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	<title>Categoria Edição 134 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
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	<item>
		<title>TJSP confirma a regularidade de alienação fiduciária constituída em operações em fomento mercantil</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/08/03/tjsp-confirma-a-regularidade-de-alienacao-fiduciaria-constituida-em-operacoes-em-fomento-mercantil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thaís de Souza França]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2015 09:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Direito aplicado aos FIDCs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Thais de Souza Fran&#231;a&#160; A garantia fiduci&#225;ria de bens im&#243;veis, regulamentada pela Lei 9.514/1997, ou de bens m&#243;veis, prevista nos artigos 1.361 e seguintes do C&#243;digo Civil, pode ser oferecida por qualquer pessoa, f&#237;sica ou jur&#237;dica, inclusive terceiro interessado em garantir o cumprimento de obriga&#231;&#227;o alheia.&#160; &#160; A aliena&#231;&#227;o fiduci&#225;ria de bem im&#243;vel, por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<span style="font-family:tahoma,geneva,sans-serif;">Por <strong>Thais de Souza Fran&ccedil;a<strong style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 11px;">&nbsp;</strong></strong></p>
<p>	A garantia fiduci&aacute;ria de bens im&oacute;veis, regulamentada pela Lei 9.514/1997, ou de bens m&oacute;veis, prevista nos artigos 1.361 e seguintes do C&oacute;digo Civil, pode ser oferecida por qualquer pessoa, f&iacute;sica ou jur&iacute;dica, inclusive terceiro interessado em garantir o cumprimento de obriga&ccedil;&atilde;o alheia.&nbsp;</span></p>
<p>	<span style="font-family:tahoma,geneva,sans-serif;">&nbsp;<br />
	A aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria de bem im&oacute;vel, por exemplo, serve como um eficiente instrumento de recupera&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos, na medida em que tanto o procedimento para consolida&ccedil;&atilde;o da propriedade em favor do credor como para a realiza&ccedil;&atilde;o de leil&otilde;es para a venda dos bens s&atilde;o extrajudiciais e, portanto, mais &aacute;geis que uma medida judicial para cobran&ccedil;a ou execu&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos. Como se isso n&atilde;o bastasse, na hip&oacute;tese de recupera&ccedil;&atilde;o judicial do devedor ou do terceiro garantidor, por for&ccedil;a do &sect; 3&ordm; do artigo 49 da Lei 11.101/2005, os cr&eacute;ditos garantidos por aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria (de bens m&oacute;veis ou im&oacute;veis) n&atilde;o se submeter&atilde;o aos efeitos da recupera&ccedil;&atilde;o judicial. &nbsp;&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	Por essas raz&otilde;es o n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es realizadas por fundos de investimento em direitos credit&oacute;rios e factorings garantidas por tal mecanismo tem aumentado.<br />
	&nbsp;<br />
	A jurisprud&ecirc;ncia &eacute; firme no entendimento de que a aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria pode ser usada em garantia de qualquer neg&oacute;cio jur&iacute;dico, inclusive em opera&ccedil;&otilde;es de factoring envolvendo um grupo ou <em>pool</em> de credores, o que se pode confirmar em recente julgamento do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo de caso em que os garantidores questionavam a regularidade de garantia oferecida em opera&ccedil;&atilde;o chamada de &ldquo;fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o&rdquo;. A 32&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado da Corte Paulista assegurou a mais perfeita regularidade da aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria, destacando que:<br />
	&nbsp;<br />
	<em>&ldquo;as cession&aacute;rias s&atilde;o respons&aacute;veis pela exist&ecirc;ncia dos cr&eacute;ditos, n&atilde;o havendo cess&otilde;es pro soluto, mas aquelas de natureza pro solvendo&rdquo;;</em><br />
