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	<title>Categoria Edição 124 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
	<lastBuildDate>Mon, 15 Jun 2026 15:48:48 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>APPs de topo de morro e reservatório no Novo Código Florestal</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/04/apps-de-topo-de-morro-e-reservatorio-no-novo-codigo-florestal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Augusto de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 16:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 124]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcelo Augusto de Barros e Karina de Oliveira Castilho &#8211; Com a entrada em vigor da Lei Federal n&#186; 12.651/2012 (Novo C&#243;digo Florestal), dois temas, ent&#227;o pol&#234;micos, foram sanados com a novel legisla&#231;&#227;o: (1) a &#193;rea de Preserva&#231;&#227;o Permanente (APP) de topo de morro e (2) a APP no entorno de reservat&#243;rios d&#8217;&#225;gua artificiais. &#160; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<strong>Marcelo Augusto de Barros</strong> e <strong>Karina de Oliveira Castilho</strong> &#8211;</p>
<p>	Com a entrada em vigor da Lei Federal n&ordm; 12.651/2012 (Novo C&oacute;digo Florestal), dois temas, ent&atilde;o pol&ecirc;micos, foram sanados com a novel legisla&ccedil;&atilde;o: (1) a &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente (APP) de topo de morro e (2) a APP no entorno de reservat&oacute;rios d&rsquo;&aacute;gua artificiais.<br />
	&nbsp;<br />
	A APP de topo de morro encontra-se definida no inciso IX do art. 4&ordm; do Novo C&oacute;digo Florestal:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;IX &#8211; no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura m&iacute;nima de 100 (cem) metros e inclina&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia maior que 25&deg;, as &aacute;reas delimitadas a partir da curva de n&iacute;vel correspondente a 2/3 (dois ter&ccedil;os) da altura m&iacute;nima da eleva&ccedil;&atilde;o sempre em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por plan&iacute;cie ou espelho d&rsquo;&aacute;gua adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais pr&oacute;ximo da eleva&ccedil;&atilde;o;&rdquo;</em>
</p></blockquote>
<p>	Quanto &agrave; APP de reservat&oacute;rio, o Novo C&oacute;digo Florestal foi absolutamente claro ao definir que:</p>
<blockquote>
<ul>
<li style="text-align: justify;">
			<em>&ldquo;</em><em>para os reservat&oacute;rios artificiais de &aacute;gua destinados a gera&ccedil;&atilde;o de energia ou abastecimento p&uacute;blico que foram registrados ou tiveram seus contratos de concess&atilde;o ou autoriza&ccedil;&atilde;o assinados anteriormente &agrave; <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/MPV/2166-67.htm">Medida Provis&oacute;ria no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001</a>, a faixa da &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente ser&aacute; <strong>a dist&acirc;ncia entre o n&iacute;vel m&aacute;ximo operativo normal e a cota m&aacute;xima maximorum</strong>.&rdquo;</em> (art. 62).</li>
<li style="text-align: justify;">
			Para os demais reservat&oacute;rios, a APP corresponder&aacute; &agrave; faixa definida na licen&ccedil;a ambiental do empreendimento (art. 4&ordm;, III).</li>
</ul>
</blockquote>
