa no interesse do credor</em><em> (&#8230;)&rdquo;</em><em>.</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;(&#8230;) </em><em>Ademais, lembro que a reda&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula n&ordm; 114 do C. TST,</em> <em>teve como norte a antiga reda&ccedil;&atilde;o do art. 40 da Lei de Execu&ccedil;&atilde;o Fiscal, a qual foi modificada</em> <em>pela Lei 11.051/2.004, que lhe acrescentou o &sect; 4&ordm;, o qual ora transcrevemos:</em> <em>&ldquo;Se da decis&atilde;o que ordenar o arquivamento tiver decorrido o</em> <em>prazo prescricional, o juiz, depois de ouvida a Fazenda P&uacute;blica,</em> <em>poder&aacute;, de of&iacute;cio, reconhecer a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente e</em> <em>decret&aacute;-la de imediato.</em> <strong><em>Destarte, pronuncio a ocorr&ecirc;ncia da prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente,</em></strong> <strong><em>conforme &sect; 4&ordm;, do art. 40 da Lei 6.830/1.980, vez que transcorridos quase 8 anos desde a</em></strong> <strong><em>paralisa&ccedil;&atilde;o do feito (art. 7&ordm;, XXIX, da CF), restando, via de </em></strong><strong><em>consequ&ecirc;ncia</em></strong><strong><em>, extinta a presente</em></strong> <strong><em>execu&ccedil;&atilde;o</em></strong><em>.</em><em> (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	As Jurisprud&ecirc;ncias abaixo tamb&eacute;m seguem este mesmo posicionamento:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>Execu&ccedil;&atilde;o. Prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente. N&atilde;o h&aacute; omiss&atilde;o no par&aacute;grafo 1.&ordm; do artigo 884 da CLT para se aplicar o artigo 40 da Lei n.&ordm; 6.830/80. <strong>Aplica-se, portanto, a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente no processo do trabalho</strong>. </em><em>(TRT/SP n&ordm; </em><em>0233300-19.1996.5.02.0069</em><em>&ndash; A20 &ndash; origem: 18&ordf; Turma de S&atilde;o Paulo &ndash; Rel. Des. Sergio Pinto Martins &#8211; Publicado em 28/07/2014). (grifamos)</em><br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	<em>TIPO:&nbsp;</em>&nbsp;<em>AGRAVO DE PETICAO DATA DE JULGAMENTO:&nbsp;10/09/2013 RELATOR(A):&nbsp;JOS&Eacute; RUFFOLO REVISOR(A):&nbsp;ANA CRISTINA L. PETINATI AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;&nbsp;<a href="http://trtcons.trtsp.jus.br/dwp/consultas/acordaos/consacordaos_turmas_aconet.php?selacordao=20130982169">20130982169</a> PROCESSO N&ordm;:&nbsp;00385003719885020015 A20&nbsp;ANO:&nbsp;2013&nbsp;TURMA:&nbsp;5&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:&nbsp;19/09/2013 PARTES:AGRAVANTE(S):&nbsp;ADELMA FORTI DA SILVA AGRAVADO(S): MUDAN&Ccedil;AS S&Atilde;O CRITOVAM LTDA EMENTA: EXECU&Ccedil;&Atilde;O. PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O INTERCORRENTE. <strong>Aplica-se a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente na execu&ccedil;&atilde;o trabalhista n&atilde;o tendo o credor praticado ato a seu cargo exclusivo, muito embora para tanto intimado. Entendimento da S&uacute;mula 114 do TST, combinado com a S&uacute;mula 327 do STF e art. 40, par&aacute;grafo 4&ordm;, da Lei n&ordm; 6.830/80</strong>. (grifamos)</em><br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	<em>TIPO:&nbsp;</em>&nbsp;<em>AGRAVO DE PETI&Ccedil;&Atilde;O EM RITO SUMAR&Iacute;SSIMO DATA DE JULGAMENTO:&nbsp;15/08/2013 RELATOR(A):&nbsp;MARIA DE LOURDES ANTONIO REVISOR(A): AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;&nbsp;<a href="http://trtcons.trtsp.jus.br/dwp/consultas/acordaos/consacordaos_turmas_aconet.php?selacordao=20130884078">20130884078</a> PROCESSO N&ordm;:&nbsp;00541003220035020061 A20&nbsp;ANO:&nbsp;2013&nbsp;TURMA:&nbsp;17&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:&nbsp;23/08/2013 PARTES: AGRAVANTE(S): ROMILSON RODRIGUES BORGES AGRAVADO(S):&nbsp;ALIOMAR ROCHA OLIVEIRA EMENTA: <strong>&Eacute; aplic&aacute;vel a prescri&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o no processo do trabalho</strong>. (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	No que concerne ao <strong>prazo</strong> para ser poss&iacute;vel o reconhecimento da prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente, a Doutrina e a Jurisprud&ecirc;ncia tamb&eacute;m n&atilde;o s&atilde;o un&acirc;nimes.<br />
	&nbsp;<br />