	<em>&quot;a aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria de coisa im&oacute;vel pode ser livremente pactuada pelas partes, nada impedindo sua vincula&ccedil;&atilde;o a contrato de fomento mercantil em favor do denominado &lsquo;Grupo Fomentador&rsquo;&rdquo;</em>;<br />
	<em>&ldquo;o instituto da aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria n&atilde;o &eacute; de utiliza&ccedil;&atilde;o privativa das entidades que operam no Sistema de Financiamento Imobili&aacute;rio, podendo, assim, ser utilizado pelas empresas de factoring, ao contr&aacute;rio do alegado pelos autores&rdquo;.</em><br />
	&nbsp;<br />
	&nbsp;<br />
	O referido caso foi defendido pelo <strong>Teixeira Fortes</strong>, que tem acumulado atua&ccedil;&otilde;es marcantes em prol do setor de factoring e de fundos de investimento em direitos credit&oacute;rios (FIDC).&nbsp;</span><br />
	&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cartório de Registro de Imóveis é obrigado a registrar carta de adjudicação mesmo com imóvel irregular</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/07/31/cartorio-de-registro-de-imoveis-e-obrigado-a-registrar-carta-de-adjudicacao-mesmo-com-imovel-irregular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mohamad Fahad Hassan]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 10:08:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Imobiliária e Urbanística]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ap&#243;s adjudicar partes ideais de dois im&#243;veis para satisfa&#231;&#227;o de seu cr&#233;dito, o credor se viu impossibilitado de registrar a carta de adjudica&#231;&#227;o em raz&#227;o das exig&#234;ncias formuladas pelo Cart&#243;rio de Registro de Im&#243;veis para que fossem apresentados o Certificado de Cadastro de Im&#243;vel Rural devidamente quitado e a Certid&#227;o Negativa de D&#233;bito dos im&#243;veis. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Ap&oacute;s adjudicar partes ideais de dois im&oacute;veis para satisfa&ccedil;&atilde;o de seu cr&eacute;dito, o credor se viu impossibilitado de registrar a carta de adjudica&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o das exig&ecirc;ncias formuladas pelo Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis para que fossem apresentados o <em>Certificado de Cadastro de Im&oacute;vel Rural</em> devidamente quitado e a <em>Certid&atilde;o Negativa de D&eacute;bito</em> dos im&oacute;veis.<br />
	&nbsp;<br />
	Ocorre, no entanto, que os im&oacute;veis estavam com os cadastros irregulares, e para que o credor pudesse regulariz&aacute;-los seria necess&aacute;rio que os copropriet&aacute;rios &ndash; no caso concreto, irm&atilde;os do executado &#8211; assinassem os formul&aacute;rios e efetuassem o pagamento do d&eacute;bito em aberto, o que evidentemente n&atilde;o era de interesse deles.<br />
	&nbsp;<br />
	Diante disso, e considerando a impossibilidade do credor em regularizar a situa&ccedil;&atilde;o cadastral dos im&oacute;veis para que pudesse registrar referida carta, o Teixeira Fortes Advogados ingressou com pedido de suscita&ccedil;&atilde;o de d&uacute;vida inversa perante a Corregedoria de Cart&oacute;rios de Registro de Im&oacute;veis, que foi julgado procedente, dispensando a obrigatoriedade do credor-adjudicante de apresentar os documentos que estavam sendo exigidos.<br />
	&nbsp;<br />
	Em suma, o juiz corregedor asseverou que:<br />
	&nbsp;</p>
<p>	<em>&ldquo;O arrematante deve receber o im&oacute;vel livre e desembara&ccedil;ado de tributo ou responsabilidade, de modo que os d&eacute;bitos anteriores &agrave; arremata&ccedil;&atilde;o sub-rogam-se no pre&ccedil;o da hasta.</em><br />
	&nbsp;<br />
	<em>N&atilde;o bastasse, como destacado pelo suscitante e bem salientado pelo parquet paulista em seu parecer, houve aquisi&ccedil;&atilde;o de partes ideais de dois im&oacute;veis e, pelo contexto apresentado &ndash; inscri&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio Santo Ant&ocirc;nio perante a Receita Federal est&aacute; cancelada por omiss&atilde;o de declara&ccedil;&atilde;o de ITR, desde 1996 e aus&ecirc;ncia de inscri&ccedil;&atilde;o do S&iacute;tio Santa Rita perante o Incra e a Receita Federal &ndash; configurador de situa&ccedil;&atilde;o an&ocirc;mala, datada anteriormente a pr&oacute;pria arremata&ccedil;&atilde;o, sem possibilidade de f&aacute;cil resolu&ccedil;&atilde;o, eis que na depend&ecirc;ncia de postura ativa dos demais cond&ocirc;minos, as exig&ecirc;ncias, pese a legalidade, mostram-se desarrazoadas e inviabilizam a aquisi&ccedil;&atilde;o do direito de propriedade.&rdquo;</em></p>