<p>	A pol&ecirc;mica que existia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; APP de topo de morro girava em torno da validade ou n&atilde;o das disposi&ccedil;&otilde;es contidas em normas infralegais do Conama &ndash; Conselho Nacional do Meio Ambiente, &oacute;rg&atilde;o consultivo ligado ao Minist&eacute;rio do Meio Ambiente. O C&oacute;digo Florestal de 1965 (revogado) n&atilde;o definia as medidas da &aacute;rea de topo de morro, como faz o c&oacute;digo atual. Aproveitando-se desse vazio da lei, o Conama, sob o pretexto de regulamentar o antigo C&oacute;digo Florestal, editou a Resolu&ccedil;&atilde;o 303/2002 e definiu par&acirc;metros e crit&eacute;rios para interpretar a exist&ecirc;ncia de uma APP de topo de morro, tais como a eleva&ccedil;&atilde;o entre 50m e 300m, cujos par&acirc;metros n&atilde;o existiam no c&oacute;digo revogado.<br />
	&nbsp;<br />
	Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; APP de reservat&oacute;rios, a pol&ecirc;mica era t&atilde;o grande ou maior, pois a Resolu&ccedil;&atilde;o Conama 302, outra norma (infralegal), e tamb&eacute;m editada com a presun&ccedil;&atilde;o de regulamentar uma lei, definiu que a APP teria a faixa de 100m para &aacute;reas rurais e 30m para &aacute;reas urbanas consolidadas. O detalhe &eacute; que a defini&ccedil;&atilde;o da &ldquo;&aacute;rea urbana consolidada&rdquo; era uma utopia, pois previa uma densidade demogr&aacute;fica somente existente nos maiores centros urbanos do Brasil (o centro de S&atilde;o Paulo, por exemplo), em locais onde justamente n&atilde;o existem reservat&oacute;rios. Na pr&aacute;tica, seguindo as regras do Conama, a APP de reservat&oacute;rio era sempre de 100m, pois n&atilde;o existia a tal &aacute;rea urbana consolidada ao redor de nenhum reservat&oacute;rio e ningu&eacute;m se lembrou de definir uma faixa para a &aacute;rea urbana &ldquo;n&atilde;o consolidada&rdquo;.<br />
	&nbsp;<br />
	O Novo C&oacute;digo Florestal p&ocirc;s fim a essas pol&ecirc;micas. As APPs de topo de morro e reservat&oacute;rio est&atilde;o, agora, definidas em Lei, n&atilde;o havendo mais espa&ccedil;o para novos par&acirc;metros em normas infralegais. E se as Resolu&ccedil;&otilde;es Conama 302 e 303, um dia, tiveram alguma validade, elas deixaram de existir definitivamente com a entrada em vigor do novo estatuto ambiental.<br />
	&nbsp;<br />
	Com a novel legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, os julgamentos pendentes de a&ccedil;&otilde;es civis p&uacute;blicas ajuizadas na vig&ecirc;ncia do antigo c&oacute;digo, com objetivo de exigir o cumprimento de obriga&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s APPs, por exemplo, passaram a considerar as disposi&ccedil;&otilde;es do Novo C&oacute;digo Florestal, como se infere pelos ac&oacute;rd&atilde;os abaixo ementados:<br />
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;A&Ccedil;&Atilde;O CIVIL P&Uacute;BLICA AMBIENTAL &ndash; PRETENSO RECONHECIMENTO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE DISPOSITIVOS LEGAIS CONTIDOS NA LEI N&ordm; 12.651/2012 &ndash; IMPERTIN&Ecirc;NCIA &ndash; <strong>AJUIZAMENTO DA A&Ccedil;&Atilde;O EM FACE DE ALEGA&Ccedil;&Atilde;O DE DANO AMBIENTAL EM &Aacute;REA DE PRESERVA&Ccedil;&Atilde;O PERMANENTE</strong> &ndash; <strong>AUS&Ecirc;NCIA DE VIOLA&Ccedil;&Atilde;O DA NORMA CONTIDA NO NOVO C&Oacute;DIGO FLORESTAL (LEI N&ordm; 12.651/2012), VEZ QUE TAL &Aacute;REA N&Atilde;O MAIS &Eacute; CARACTERIZADA COMO &ldquo;MORRO&rdquo; POR FOR&Ccedil;A DE ALTERA&Ccedil;&Atilde;O DOS CRIT&Eacute;RIOS LEGAIS (ART. 4&ordm;, IX)</strong> &ndash; LOTEAMENTO EM QUE SITUADA A PROPRIEDADE, ADEMAIS, CONSIDERADO REGULAR PELOS &Oacute;RG&Atilde;OS P&Uacute;BLICOS &ndash; RECONHECIMENTO &ndash; SENTEN&Ccedil;A CONFIRMADA POR SEUS FUNDAMENTOS &ndash; ART. 252 DO RITJSP &ndash; RECURSO N&Atilde;O PROVIDO.<br />