	Para alguns, se o credor se mantiver inerte de forma injustificada pelo per&iacute;odo de <strong>02 (dois) anos</strong> &#8211; durante a fase de execu&ccedil;&atilde;o &#8211; j&aacute; ser&aacute; suficiente para a declara&ccedil;&atilde;o da referida prescri&ccedil;&atilde;o e, via de consequ&ecirc;ncia, a extin&ccedil;&atilde;o da execu&ccedil;&atilde;o, com fulcro no <strong>artigo 924, inciso V, do CPC</strong>.<br />
	&nbsp;<br />
	Este posicionamento est&aacute; respaldado, segundo esta corrente, na <strong>S&uacute;mula n&ordm; 150 do STF</strong>, bem como no <strong>artigo 7&ordm;, inciso XXIX da CF</strong> que preveem, respectivamente, o seguinte:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&nbsp;&ldquo;Prescreve a execu&ccedil;&atilde;o <strong>no mesmo prazo de prescri&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o</strong>&rdquo;. (grifamos)</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Artigo 7&ordm; &#8211; S&atilde;o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al&eacute;m de outros que visem &agrave; melhoria de sua condi&ccedil;&atilde;o social:</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>XXIX &ndash; a&ccedil;&atilde;o, quanto a cr&eacute;ditos resultantes das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, <strong>at&eacute; o limite de dois anos ap&oacute;s a extin&ccedil;&atilde;o do contrato</strong>&rdquo;. (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	Outros, todavia, sustentam que a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente s&oacute; poder&aacute; ser reconhecida se ultrapassado o prazo de <strong>05 (cinco) anos</strong>, conforme previs&atilde;o do <strong>artigo 174 do CTN</strong>, bem como de acordo com a <strong>S&uacute;mula n&ordm; 314 do STJ</strong> que preveem, respectivamente, o seguinte:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;A a&ccedil;&atilde;o para a cobran&ccedil;a do cr&eacute;dito tribut&aacute;rio <strong>prescreve em cinco anos</strong>, contados da data da sua constitui&ccedil;&atilde;o definitiva&rdquo; (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;Em execu&ccedil;&atilde;o fiscal, n&atilde;o localizados bens penhor&aacute;veis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual <strong>se inicia o prazo da prescri&ccedil;&atilde;o quinquenal intercorrente</strong>&rdquo; (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	Nesse mesmo sentido s&atilde;o as Ementas abaixo:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>TIPO:</em>&nbsp;&nbsp;<em>AGRAVO DE PETICAO DATA DE JULGAMENTO:</em>&nbsp;<em>07/06/2016 RELATOR(A):</em>&nbsp;<em>MERCIA TOMAZINHO REVISOR(A):</em>&nbsp;<em>PAULO EDUARDO VIEIRA DE OLIVEIRA AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;</em>&nbsp;<em><a href="http://aplicacoes8.trtsp.jus.br/sis/index.php/acordaoTurma/index/acordao/numero/20160374566/processo/1/data/1">20160374566</a> PROCESSO N&ordm;:</em>&nbsp;<em>00428004619975020041 A20</em>&nbsp;<em>ANO:</em>&nbsp;<em>2016 TURMA:</em>&nbsp;<em>3&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:</em>&nbsp;<em>14/06/2016 PARTES: AGRAVANTE(S): WALDECI FERREIRA CASTRO</em>&nbsp;<em>AGRAVADO(S):</em>&nbsp;<em>DJD EDITORA LTDA EMENTA: EXECU&Ccedil;&Atilde;O. PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O INTERCORRENTE. CABIMENTO. ARTIGO 174 DO C&Oacute;DIGO TRIBUT&Aacute;RIO NACIONAL. <strong>Com o devido respeito pela S&uacute;mula n&ordm; 114 do C. TST e pela Tese Jur&iacute;dica Prevalecente n&ordm; 06 deste Regional, em sede de execu&ccedil;&atilde;o incide o entendimento jurisprudencial contido na S&uacute;mula n&ordm; 327 do Supremo Tribunal Federal, segundo o qual o Direito do Trabalho admite a prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente. Essa modalidade de prescri&ccedil;&atilde;o &eacute; quinquenal, conforme aplica&ccedil;&atilde;o subsidi&aacute;ria do art. 174 do CTN</strong>. Agravo de peti&ccedil;&atilde;o a que se nega provimento. (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>TIPO:</em>&nbsp;&nbsp;<em>AGRAVO DE PETICAO DATA DE JULGAMENTO:</em>&nbsp;<em>26/04/2016 RELATOR(A):</em>&nbsp;<em>ODETTE SILVEIRA MORAES REVISOR(A):</em>&nbsp;<em>ADRIANA PRADO LIMA AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;</em>&nbsp;<em><a href="http://aplicacoes8.trtsp.jus.br/sis/index.php/acordaoTurma/index/acordao/numero/20160253190/processo/1/data/1">20160253190</a> PROCESSO N&ordm;:</em>&nbsp;<em>02885005819975020042 