<p>	&nbsp;<br />
	A decis&atilde;o pode ser considerada uma vit&oacute;ria e um alento, na medida em que &eacute; recorrente casos em que os novos titulares dos bens n&atilde;o consigam efetuar o registro da carta de adjudi&ccedil;&atilde;o ou arremata&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o da irregularidade na situa&ccedil;&atilde;o cadastral dos im&oacute;veis.<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>Mohamad Fahad Hassan</strong><br />
<a href="mailto:mohamad@fortes.adv.br">mohamad@fortes.adv.br</a><br />
&nbsp;<br />
<strong>Camilla Thais Correa Moriki</strong><br />
<a href="mailto:camilla@fortes.adv.br">camilla@fortes.adv.br</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O ISS e o cadastro de empresas de fora de São Paulo (CPOM)</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/07/31/o-iss-e-o-cadastro-de-empresas-de-fora-de-sao-paulo-cpom/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2015 10:02:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pela regra da Lei Complementar n. 116/03, o ISS deve ser recolhido no local do estabelecimento do prestador de servi&#231;o (regra que comporta in&#250;meras exce&#231;&#245;es). O munic&#237;pio de S&#227;o Paulo, que, regra geral, estabelece a al&#237;quota m&#225;xima para tributar os prestadores de servi&#231;os obrigados a recolher o ISS sob sua compet&#234;ncia, e teme a evas&#227;o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Pela regra da Lei Complementar n. 116/03, o ISS deve ser recolhido no local do estabelecimento do prestador de servi&ccedil;o (regra que comporta in&uacute;meras exce&ccedil;&otilde;es). O munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, que, regra geral, estabelece a al&iacute;quota m&aacute;xima para tributar os prestadores de servi&ccedil;os obrigados a recolher o ISS sob sua compet&ecirc;ncia, e teme a evas&atilde;o fiscal, estabeleceu o Cadastro de Empresas de Fora do Munic&iacute;pio &#8211; CPOM.</p>
<p>	Por meio do CPOM, o munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo exige que o prestador de servi&ccedil;os de outro munic&iacute;pio efetue um cadastro perante seus &oacute;rg&atilde;os, demonstrando atrav&eacute;s de documenta&ccedil;&atilde;o h&aacute;bil que realmente est&aacute; sediado em outro munic&iacute;pio, conseguindo, desta forma, um instrumento para averiguar se o prestador de servi&ccedil;os n&atilde;o est&aacute; simulando sua sede para pagar ISS menor, al&eacute;m de poder atribuir ao tomador de servi&ccedil;os a responsabilidade pelo pagamento do tributo.</p>
<p>	O tomador estabelecido no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo deve observar se o prestador de servi&ccedil;os de outro munic&iacute;pio est&aacute; cadastrado no CPOM. <strong>Caso o prestador de servi&ccedil;os de outro munic&iacute;pio esteja obrigado a se cadastrar no CPOM<a href="file://srv-ind-01/IND_Docs/Tribut%C3%A1rio/Tribut%C3%A1rio%20-%20N%C3%A3o%20Judiciais/TF0001-B_2015_06_25_Memorando_CPOM.doc#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><strong>[1]</strong></a> <u>e n&atilde;o estiver cadastrado no momento da contrata&ccedil;&atilde;o, o tomador paulistano fica obrigado a recolher o ISS na fonte,</u> e passa a figurar na condi&ccedil;&atilde;o de respons&aacute;vel tribut&aacute;rio. </strong></p>
<p>	O CPOM, bem como a reten&ccedil;&atilde;o do imposto pelo tomador, foram declarados constitucionais pelo Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo. Os fundamentos para esta decis&atilde;o consistem (i) na possibilidade do munic&iacute;pio atribuir a terceiro a responsabilidade pelo tributo (art. 6&deg; da Lei Complementar n. 116/03), e (ii) na possibilidade do munic&iacute;pio fiscalizar as atividades que s&atilde;o feitas dentro do seu territ&oacute;rio.</p>