		(&#8230;) Por primeiro, impertinente &eacute; a alega&ccedil;&atilde;o do autor quanto &agrave; inconstitucionalidade de dispositivos do novo C&oacute;digo Florestal vigente (Lei n&ordm; 12.651/2012), tornando-se descabido, assim, o controle difuso. <strong>Esta 2&ordf; C&acirc;mara Reservada ao Meio Ambiente, ali&aacute;s, considera plenamente aplic&aacute;vel tal ordenamento aos casos pendentes</strong>, devendo ser considerado para tal entendimento que eventual preju&iacute;zo aos processos ecol&oacute;gicos deve ser comprovado de acordo com a an&aacute;lise de cada caso concreto, <strong>n&atilde;o havendo como falar em preju&iacute;zo ecol&oacute;gico pela simples considera&ccedil;&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia de mudan&ccedil;a nos crit&eacute;rios legais concernentes &agrave;s &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, quando comparadas ao que antes era estabelecido pela Lei n&ordm; 4.771/65, agora revogada</strong>.<br />
		(&#8230;) Assim, &eacute; de se considerar a pertin&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o, ao caso concreto, do novo C&oacute;digo Florestal &ndash; Lei n&ordm; 12.651/2010, com reda&ccedil;&atilde;o dada pela Lei n&ordm; 12.727/2012 &ndash;, <strong>considerando por este Tribunal de aplica&ccedil;&atilde;o imediata</strong>.<br />
		(&#8230;) Em suma, adotada a novel legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, conclui-se que o objeto da presente a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mais se situa em &aacute;rea de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, o que significa dizer que o perdido de repara&ccedil;&atilde;o por danos ambientais carece de fundamenta&ccedil;&atilde;o(&#8230;).&rdquo;<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup><sup>[1]</sup></sup></a>
</p></blockquote>
<p>	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		&ldquo;Apela&ccedil;&atilde;o &ndash; A&ccedil;&atilde;o Civil P&uacute;blica &ndash; Constru&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia em APP e APA, sem autoriza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os competentes &ndash; A&ccedil;&atilde;o julgada parcialmente procedente, determinando-se a cessa&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es danosas, a demoli&ccedil;&atilde;o das constru&ccedil;&otilde;es e a recupera&ccedil;&atilde;o ambiental. <strong>Aplica&ccedil;&atilde;o do Novo C&oacute;digo Florestal &ndash; Terreno n&atilde;o mais localizado em &aacute;rea de preserva&ccedil;&atilde;o permanente</strong> &ndash; Senten&ccedil;a reformada &ndash; Apelo provido.<br />
		(&#8230;) Com a promulga&ccedil;&atilde;o do Novo C&oacute;digo Florestal, Lei n&ordm; 12.651/12, passou a vigorar seguinte dispositivo: Art. 62 &#8211; Para os reservat&oacute;rios artificiais de &aacute;gua destinados a gera&ccedil;&atilde;o de energia ou abastecimento p&uacute;blico que foram registrados ou tiveram seus contratos de concess&atilde;o ou autoriza&ccedil;&atilde;o assinados anteriormente &agrave; Medida Provis&oacute;ria no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, a faixa da &Aacute;rea de Preserva&ccedil;&atilde;o Permanente ser&aacute; a dist&acirc;ncia entre o n&iacute;vel m&aacute;ximo operativo normal e a cota m&aacute;xima maximorum.<br />