A20</em>&nbsp;<em>ANO:</em>&nbsp;<em>2016 TURMA:</em>&nbsp;<em>11&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:</em>&nbsp;<em>03/05/2016 PARTES: AGRAVANTE(S): H&Eacute;LIO VIEIRA LIMA</em>&nbsp;<em>AGRAVADO(S):</em>&nbsp;<em>CENTRAL SERVI&Ccedil;OS DE VIG SEGURAN&Ccedil;A LTDA. EMENTA: PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O INTERCORRENTE. PRAZO APLIC&Aacute;VEL. No caso dos autos, diante do sil&ecirc;ncio do autor, foi declarada extinta a execu&ccedil;&atilde;o pela aplica&ccedil;&atilde;o da prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente, tendo em vista que os autos do processo permaneceram arquivados por mais de dois anos. <strong>Todavia, entendo ser inaplic&aacute;vel o prazo da prescri&ccedil;&atilde;o bienal na execu&ccedil;&atilde;o, tendo em vista a disposi&ccedil;&atilde;o contida na Lei de Execu&ccedil;&otilde;es Fiscais, aplicada subsidiariamente ao processo do trabalho, e consoante entendimento consagrado na S&uacute;mula 314 do STJ</strong>. (grifamos).</em><br />
	&nbsp;<br />
	Destarte, seja ap&oacute;s dois anos, seja ap&oacute;s cinco anos (sem movimenta&ccedil;&atilde;o injustific&aacute;vel por parte do exequente), a aplica&ccedil;&atilde;o da prescri&ccedil;&atilde;o intercorrente tem por objetivo n&atilde;o s&oacute; impedir a delonga do processo de execu&ccedil;&atilde;o e estimular a parte credora de se valer do seu direito, mas, principalmente, a de se evitar as chamadas &ldquo;lides perp&eacute;tuas&rdquo;.<br />
	&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>	eduardo@fortes.adv.br</p></div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sócio de empresa falida não deve responder por dívidas fiscais</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/08/26/socio-de-empresa-falida-nao-deve-responder-por-dividas-fiscais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2016 15:11:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 157]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros A regra &#233; que o s&#243;cio n&#227;o responde com seu patrim&#244;nio pelas d&#237;vidas fiscais da empresa. De acordo com a legisla&#231;&#227;o e a jurisprud&#234;ncia, o s&#243;cio deve ser responsabilizado pessoalmente pelas obriga&#231;&#245;es da sociedade apenas se tiver praticado &#224; frente da empresa algum ato ilegal, doloso ou fraudulento, com o intuito de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<strong>Vinicius de Barros</strong></p>
<p>	A regra &eacute; que o s&oacute;cio n&atilde;o responde com seu patrim&ocirc;nio pelas d&iacute;vidas fiscais da empresa. De acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o e a jurisprud&ecirc;ncia, o s&oacute;cio deve ser responsabilizado pessoalmente pelas obriga&ccedil;&otilde;es da sociedade apenas se tiver praticado &agrave; frente da empresa algum ato ilegal, doloso ou fraudulento, com o intuito de lesar terceiros, ou se ficar provado que a empresa foi encerrada irregularmente, situa&ccedil;&atilde;o mais comum de acontecer.</p>
<p>	O encerramento irregular ocorre quando a empresa deixa de exercer suas atividades, n&atilde;o comunica tal fato aos &oacute;rg&atilde;os competentes, e n&atilde;o honra suas obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias. Na pr&aacute;tica, tal circunst&acirc;ncia &eacute; comprovada por meio de oficial de justi&ccedil;a, que a pedido do fisco comparece no endere&ccedil;o que a sociedade declara aos &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos como sendo de sua sede e certifica ao juiz que a empresa n&atilde;o funciona no local.</p>
<p>	E se a empresa encerra suas atividades em raz&atilde;o da sua fal&ecirc;ncia, decretada judicialmente, o s&oacute;cio deve responder automaticamente pelas obriga&ccedil;&otilde;es fiscais? Por entender que sim, que a fal&ecirc;ncia gera a responsabiliza&ccedil;&atilde;o, o fisco busca receber dos s&oacute;cios o cr&eacute;dito tribut&aacute;rio devido pela empresa. Em grande parte dos casos o s&oacute;cio s&oacute; toma conhecimento da sua responsabiliza&ccedil;&atilde;o com o bloqueio de suas contas banc&aacute;rias &ndash; o que se espera que n&atilde;o mais aconte&ccedil;a daqui para frente com as mudan&ccedil;as que o novo c&oacute;digo de processo introduziu &ndash; pois n&atilde;o &eacute; incomum os ju&iacute;zes acolherem o pedido do fisco sem se atentarem para as circunst&acirc;ncias do caso concreto.</p>