<p>	A esse respeito, veja-se a ementa do julgamento da A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo munic&iacute;pio de Po&aacute;, pela qual se pleiteava o reconhecimento da inconstitucionalidade das exig&ecirc;ncias do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo:<br />
	&nbsp;</p>
<p>	&ldquo;PRELIMINARES &#8211; Legitimidade ad Causam da Municipalidade-reqtc &mdash; Munic&iacute;pio (Po&aacute;), integrante da grande S&atilde;o Paulo &#8211; Possibilidade de interfer&ecirc;ncia, em suas receitas, em raz&atilde;o da lei acoimada de inconstitucionalidade, atingir sua arrecada&ccedil;&atilde;o &#8211; Disposi&ccedil;&otilde;es cont&aacute;beis, financeira, or&ccedil;ament&aacute;ria, operacional e patrimonial da Municipalidade autora eventualmente atingidas &#8211; Interesse processual presente &#8211; Cogita&ccedil;&atilde;o &#8211; Rejei&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	CAR&Ecirc;NCIA &#8211; Presen&ccedil;a de adequa&ccedil;&atilde;o da pretens&atilde;o &#8211; Natureza jur&iacute;dico-processual da ADIN, cujo p&oacute;rtico se alarga sob muitos aspectos, todos abrangentes do pedido &#8211; Miscigena&ccedil;&atilde;o ao m&eacute;rito propriamente alto, em ordem &agrave; autonomia municipal -Rejei&ccedil;&atilde;o.<br />
	ADIN &mdash; Inconstitucionalidade alegada pelo Prefeito do Munic&iacute;pio &nbsp;de Po&aacute;, quanto aos arts. 1&deg;, 2&deg;, 3&deg; e 4&deg; da Lei n&quot; 14.042, de 30/8/05, do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, que introduziu modifica&ccedil;&otilde;es na Lei n&deg; 13.071, de 24/12/03, quanto ao Imposto Sobre Servi&ccedil;os de Qualquer</p>
<p>	Natureza (ISSQN) &#8211; Inadmissibilidade &#8211; Compet&ecirc;ncia suplementar conferida ao Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo para regulamentar as normas legislativas federais ou estaduais, para ajustar sua execu&ccedil;&atilde;o a peculiaridades locais &#8211; Prova de que as mat&eacute;rias contidas nos arts. 1&deg; e 2&deg; da invocada lei, foram autorizadas pela Lei Complementar Federal n&deg; 116/03 e, ainda, que os arts. 3&deg; e 4&deg; n&atilde;o padecem de nenhuma inconstitucionalidade, &agrave; conta de que representam o mero exerc&iacute;cio da compet&ecirc;ncia tribut&aacute;ria do munic&iacute;pio &#8211; A&ccedil;&atilde;o julgada improcedente&quot; <em><span style="font-size:10px;">(Relator(a): Munhoz Soares;&nbsp;Comarca: Comarca n&acirc;o informada;&nbsp;&Oacute;rg&atilde;o julgador: 1&ordf; C&acirc;mara de Direito Criminal;&nbsp;Data de registro: 05/06/2007;&nbsp;Outros n&uacute;meros: 1285730800)</span></em></p>
<p></p>
<p class="008PARGRAFO">
		<span lang="X-NONE">O cadastro no CPOM &eacute; gratuito. O prestador de servi&ccedil;o de outro munic&iacute;pio deve emitir declara&ccedil;&atilde;o <i>on line</i></span><i>,</i><i> </i><span lang="X-NONE">que d</span>&aacute;<span lang="X-NONE"> in&iacute;cio a um procedimento administrativo</span> de inscri&ccedil;&atilde;o<span lang="X-NONE">; a partir da emiss&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o, </span>o prestador de servi&ccedil;o<span lang="X-NONE"> ter&aacute; 30 dias para entregar documentos </span>f&iacute;sicos<span lang="X-NONE"> (como fotos, comprovantes de resid&ecirc;ncia, etc.).&nbsp;<o:p></o:p></span></p>
<p>	A partir da entrega dos documentos f&iacute;sicos, o munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo deve concluir o procedimento de inscri&ccedil;&atilde;o em 30 dias; se n&atilde;o houver an&aacute;lise do procedimento neste prazo, o cadastro ser&aacute; considerado automaticamente realizado, na forma do artigo 9&deg;-B, &sect;2&deg;, da Lei Municipal n. 13.701/2005, com a reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei Municipal n. 14.042/2006, que estabelece:</p>
<p>	Considerar-se-&aacute; liminarmente inscrito no cadastro o sujeito passivo, quando, passados 30 (trinta) dias desde a data em que for requerida a inscri&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o houver decis&atilde;o definitiva a respeito da mat&eacute;ria.</p>