		A cota m&aacute;xima maximorum diz respeito ao n&iacute;vel m&aacute;ximo de inunda&ccedil;&atilde;o que o reservat&oacute;rio pode atingir e, no que se refere &agrave; Represa do Jaguari, segundo dados da CESP, dispon&iacute;veis em seu s&iacute;tio eletr&ocirc;nico, a dist&acirc;ncia entre ela e o n&iacute;vel m&aacute;ximo operativo &eacute; de cerca de tr&ecirc;s metros &agrave; montante e cinco metros &agrave; jusante.<br />
		Assim sendo, <strong>&eacute; certo que as constru&ccedil;&otilde;es realizadas pelos apelantes n&atilde;o mais se encontram em &aacute;rea de preserva&ccedil;&atilde;o permanente e, desse modo, perfeitamente regulares em face da novel legisla&ccedil;&atilde;o, pelo que n&atilde;o configuram il&iacute;cito ambiental e n&atilde;o podem ser demolidas</strong>. (&#8230;).&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup><sup>[2]</sup></sup></a><br />
		&nbsp;
</p></blockquote>
<p>	Com o Novo C&oacute;digo Florestal, portanto, as &aacute;reas e APP, dentre elas aquelas situadas em topo de morro e no entorno de reservat&oacute;rios, passaram a ser definidas nessa novel legisla&ccedil;&atilde;o, substituindo, para todos os efeitos, as &aacute;reas ent&atilde;o definidas no C&oacute;digo Florestal de 1965, al&eacute;m de tornar eficaz, por consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica, toda e qualquer defini&ccedil;&atilde;o prevista em lei, decreto ou qualquer norma infralegal que houvera sido editada com o objetivo de regulamentar ou complementar o antigo c&oacute;digo.<br />
&nbsp;<br />
marcelo@fortes.adv.br<br />
karina@fortes.adv.br</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm;.: 0009003-03.2012.8.26.0634. Desembargador Relator Paulo Ayrosa. 2&ordf; C&acirc;mara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, julgado em 24 de outubro de 2013.</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm;.: 0007158-07.2003.8.26.0292. Desembargador Relator Jos&eacute; Orestes de Souza Nery. 2&ordf; C&acirc;mara Reservada ao Meio Ambiente do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo, julgado em 13 de dezembro de 2013.</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entenda os pagamentos de ajuda de custo e de diárias para viagem</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/03/entenda-os-pagamentos-de-ajuda-de-custo-e-de-diarias-para-viagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Galvão Rosado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 19:58:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 124]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Galv&#227;o Rosado &#8211; O entendimento predominante &#233; de que a &#8220;ajuda de custo&#8221; se destina a ressarcir as despesas efetuadas pelo empregado em virtude de sua transfer&#234;ncia (artigos 469 e 470 ambos da CLT). S&#227;o pagas numa &#250;nica vez e jamais ter&#227;o natureza salarial, mesmo que ultrapassarem o sal&#225;rio do empregado naquele m&#234;s (artigo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><strong>Eduardo Galv&atilde;o Rosado</strong> &#8211;</span></span></p>
<p>	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">O entendimento predominante &eacute; de que a &ldquo;<strong>ajuda de custo&rdquo; </strong>se destina a ressarcir as despesas efetuadas pelo empregado em virtude de sua transfer&ecirc;ncia (artigos 469 e 470 ambos da CLT).</p>
<p>	S&atilde;o pagas numa &uacute;nica vez e <u>jamais</u> ter&atilde;o natureza salarial, mesmo que ultrapassarem o sal&aacute;rio do empregado naquele m&ecirc;s (artigo 457, &sect;2&ordm;, da CLT).</p>
<p>	Nesse sentido &eacute; a Jurisprud&ecirc;ncia:</span></span></p>