<p>	Sucede que o s&oacute;cio de empresa que teve a fal&ecirc;ncia decretada n&atilde;o deve responder pelas obriga&ccedil;&otilde;es fiscais da sociedade &ndash; exceto se restar comprovada a pr&aacute;tica de ato ilegal, doloso ou fraudulento, prova que incumbe ao fisco fazer &ndash;, pois a fal&ecirc;ncia, em verdade, &eacute; forma de encerramento regular da empresa. Esse entendimento &eacute; corroborado pelas decis&otilde;es do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, respons&aacute;vel por julgar o tema em &uacute;ltima inst&acirc;ncia:</p>
<blockquote>
<p>		TRIBUT&Aacute;RIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECU&Ccedil;&Atilde;O FISCAL. S&Oacute;CIO-GERENTE. RESPONSABILIDADE TRIBUT&Aacute;RIA. FAL&Ecirc;NCIA. EXIGUIDADE DE BENS. REDIRECIONAMENTO.&nbsp;1. No STJ o entendimento &eacute; de que o simples inadimplemento da obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria n&atilde;o enseja a responsabilidade solid&aacute;ria do s&oacute;cio-gerente, nos termos do art. 135, III, do CTN.&nbsp;2. A fal&ecirc;ncia n&atilde;o configura modo irregular de dissolu&ccedil;&atilde;o da sociedade, pois, al&eacute;m de estar prevista legalmente, consiste numa faculdade estabelecida em favor do comerciante impossibilitado de honrar compromissos assumidos.&nbsp;3. Em qualquer esp&eacute;cie de sociedade comercial, &eacute; o patrim&ocirc;nio social que responde sempre e integralmente pelas d&iacute;vidas sociais. Com a quebra, a massa falida responde pelas obriga&ccedil;&otilde;es a cargo da pessoa jur&iacute;dica at&eacute; o encerramento da fal&ecirc;ncia, s&oacute; estando autorizado o redirecionamento da Execu&ccedil;&atilde;o Fiscal caso fique demonstrada a pr&aacute;tica pelo s&oacute;cio de ato ou fato eivado de excesso de poderes ou de infra&ccedil;&atilde;o a lei, contrato social ou estatutos.&nbsp;4. Agravo Regimental n&atilde;o provido.&nbsp;(AgRg no AREsp 128.924/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/08/2012, DJe 03/09/2012)
</p></blockquote>
<p>	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		TRIBUT&Aacute;RIO. EXECU&Ccedil;&Atilde;O FISCAL. REDIRECIONAMENTO. INADIMPLEMENTO DA OBRIGA&Ccedil;&Atilde;O DE PAGAR TRIBUTOS. IMPOSSIBILIDADE. FAL&Ecirc;NCIA.&nbsp;1. O mero inadimplemento da obriga&ccedil;&atilde;o de pagar tributos n&atilde;o constitui infra&ccedil;&atilde;o legal capaz de ensejar a responsabilidade prevista no artigo 135 do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional. Ademais, a quebra da empresa executada n&atilde;o autoriza a inclus&atilde;o autom&aacute;tica dos s&oacute;cios, devendo estar comprovada a pr&aacute;tica de atos com excesso de poderes ou infra&ccedil;&atilde;o &agrave; lei. Precedentes.&nbsp;2. Agravo regimental n&atilde;o provido.&nbsp;(AgRg no REsp 1273450/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 02/02/2012, DJe 17/02/2012)
</p></blockquote>
<p>
	Portanto, a fal&ecirc;ncia em raz&atilde;o do insucesso da empresa n&atilde;o gera, por si s&oacute;, a responsabilidade do s&oacute;cio pelas d&iacute;vidas da sociedade. &Eacute; o patrim&ocirc;nio social que responde sempre e integralmente pelas d&iacute;vidas da empresa, e no caso de fal&ecirc;ncia, a massa falida &eacute; a respons&aacute;vel pelo pagamento.</p>
<p>	Por fim, mesmo em se tratando de encerramento irregular (paralisa&ccedil;&atilde;o das atividades sem comunicar tal fato aos &oacute;rg&atilde;os competentes e honrar suas obriga&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias), n&atilde;o &eacute; demais lembrar que ainda assim o s&oacute;cio n&atilde;o necessariamente deve responder pelas d&iacute;vidas da empresa. Citamos abaixo algumas situa&ccedil;&otilde;es:</p>