<p>	Em que pese a Lei municipal prever que o cadastro do prestador de servi&ccedil;o de outro munic&iacute;pio se d&ecirc; forma autom&aacute;tica ap&oacute;s ultrapassados os 30 dias do pedido de inscri&ccedil;&atilde;o, pode ocorrer, na pr&aacute;tica, que n&atilde;o haja a inscri&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica. Neste caso, se o prestador de servi&ccedil;o n&atilde;o constar no CPOM, o tomador do servi&ccedil;o dever&aacute; realizar a reten&ccedil;&atilde;o do imposto.</p>
<p>	Como rem&eacute;dio para esse tipo situa&ccedil;&atilde;o, pode ser impetrado mandado de seguran&ccedil;a, uma vez que o cadastro autom&aacute;tico &eacute; direito l&iacute;quido e certo do contribuinte assegurado pelo do artigo 9&deg;-B, &sect;2&deg;, da Lei Municipal n. 13.701/2005, com a reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei Municipal n. 14.042/2006.</p>
<p>	Desta forma, recomendamos que, mesmo depois de ultrapassado o prazo de 30 dias para que o munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo analise o pedido de inscri&ccedil;&atilde;o do prestador de servi&ccedil;o de outro munic&iacute;pio, caso o prestador n&atilde;o seja considerado como inscrito, seja feita a reten&ccedil;&atilde;o do imposto pelo tomador, para que se evitem penalidades.</p>
<p>
	<strong>Andr&eacute; Felipe Cabral de Andrade</strong></p>
<p>		andre@fortes.adv.br<br />
		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="file://srv-ind-01/IND_Docs/Tribut%C3%A1rio/Tribut%C3%A1rio%20-%20N%C3%A3o%20Judiciais/TF0001-B_2015_06_25_Memorando_CPOM.doc#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> A dispensa de inscri&ccedil;&atilde;o se d&aacute;, por exemplo, no caso de prestador de servi&ccedil;os seja pessoa f&iacute;sica, microempreendedor, ou esteja inserido em uma lista de determinados servi&ccedil;os, da qual &eacute; recomend&aacute;vel an&aacute;lise caso a caso.</p>
<p>		&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2015/07/31/o-iss-e-o-cadastro-de-empresas-de-fora-de-sao-paulo-cpom/">O ISS e o cadastro de empresas de fora de São Paulo (CPOM)</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A estabilidade derivada de acidente de trabalho somente vincula um dos empregos do acidentado</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/07/28/a-estabilidade-derivada-de-acidente-de-trabalho-somente-vincula-um-dos-empregos-do-acidentado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2015 18:51:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Valor Econ&#244;mico &#160; O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que funcion&#225;rio acidentado s&#243; tem direito &#224; estabilidade no local em que sofreu o acidente de trabalho, ainda que tenha mais de um contrato de emprego. &#160; A quest&#227;o, apesar de parecer simples, gera controv&#233;rsia porque a lei que trata da estabilidade acident&#225;ria n&#227;o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2015/07/28/a-estabilidade-derivada-de-acidente-de-trabalho-somente-vincula-um-dos-empregos-do-acidentado/">A estabilidade derivada de acidente de trabalho somente vincula um dos empregos do acidentado</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
	Fonte: Valor Econ&ocirc;mico<br />
	&nbsp;<br />
	O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu que funcion&aacute;rio acidentado s&oacute; tem direito &agrave; estabilidade no local em que sofreu o acidente de trabalho, ainda que tenha mais de um contrato de emprego.<br />
	&nbsp;<br />
	A quest&atilde;o, apesar de parecer simples, gera controv&eacute;rsia porque a lei que trata da estabilidade acident&aacute;ria n&atilde;o prev&ecirc; expressamente essa situa&ccedil;&atilde;o.<br />
	&nbsp;<br />
	O processo analisado pela 8&ordf; Turma envolve uma m&eacute;dica que trabalhava para o Hospital Miseric&oacute;rdia de Santos Dumont, em Minas Gerais, e para a SMR Socorro e Resgate, que presta atendimento emergencial em rodovias.<br />
	&nbsp;<br />
	A m&eacute;dica sofreu um acidente e machucou o seu joelho enquanto trabalhava no hospital. Como precisou ficar afastada, conseguiu aux&iacute;lio-doen&ccedil;a-acident&aacute;rio superior a 15 dias com requerimento formulado ao Hospital Miseric&oacute;rdia Santos Dumont.<br />