<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">RO. JULGAMENTO:&nbsp;27/08/2013 RELATOR(A):&nbsp;IVANI CONTINI BRAMANTE REVISOR(A):&nbsp;IVETE RIBEIRO AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;&nbsp;<a href="http://trtcons.trtsp.jus.br/dwp/consultas/acordaos/consacordaos_turmas_aconet.php?selacordao=20130926390">20130926390</a> PROCESSO N&ordm;:&nbsp;00028163320115020019 A28&nbsp;ANO:&nbsp;2013&nbsp;TURMA:&nbsp;4&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:&nbsp;06/09/2013 PARTES: RECORRENTE(S):Maria Erlandia de Arandas&nbsp;RECORRIDO(S):&nbsp;TECNOWORLD COMERCIAL IMPORT EXPORT LTDA. EMENTA: EMENTA. AJUDA DE CUSTO. NATUREZA INDENIZAT&Oacute;RIA. A alimenta&ccedil;&atilde;o e os valores recebidos a t&iacute;tulo de deslocamento t&ecirc;m n&iacute;tido car&aacute;ter de ajuda de custo, n&atilde;o integrando o sal&aacute;rio, nos termos do par&aacute;grafo 2&ordm;, do artigo 457, da CLT.</span></span></p>
<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A <strong>ajuda de custo</strong> representa uma obriga&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, isto &eacute;, imposta por lei e devida pelo empregador que transferir seu empregado para localidade diversa da que resultar o contrato, desde que importe em <u>mudan&ccedil;a de domic&iacute;lio</u> (artigo 470, da CLT).</p>
<p>	A legisla&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria disp&otilde;e que <u>n&atilde;o</u> incidir&aacute; a contribui&ccedil;&atilde;o correspondente sobre a <strong>ajuda de custo</strong> paga em <u>parcela &uacute;nica</u>, recebida <u>exclusivamente</u> em decorr&ecirc;ncia da mudan&ccedil;a de local de trabalho do empregado, na forma do art. 470 da CLT.</p>
<p>	Portanto, a <strong>ajuda de custo</strong>, para n&atilde;o sofrer incid&ecirc;ncia de INSS e FGTS, deve ser paga de uma s&oacute; vez e com o fim exclusivo de ressarcir as despesas decorrentes da mudan&ccedil;a de local de trabalho do empregado.</p>
<p>	O pagamento habitual da <strong>ajuda de custo</strong>, independentemente de prazo e valor, poder&atilde;o (ou dever&atilde;o) ter natureza salarial, integrando a remunera&ccedil;&atilde;o do empregado para todos os efeitos legais.</p>
<p>	Quanto &agrave;s &ldquo;<strong>di&aacute;rias de viagem</strong>&rdquo;, trata-se de despesas decorrentes das viagens que o empregado realiza em cumprimento ao contrato de trabalho. Podem ser pagas de forma habitual. Por&eacute;m, quando <u>excedentes de 50% do sal&aacute;rio base mensal</u>, passam a ter natureza salarial em sua totalidade (artigo 457, &sect;2&ordm;, da CLT c/c S&uacute;mula n&ordm; 101, do C.TST).</p>
<p>	Existem muitas diverg&ecirc;ncias acerca da necessidade ou n&atilde;o de se comprovar as despesas que <u>n&atilde;o </u>ultrapassem a 50% do sal&aacute;rio mensal. De fato, at&eacute; o referido percentual, a Lei n&atilde;o exige comprova&ccedil;&atilde;o, pois, nessa situa&ccedil;&atilde;o, presume-se que as despesas t&ecirc;m natureza de reembolso e n&atilde;o de contrapresta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	Ocorre que, por se tratar de <u>mera presun&ccedil;&atilde;o</u>, admite-se prova em sentido contr&aacute;rio. Ou seja, se a empregadora n&atilde;o tiver ou n&atilde;o exigir os respectivos comprovantes (das despesas realizadas) e o empregado conseguir demonstrar que estes valores eram, na realidade, um &ldquo;sal&aacute;rio mascarado&rdquo;, o que era para ser despesa passar&aacute; a ter natureza salarial.</p>
<p>	Nesse sentido &eacute; a Jurisprud&ecirc;ncia:</span></span></p>