<p>	a) sa&iacute;da do quadro societ&aacute;rio antes do encerramento irregular da empresa:</p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;EXECU&Ccedil;&Atilde;O FISCAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE DE S&Oacute;CIOS. DISSOLU&Ccedil;&Atilde;O IRREGULAR CONFIGURADA. ARTIGO 135, III, DO CPC. S&Uacute;MULA 435 STJ. RECURSO PROVIDO. &#8211; A inclus&atilde;o de s&oacute;cios-gerentes no polo passivo da execu&ccedil;&atilde;o fiscal &eacute; mat&eacute;ria disciplinada no artigo 135, inciso III, do CTN. Quando os nomes dos correspons&aacute;veis n&atilde;o constam da certid&atilde;o da d&iacute;vida ativa, somente &eacute; cab&iacute;vel se comprovados atos de gest&atilde;o com excesso de poderes, infra&ccedil;&atilde;o &agrave; lei, ao contrato, ao estatuto social ou, ainda, na hip&oacute;tese de encerramento irregular da sociedade. (&#8230;) &#8211; Para a configura&ccedil;&atilde;o da responsabilidade delineada na norma tribut&aacute;ria como consequ&ecirc;ncia da dissolu&ccedil;&atilde;o irregular &eacute; imprescind&iacute;vel a comprova&ccedil;&atilde;o de que o s&oacute;cio integrava a empresa quando do fechamento de suas atividades e de que era gerente ao tempo do vencimento do tributo. (&#8230;) &#8211; Agravo de instrumento provido.&rdquo; (TRF 3&ordf; Regi&atilde;o, QUARTA TURMA, AI 0014410-87.2013.4.03.0000, Rel. JU&Iacute;ZA CONVOCADA SIMONE SCHRODER RIBEIRO, julgado em 13/02/2014, e-DJF3 Judicial 1 DATA:28/02/2014)
</p></blockquote>
<p>
	b) n&atilde;o exerc&iacute;cio da administra&ccedil;&atilde;o da empresa:</p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;AGRAVO LEGAL &#8211; AGRAVO DE INSTRUMENTO &#8211; REDIRECIONAMENTO DA EXECU&Ccedil;&Atilde;O &#8211; S&Oacute;CIO QUE N&Atilde;O EXERCIA PODERES DE GER&Ecirc;NCIA DA SOCEDADE &Agrave; &Eacute;POCA DA DISSOLU&Ccedil;&Atilde;O IRREGULAR &#8211; IMPOSSIBILIDADE DE INCLUS&Atilde;O NO POLO PASSIVO. I &#8211; Admite-se o redirecionamento da execu&ccedil;&atilde;o fiscal nos casos em que, comprovada a impossibilidade de garantia da causa pelos meios ordin&aacute;rios, apresentem-se ind&iacute;cios da dissolu&ccedil;&atilde;o irregular da sociedade executada ou das pr&aacute;ticas descritas no artigo 135, III. II &#8211; De acordo com o entendimento firmado no &acirc;mbito do Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, adotado tamb&eacute;m por esta E. Terceira Turma, o redirecionamento da execu&ccedil;&atilde;o deve ocorrer contra os s&oacute;cios que geriam a empresa na &eacute;poca em que houve sua dissolu&ccedil;&atilde;o irregular. III &#8211; Cuidando-se de s&oacute;cio que n&atilde;o exercia poderes de ger&ecirc;ncia da sociedade &agrave; &eacute;poca da dissolu&ccedil;&atilde;o irregular, descabida a sua inclus&atilde;o no polo passivo da execu&ccedil;&atilde;o. IV &#8211; Precedentes. (&#8230;) VIII &#8211; Agravo legal improvido.&rdquo; (TRF 3&ordf; Regi&atilde;o, TERCEIRA TURMA, AI 0010900-37.2011.4.03.0000, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL CECILIA MARCONDES, julgado em 16/01/2014, e-DJF3 Judicial 1 DATA:24/01/2014)
</p></blockquote>
<p>
	c) encerramento das atividades n&atilde;o provocado por dolo ou fraude dos s&oacute;cios:</p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;RECURSO ESPECIAL &#8211; EXECU&Ccedil;&Atilde;O FISCAL &#8211; REDIRECIONAMENTO &#8211; DISSOLU&Ccedil;&Atilde;O IRREGULAR DA SOCIEDADE CERTIFICADA POR OFICIAL DE JUSTI&Ccedil;A &#8211; CABIMENTO. 1. A certid&atilde;o do oficial de justi&ccedil;a que atesta o encerramento das atividades da empresa no endere&ccedil;o fiscal &eacute; ind&iacute;cio de dissolu&ccedil;&atilde;o irregular apto a ensejar o redirecionamento da execu&ccedil;&atilde;o fiscal. Precedentes. 2. A n&atilde;o localiza&ccedil;&atilde;o da empresa no endere&ccedil;o fornecido como domic&iacute;lio fiscal gera presun&ccedil;&atilde;o iuris tantum de dissolu&ccedil;&atilde;o irregular. Poss&iacute;vel, assim, a responsabiliza&ccedil;&atilde;o do s&oacute;cio-gerente, a quem caber&aacute; o &ocirc;nus de provar n&atilde;o ter agido com dolo, culpa, fraude ou excesso de poder. 3. Recurso especial n&atilde;o provido.&rdquo; (REsp 1344414/SC, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 20/08/2013)
</p></blockquote>
<p><span style="text-align: justify;">Como se pode notar, mesmo na hip&oacute;tese de encerramento irregular, h&aacute; circunst&acirc;ncias que afastam a responsabilidade do s&oacute;cio, que devem ser analisadas caso a caso.</span></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>Prefeitura não pode cobrar ISS de factoring por cessão de crédito</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/08/25/prefeitura-nao-pode-cobrar-iss-de-factoring-por-cessao-de-credito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2016 09:47:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 157]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros O Imposto Sobre Servi&#231;os de Qualquer Natureza (ISS), e como seu pr&#243;prio nome diz, tem como fato gerador a presta&#231;&#227;o de servi&#231;os constantes da lista anexa &#224; Lei Complementar 116, de 31 de julho de 2003. Para efeito da incid&#234;ncia do ISS, a atividade da factoring est&#225; prevista no item 17.23 da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vinicius de Barros</strong></p>