	&nbsp;<br />
	O benef&iacute;cio foi apresentado e aceito tamb&eacute;m pela SMR. Contudo, ao retornar ao trabalho na SMR, foi demitida.<br />
	&nbsp;<br />
	A m&eacute;dica decidiu entrar na Justi&ccedil;a com o argumento de que a estabilidade de um ano valeria para os dois empregos.<br />
	&nbsp;<br />
	A SMR, por&eacute;m, alegou que o acidente decorreu do trabalho realizado no Hospital Miseric&oacute;rdia Santos Dumont, logo a garantia de emprego n&atilde;o poderia ser estendida.<br />
	&nbsp;<br />
	A primeira inst&acirc;ncia e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais tinham mantido a estabilidade acident&aacute;ria para as duas empresas. As decis&otilde;es davam estabilidade de um ano, de 1&ordm; de agosto de 2012 a 1&ordm; de agosto de 2013, mais indeniza&ccedil;&atilde;o correspondente ao per&iacute;odo ter&ccedil;o de f&eacute;rias, 13&ordm; sal&aacute;rio e FGTS.<br />
	&nbsp;<br />
	Segundo o TRT, o artigo 118 da Lei n&ordm; 8.213, de 1991, estabelece que o segurado que sofre acidente de trabalho tem estabilidade m&iacute;nima de 12 meses, &quot;contudo o legislador n&atilde;o tratou dos efeitos da estabilidade no caso em que h&aacute; contratos de trabalhos simult&acirc;neos&quot;. Por isso, entendeu que &quot;diante do conflito de interpreta&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis, deve prevalecer a mais favor&aacute;vel ao empregado, em conson&acirc;ncia com os princ&iacute;pios protetivos do direito do trabalho&quot;.<br />
	&nbsp;<br />
	Contudo, a 8&ordf; Turma do TST foi un&acirc;nime ao reformar a decis&atilde;o e acolher recurso da SMR. Os ministros entenderam que essa decis&atilde;o contraria o que disp&otilde;e o inciso II da S&uacute;mula n&ordm; 378 do TST e que isso violaria tamb&eacute;m o pr&oacute;prio artigo 118 da Lei n&ordm; 8.213, de 1991. A relatora foi a ministra Maria Cristina Peduzzi.<br />
&nbsp;</p>
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			</item>
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		<title>TST divulga os novos valores do limite de depósito recursal</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/07/28/tst-divulga-os-novos-valores-do-limite-de-deposito-recursal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Galvão Rosado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2015 18:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Tribunal Superior do Trabalho &#160; O Tribunal Superior do Trabalho divulgou, por meio do Ato 397/2015, os novos valores referentes aos limites de dep&#243;sito recursal, que passar&#227;o a vigorar a partir de 1&#186; de agosto deste ano. &#160; De acordo com a nova tabela, a interposi&#231;&#227;o de Recurso Ordin&#225;rio passa a ser de R$ [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>
Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<br />
&nbsp;<br />
O Tribunal Superior do Trabalho divulgou, por meio do Ato 397/2015, os novos valores referentes aos limites de dep&oacute;sito recursal, que passar&atilde;o a vigorar a partir de 1&ordm; de agosto deste ano.<br />
&nbsp;<br />
De acordo com a nova tabela, a interposi&ccedil;&atilde;o de Recurso Ordin&aacute;rio passa a ser de <strong>R$ 8.183,06</strong>, e para o caso de Recurso de Revista, Embargos, Recurso Extraordin&aacute;rio e Recurso em A&ccedil;&atilde;o Rescis&oacute;ria, o valor ser&aacute; de <strong>R$ 16.366,10</strong>.<br />
&nbsp;<br />
Os novos valores est&atilde;o previstos no artigo 899 da CLT e foram reajustados pela varia&ccedil;&atilde;o acumulada do &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor &ndash; INPC/IBGE no per&iacute;odo de julho de 2014 a junho de 2015.<br />
&nbsp;<br />
&nbsp;<br />
eduardo@fortes.adv.br<br />