<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">TIPO:&nbsp;RECURSO ORDIN&Aacute;RIO DATA DE JULGAMENTO:&nbsp;18/08/2009 RELATOR(A):&nbsp;RAFAEL E. PUGLIESE RIBEIRO REVISOR(A):&nbsp;DONIZETE VIEIRA DA SILVA AC&Oacute;RD&Atilde;O N&ordm;:&nbsp;&nbsp;<a href="http://trtcons.trtsp.jus.br/dwp/consultas/acordaos/consacordaos_turmas_aconet.php?selacordao=20090650284">20090650284</a> PROCESSO N&ordm;:&nbsp;00855-2007-445-02-00-8&nbsp;ANO:&nbsp;2008&nbsp;TURMA:&nbsp;6&ordf; DATA DE PUBLICA&Ccedil;&Atilde;O:&nbsp;28/08/2009 PARTES:&nbsp; RECORRENTE(S): Joao Augusto Costa Soste&nbsp; RECORRIDO(S): Rentrans Transportes e Locacoes LTDA EMENTA: Comiss&otilde;es &quot;por fora&quot;. Dep&oacute;sitos banc&aacute;rios que revelam pagamentos de valores diversos daqueles admitidos pela empresa a t&iacute;tulo de di&aacute;rias de viagens e prova testemunhal de colega de trabalho que tamb&eacute;m recebia pagamentos &quot;por fora&quot;. Integra&ccedil;&otilde;es devidas.</span></span></p>
<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">&Eacute; importante ressaltar, ainda, que h&aacute; entendimento de que a di&aacute;ria de viagem se subdivide em &ldquo;<u>di&aacute;ria de viagem propriamente dita</u>&rdquo; (marcada pela habitualidade) e em &ldquo;<u>despesas de viagem</u>&rdquo; sendo esta &uacute;ltima &#8211; no caso &#8211; utilizada para o reembolso <u>exato</u> dos gastos eventualmente realizados (em viagens de cunho espor&aacute;dico) raz&atilde;o pela qual, independentemente da import&acirc;ncia paga, jamais se integrar&aacute; ao sal&aacute;rio.</p>
<p>	Ocorre que, tanto uma como a outra t&ecirc;m a mesma finalidade, qual seja, a de ressarcir as despesas de viagem que o empregado realiza na execu&ccedil;&atilde;o do contrato diferenciando, evidentemente, apenas no que concerne a sua periodicidade.</p>
<p>	Tanto &eacute; verdade que, a <u>Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&ordm; 8/91 do MTPS</u> s&oacute; considera a natureza salarial da di&aacute;ria excedente de 50% (cinquenta por cento) do sal&aacute;rio do empregado se <u>n&atilde;o estiver sujeita &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de contas</u>, ou seja, se n&atilde;o restar comprovado que os valores pagos n&atilde;o tinham natureza de contrapresta&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	Diante disso, para minimizar riscos, alertamos:</span></span></p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Evite a utiliza&ccedil;&atilde;o da nomenclatura &ldquo;<strong>ajuda de custo</strong>&rdquo; para valores pagos com habitualidade;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">As &ldquo;<strong>di&aacute;rias de viagem</strong>&rdquo; visam ao reembolso do empregado pelos gastos realizados quando da execu&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os em outras localidades; ou seja, para se evitar futuros transtornos, esses gastos s&oacute; dever&atilde;o ser pagos mediante a apresenta&ccedil;&atilde;o dos <u>respectivos comprovantes</u> (das despesas) pelo empregado;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Em princ&iacute;pio, se os gastos com <strong>di&aacute;rias de viagem</strong> excederem a 50% (cinquenta por cento) do sal&aacute;rio, eles passar&atilde;o a integrar a remunera&ccedil;&atilde;o do trabalhador, pela sua integralidade. Todavia, se o empregador demonstrar que <u>todos</u> os valores pagos tiveram o car&aacute;ter de <u>reembolso</u> (por meio dos comprovantes de despesas), surgir&aacute; a possibilidade (bem razo&aacute;vel) de se sustentar que, em fun&ccedil;&atilde;o da efetiva aus&ecirc;ncia de natureza de contrapresta&ccedil;&atilde;o, esses gastos n&atilde;o dever&atilde;o integrar a remunera&ccedil;&atilde;o do trabalhador; </span></span><span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">e, por fim,</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">O adicional de transfer&ecirc;ncia j&aacute; visa recompensar o trabalhador pelos gastos despendidos enquanto permanecer em local diverso, ou seja, nesse caso, n&atilde;o h&aacute; necessidade de se pagar, tamb&eacute;m, &ldquo;di&aacute;rias para viagem&rdquo;.</span></span></li>