<p>	O Imposto Sobre Servi&ccedil;os de Qualquer Natureza (ISS), e como seu pr&oacute;prio nome diz, tem como fato gerador a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os constantes da lista anexa &agrave; Lei Complementar 116, de 31 de julho de 2003. Para efeito da incid&ecirc;ncia do ISS, a atividade da <em>factoring</em> est&aacute; prevista no item 17.23 da referida lista, com a seguinte descri&ccedil;&atilde;o:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		&ldquo;<em>Assessoria, an&aacute;lise, avalia&ccedil;&atilde;o, atendimento, consulta, cadastro, sele&ccedil;&atilde;o, gerenciamento de informa&ccedil;&otilde;es, administra&ccedil;&atilde;o de contas a receber ou a pagar e em geral, relacionados a opera&ccedil;&otilde;es de faturiza&ccedil;&atilde;o (factoring)</em>.&rdquo;</p>
</blockquote>
<p>	A clareza da legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa d&uacute;vida de que o ISS ser&aacute; devido pela empresa que prestar os servi&ccedil;os acima descritos, t&iacute;picos da factoring, para o terceiro que a contratar para tal fim.</p>
<p>	J&aacute; no neg&oacute;cio entre a factoring e o terceiro envolvendo a simples cess&atilde;o de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito, que na pr&aacute;tica &eacute; o que acontece na maioria dos casos, n&atilde;o deve haver a incid&ecirc;ncia do ISS, pois esse tipo de opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o configura presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o. Servi&ccedil;o &eacute; qualquer presta&ccedil;&atilde;o de fazer (Ponte de Miranda, Tratado de Direito Privado, vol. XLVII, 1958), o que n&atilde;o se verifica no contrato de cess&atilde;o de t&iacute;tulo de cr&eacute;dito, que envolve obriga&ccedil;&atilde;o de dar.</p>
<p>	Acostumados com o recolhimento do imposto nas opera&ccedil;&otilde;es em que tamb&eacute;m s&atilde;o prestados os servi&ccedil;os de &ldquo;<em>assessoria, an&aacute;lise, avalia&ccedil;&atilde;o, atendimento, consulta, cadastro, sele&ccedil;&atilde;o&#8230;&rdquo;</em>, os Munic&iacute;pios n&atilde;o concordam com o n&atilde;o recolhimento do ISS na hip&oacute;tese da factoring firmar simples contrato de cess&atilde;o de cr&eacute;dito. Equivocados, os Munic&iacute;pios presumem que a opera&ccedil;&atilde;o de cess&atilde;o de cr&eacute;dito praticada por <em>factoring</em> sempre &eacute; acompanhada do servi&ccedil;o de que trata item 17.23 da LCP 116/2003.</p>
<p>	A jurisprud&ecirc;ncia &eacute; amplamente favor&aacute;vel &agrave; <em>factoring</em>. Citamos abaixo alguns pronunciamentos do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo assentando que n&atilde;o incide o ISS na simples cess&atilde;o de cr&eacute;dito:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		ISS SOBRE FACTORING. Compra e cess&atilde;o de cr&eacute;ditos. Inexist&ecirc;ncia de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o. Aus&ecirc;ncia de fato gerador. Incid&ecirc;ncia do imposto. Impossibilidade. A atividade de compra e cess&atilde;o de cr&eacute;ditos, desempenhada por empresas dedicadas &agrave; faturiza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o constitui presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e, portanto, a receita da&iacute; advinda n&atilde;o pode ser tributada pelo ISS. ISS Administra&ccedil;&atilde;o e assessoria de cr&eacute;dito Servi&ccedil;o Incid&ecirc;ncia do imposto Possibilidade: A administra&ccedil;&atilde;o e assessoria de cr&eacute;dito configuram presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o, sendo fatos geradores de incid&ecirc;ncia do ISS. AUTO DE INFRA&Ccedil;&Atilde;O E IMPOSI&Ccedil;&Atilde;O DE MULTA Obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria acess&oacute;ria Inadimplemento Lavratura Intelig&ecirc;ncia do artigo 113, &sect;3&ordm;, do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional: Quando constatado o inadimplemento de obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria acess&oacute;ria, de rigor a lavratura de auto de infra&ccedil;&atilde;o e