&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A inconstitucionalidade da cobrança do PIS/COFINS sobre as receitas financeiras</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2015/07/24/a-inconstitucionalidade-da-cobranca-do-piscofins-sobre-as-receitas-financeiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 12:53:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 134]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por&#160;Vinicius de Barros. No dia 1&#186; de julho passou a produzir efeitos o Decreto n. 8.426 de 2015, que restabeleceu a cobran&#231;a do PIS e da COFINS incidentes sobre receitas financeiras auferidas pelas pessoas jur&#237;dicas sujeitas ao regime de apura&#231;&#227;o n&#227;o-cumulativa das referidas contribui&#231;&#245;es &#8211; as pessoas jur&#237;dicas n&#227;o financeiras sujeitas ao regime cumulativo continuam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Por&nbsp;<strong>Vinicius de Barros.</strong></p>
<p>	No dia 1&ordm; de julho passou a produzir efeitos o Decreto n. 8.426 de 2015, que restabeleceu a cobran&ccedil;a do PIS e da COFINS incidentes sobre receitas financeiras auferidas pelas pessoas jur&iacute;dicas sujeitas ao regime de apura&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-cumulativa das referidas contribui&ccedil;&otilde;es &ndash; as pessoas jur&iacute;dicas n&atilde;o financeiras sujeitas ao regime cumulativo continuam n&atilde;o pagando o PIS/COFINS sobre essas receitas.</p>
<p>	&nbsp;<br />
	Como era de se esperar, algumas empresas j&aacute; buscaram o Poder Judici&aacute;rio para questionar a constitucionalidade dessa norma que restabeleceu a cobran&ccedil;a das contribui&ccedil;&otilde;es sobre as receitas financeiras, e nesses tempos de crise a tend&ecirc;ncia &eacute; que outras tantas empresas busquem o mesmo direito, ainda mais com a not&iacute;cia de que algumas delas est&atilde;o conseguindo liminares para impedir o fisco de cobr&aacute;-las &ndash; as Justi&ccedil;as Federais de S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro j&aacute; concederam liminares em favor de alguns contribuintes.<br />
	&nbsp;<br />
	Em linhas gerais, a inconstitucionalidade reside no fato de que a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal s&oacute; autoriza a altera&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas do PIS e da COFINS por meio de Lei, e n&atilde;o por Decreto, como ocorreu no caso em quest&atilde;o. Aumento de al&iacute;quota por Decreto, s&oacute; nos casos previsto expressamente na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, a exemplo do IPI e o IOF.<br />
	&nbsp;<br />
	Em sua defesa, o fisco alega que o restabelecimento da cobran&ccedil;a &eacute; leg&iacute;timo porque a Lei Federal n. 10.865 autorizou o Governo a reduzir e restabelecer as al&iacute;quotas do PIS/COFINS por meio de Decreto. Essa tese, por&eacute;m, tende a n&atilde;o ser acolhida, como aconteceu nas a&ccedil;&otilde;es judiciais que tiveram as liminares deferidas, em que os ju&iacute;zes afirmaram que a regra prevista na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal n&atilde;o pode ser excepcionada pelo Poder Legislativo.<br />
	&nbsp;<br />
	O curioso &eacute; que a redu&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas a zero tamb&eacute;m foi feita por Decreto, com base na Lei Federal n. 10.865. Ou seja, em tese a al&iacute;quota zero tamb&eacute;m seria inconstitucional e, por consequ&ecirc;ncia, as receitas financeiras seriam tributadas pelo PIS/COFINS desde a origem. Contudo, isso n&atilde;o impede o contribuinte de questionar a constitucionalidade do restabelecimento das al&iacute;quotas pelo Decreto n. 8.426 de 2015. Como dizem por a&iacute;, cada um com seus problemas.<br />
	&nbsp;<br />
	Obviamente o contribuinte deve se limitar a discutir apenas a inconstitucionalidade do Decreto que restabeleceu a cobran&ccedil;a do PIS/COFINS. Fazendo isso, o juiz decidir&aacute; a causa dentro desse limite, n&atilde;o sendo dado a ele avan&ccedil;ar para o exame da inconstitucionalidade do Decreto que reduziu a al&iacute;quota a zero. H&aacute; precedentes que corroboram essa tese.<br />
	&nbsp;<br />
	Diante disso, o contribuinte que se sentir prejudicado com a cobran&ccedil;a do PIS/COFINS sobre as suas receitas financeiras deve buscar o amparo do Poder Judici&aacute;rio para se livrar dela.</p>
<p>
	<strong>Vinicius de Barros</strong><br />
	vinicius@fortes.adv.br</p>
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