</ol>
<p>	eduardo@fortes.adv.br</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fraude contra credores. Transferência de imóveis realizada por sócios de empresa em recuperação judicial. Ação pauliana julgada procedente para anular as vendas.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/03/fraude-contra-credores-transferencia-de-imoveis-realizada-por-socios-de-empresa-em-recuperacao-judicial-acao-pauliana-julgada-procedente-para-anular-as-vendas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mohamad Fahad Hassan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 07:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 124]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mohamad Fahad Hassan Considera-se fraude contra credores a aliena&#231;&#227;o, onera&#231;&#227;o ou doa&#231;&#227;o de bens realizada por devedor em estado de insolv&#234;ncia. Texto do artigo 158 do C&#243;digo Civil. Mas o reconhecimento dessa fraude, segundo constru&#231;&#227;o jurisprudencial, depende da comprova&#231;&#227;o de tr&#234;s elementos, quais sejam: &#8211; a preexist&#234;ncia do cr&#233;dito &#224; &#233;poca do neg&#243;cio supostamente fraudulento; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mohamad Fahad Hassan</strong></p>
<p>	Considera-se fraude contra credores a aliena&ccedil;&atilde;o, onera&ccedil;&atilde;o ou doa&ccedil;&atilde;o de bens realizada por devedor em estado de insolv&ecirc;ncia. Texto do artigo 158 do C&oacute;digo Civil. Mas o reconhecimento dessa fraude, segundo constru&ccedil;&atilde;o jurisprudencial, depende da comprova&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s elementos, quais sejam:</p>
<p>	&#8211; a preexist&ecirc;ncia do cr&eacute;dito &agrave; &eacute;poca do neg&oacute;cio supostamente fraudulento;</p>
<p>	&#8211; que a aliena&ccedil;&atilde;o ou onera&ccedil;&atilde;o tenha reduzido o devedor &agrave; absoluta insolv&ecirc;ncia, ou seja, que n&atilde;o tenham restado bens em sua titularidade pass&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida;</p>
<p>	&#8211; que o adquirente tenha negociado com o devedor em manifesto conluio fraudulento, ou no m&iacute;nimo em m&aacute;-f&eacute;, em preju&iacute;zo dos credores.</p>
<p>
	E foi identificando essas premissas que a Ju&iacute;za Titular da Vara C&iacute;vel do Foro da Comarca de Goioer&ecirc;/PR julgou procedente a&ccedil;&atilde;o pauliana patrocinada pela equipe do Teixeira Fortes Advogados, em favor de empresa de fomento mercantil, e declarou anulada a venda de 14 im&oacute;veis.<br />
&nbsp;</p>
<p>	No caso em destaque, os s&oacute;cios de uma empresa distribuidora de combust&iacute;vel, devedores solid&aacute;rios da factoring patrocinada pelo Teixeira Fortes, transferiram a titularidade de 14 im&oacute;veis para empresa constitu&iacute;da em nome dos seus filhos. Um detalhe importante: os tais devedores participavam do quadro societ&aacute;rio da empresa adquirente at&eacute; pouco tempo antes da transfer&ecirc;ncia, quando se retiraram, permanecendo apenas seus filhos.<br />
&nbsp;</p>