imposi&ccedil;&atilde;o de multa, que passa a ser cobrado como obriga&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria principal, nos termos do artigo 113, &sect;3&ordm;, do C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional. RECURSO VOLUNT&Aacute;RIO DO MUNIC&Iacute;PIO N&Atilde;O PROVIDO, REEXAME NECESS&Aacute;RIO PARCIALMENTE PROVIDO E RECURSO DA AUTORA PREJUDICADO. (0162683-77.2006.8.26.0000, Relator Osvaldo Palotti Junior, 14&ordf; C&acirc;mara de Direito P&uacute;blico, Data do julgamento: 22/09/2011)</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		APELA&Ccedil;&Atilde;O. ISS. Exerc&iacute;cio de 1998 a 2001. Decad&ecirc;ncia afastada. Legitimidade passiva escorreita. Atividade de Factoring. Incid&ecirc;ncia de ISS apenas em atividade de fomento mercantil. Direito l&iacute;quido e certo comprovado. Compra de cr&eacute;ditos n&atilde;o configura servi&ccedil;o descabendo a tributa&ccedil;&atilde;o do ISS. (0062214-25.2009.8.26.0224, Relator Fl&aacute;vio Cunha da Silva, 14&ordf; C&acirc;mara de Direito P&uacute;blico, Data do julgamento: 14/04/2011)</p>
</blockquote>
<p>
	Somente deve incidir o ISS se o contrato estabelecer, al&eacute;m da cess&atilde;o de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito, a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os conjugados de assessoria credit&iacute;cia, mercadol&oacute;gica, gest&atilde;o de cr&eacute;dito, sele&ccedil;&atilde;o e riscos, administra&ccedil;&atilde;o de contas a pagar e a receber, devendo a factoring nesse caso oferecer &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o a parcela do pre&ccedil;o correspondente aos servi&ccedil;os, que dever&aacute; ser destacado do valor total da opera&ccedil;&atilde;o.</p>
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		<title>A vida do contribuinte depois da adesão à Lei de Repatriação</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2016/08/01/a-vida-do-contribuinte-depois-da-adesao-a-lei-de-repatriacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2016 11:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 157]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vinicius de Barros &#8211; publicado no Migalhas em 23/08/2016. &#160; At&#233; 31 de outubro de 2016 o contribuinte que mant&#233;m recursos, bens e diretos n&#227;o declarados no exterior ter&#225; que decidir se ir&#225; ou n&#227;o aderir ao Regime Especial de Regulariza&#231;&#227;o Cambial e Tribut&#225;ria (RERCT), programa que ganhou a alcunha de &#8220;Lei de Repatria&#231;&#227;o&#8221;, oportunidade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><strong>Vinicius de Barros &#8211; publicado no <a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI244391,51045-A+vida+do+contribuinte+depois+da+adesao+a+Lei+de+Repatriacao"><u><em>Migalhas</em></u></a> em 23/08/2016.</strong></span></span><br />
	&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;">At&eacute; 31 de outubro de 2016 o contribuinte que mant&eacute;m recursos, bens e diretos n&atilde;o declarados no exterior ter&aacute; que decidir se ir&aacute; ou n&atilde;o aderir ao Regime Especial de Regulariza&ccedil;&atilde;o Cambial e Tribut&aacute;ria (RERCT), programa que ganhou a alcunha de &ldquo;Lei de Repatria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, oportunidade &iacute;mpar para se ver livre dos problemas fiscais e criminais causados por essa pr&aacute;tica ilegal. Os benef&iacute;cios s&atilde;o ineg&aacute;veis, mas para alguns ainda resta uma certa inseguran&ccedil;a sobre a validade, a efic&aacute;cia ou as benesses da &ldquo;Lei de Repatria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que causa d&uacute;vidas sobre a pertin&ecirc;ncia de fazer a ades&atilde;o.</p>
<p>	Quem decidir aderir ter&aacute; que arcar com o pagamento do imposto de renda de 15%, calculado sobre o valor total em real, na data base de 31 de dezembro de 2014, dos recursos, bens e diretos que forem objeto da regulariza&ccedil;&atilde;o, bem como pagar multa de igual valor (est&atilde;o isentos da multa os valores dispon&iacute;veis em contas de dep&oacute;sito no exterior no limite de at&eacute; R$ 10.000,00). Al&eacute;m do &ocirc;nus de pagar imposto e multa, a pessoa f&iacute;sica ter&aacute; que retificar suas declara&ccedil;&otilde;es de ajuste anual dos anos calend&aacute;rios de 2014 e 2015 e apresentar a declara&ccedil;&atilde;o de Capitais Brasileiros no Exterior ao Banco Central.</p>
<p>	Feita a ades&atilde;o e cumpridas as exig&ecirc;ncias legais, o contribuinte que mantiver seus recursos, bens e diretos l&aacute; fora &ndash; a lei n&atilde;o obriga o contribuinte a repatriar &ndash; passar&aacute; a ter oficialmente patrim&ocirc;nio no exterior, situa&ccedil;&atilde;o que exigir&aacute; que ele cumpra, a partir de ent&atilde;o, certas obriga&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o cumpria enquanto seus bens n&atilde;o eram declarados ao fisco brasileiro. O contribuinte tamb&eacute;m passar&aacute; a pagar o imposto de renda em circunst&acirc;ncias, formas e al&iacute;quotas diferentes daquelas que estava acostumado a pagar em raz&atilde;o dos rendimentos auferidos aqui no Brasil.</p>
<p>	Uma das principais diferen&ccedil;as que ser&atilde;o sentidas pelo contribuinte diz respeito &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o dos dividendos recebidos de empresa estrangeira da qual for s&oacute;cio ou acionista. Diferentemente do que acontece com os dividendos recebidos de empresa brasileira, que s&atilde;o isentos do imposto, os valores recebidos de empresas estrangeiras s&atilde;o tribut&aacute;veis. Sim, a pessoa f&iacute;sica ter&aacute; que pagar para o fisco brasileiro o imposto calculado com base na tabela de incid&ecirc;ncia mensal, que chega a 27,5%, para os valores superiores a R$ 4.664,68, podendo no entanto deduzir o imposto que eventualmente for pago no pa&iacute;s de origem.</p>
<p>	A tributa&ccedil;&atilde;o dos rendimentos com juros produzidos por aplica&ccedil;&otilde;es financeiras no exterior tamb&eacute;m &eacute; diferente, pois as al&iacute;quotas n&atilde;o variam de 15% a 22,5%, como ocorre em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aplica&ccedil;&otilde;es financeiras mantidas no Brasil. Os juros de aplica&ccedil;&otilde;es financeiras no exterior s&atilde;o tributados atualmente pela al&iacute;quota fixa de 15%.</p>
<p>	N&atilde;o s&atilde;o somente as al&iacute;quotas do imposto que mudam. A forma de apurar e recolher o imposto sobre os rendimentos auferidos no exterior &eacute; diferente. Acostumado com a reten&ccedil;&atilde;o do imposto pela fonte e com o recebimento do informe de rendimentos para auxiliar o preenchimento da declara&ccedil;&atilde;o de ajuste anual, o contribuinte que investe em aplica&ccedil;&otilde;es financeiras no exterior ter&aacute; que calcular e recolher ele pr&oacute;prio o imposto de renda, por meio do carn&ecirc;-le&atilde;o mensal e na declara&ccedil;&atilde;o de ajuste anual, situa&ccedil;&atilde;o que potencializa o risco de autua&ccedil;&otilde;es por erros e omiss&otilde;es que podem ser cometidos por quem n&atilde;o estiver preparado para a nova realidade.</p>
<p>	O contribuinte tamb&eacute;m passar&aacute; a ter que cumprir uma nova obriga&ccedil;&atilde;o: declarar ao Banco Central do Brasil os recursos, bens e diretos mantidos no exterior, por meio da chamada Declara&ccedil;&atilde;o de Capitais Brasileiros no Exterior. &nbsp;A n&atilde;o entrega dessa declara&ccedil;&atilde;o dos prazos e condi&ccedil;&otilde;es estabelecidas pelo Banco Central causar&aacute; multa ao contribuinte.</p>
<p>	Veja que a regulariza&ccedil;&atilde;o e a manuten&ccedil;&atilde;o dos recursos, bens e diretos no exterior exigir&atilde;o do contribuinte o cumprimento de novas obriga&ccedil;&otilde;es, e para n&atilde;o correr o risco de sofrer autua&ccedil;&otilde;es e multas ele dever&aacute; estar preparado para essa nova realidade.</p>
<p>	Por fim, vale ressaltar que os rendimentos decorrentes dos recursos, bens ou direitos que forem objeto da &ldquo;Lei de Repatria&ccedil;&atilde;o&rdquo;, auferidos a partir de 1&ordm; de janeiro de 2015, ter&atilde;o que ser oferecidos &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o, independentemente do pagamento do imposto de 15% exigido para a ades&atilde;o ao programa. Ou seja, ao contr&aacute;rio do que alguns imaginam, n&atilde;o &eacute; apenas para os fatos geradores ocorridos a partir da ades&atilde;o ao RERCT que o contribuinte ter&aacute; que oferecer &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o os juros, ganhos de capital, dividendos, alugueis etc., a obriga&ccedil;&atilde;o retroage a 1&ordm; de janeiro de 2015.</span></span></p>
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