<p>	A fraude foi deflagrada porque a transfer&ecirc;ncia dos im&oacute;veis ocorreu um m&ecirc;s antes dos devedores ajuizarem pedido de recupera&ccedil;&atilde;o judicial em favor da empresa distribuidora de combust&iacute;vel da qual s&atilde;o s&oacute;cios, que est&aacute; afundada em d&iacute;vidas. Al&eacute;m do que, tamb&eacute;m chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o car&aacute;ter fraudulento da opera&ccedil;&atilde;o o pre&ccedil;o vil praticado nas transfer&ecirc;ncias.<br />
&nbsp;</p>
<p>	Em sua decis&atilde;o, a Ju&iacute;za destacou, com bastante propriedade &eacute; bem dizer, que &ldquo;<em>os filhos n&atilde;o podem alegar desconhecimento da situa&ccedil;&atilde;o financeiro-econ&ocirc;mica dos pais</em>&rdquo;; e que &ldquo;<em>cabe ao devedor o encargo de indicar seus bens e suas d&iacute;vidas, e assim, provar a solv&ecirc;ncia</em>&rdquo;.</p>
<p>	&nbsp;<br />
	Estava tamb&eacute;m em tramite medida cautelar objetivando o bloqueio das matr&iacute;culas dos im&oacute;veis, para evitar que novas transfer&ecirc;ncias fossem realizadas em fraude. Essa a&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m foi julgada procedente para confirmar a liminar concedida inicialmente e manter o bloqueio dos im&oacute;veis.<br />
&nbsp;<br />
Para ler a integra das decis&otilde;es <a href="/Download.aspx?Codigo=179">clique aqui</a>.</p>
<p><a href="mailto:mohamad@fortes.adv.br">mohamad@fortes.adv.br</a></p>
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			</item>
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		<title>Operações de FIDC e factoring envolvendo créditos imobiliários</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/06/02/operacoes-de-fidc-e-factoring-envolvendo-creditos-imobiliarios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Augusto de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2014 19:14:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 124]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Direito aplicado aos FIDCs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marcelo Augusto de Barros e Thais de Souza Fran&#231;a &#8211; Tr&#234;s tipos de cr&#233;ditos imobili&#225;rios v&#234;m ocupando um espa&#231;o relevante nas carteiras de Fundos de Investimento em Direitos Credit&#243;rio (FIDC) e de empresas de fomento mercantil: (1) receb&#237;veis origin&#225;rios de compra e venda de apartamentos na planta; (2) cr&#233;ditos gerados por loteadoras; e (3) alugueres. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"><strong>Marcelo Augusto de Barros</strong> e <strong>Thais de Souza Fran&ccedil;a </strong>&#8211;</p>
<p>	Tr&ecirc;s tipos de cr&eacute;ditos imobili&aacute;rios v&ecirc;m ocupando um espa&ccedil;o relevante nas carteiras de Fundos de Investimento em Direitos Credit&oacute;rio (FIDC) e de empresas de fomento mercantil:</p>
<p>	</span></span></p>
<p>	(1) receb&iacute;veis origin&aacute;rios de compra e venda de apartamentos na planta;<br />
	(2) cr&eacute;ditos gerados por loteadoras; e<br />
	(3) alugueres.</p>
<p>
	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">S&atilde;o cr&eacute;ditos imobili&aacute;rios que podem ser lastreados em c&eacute;dulas de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio (CCI), certificados de receb&iacute;veis imobili&aacute;rios (CRI), ou simplesmente nos contratos que deram a origem prim&aacute;ria aos cr&eacute;ditos, isto &eacute;, os contratos de compromisso de compra e venda de im&oacute;vel ou de loca&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>	As CCIs s&atilde;o emitidas pela pr&oacute;pria originadora do cr&eacute;dito imobili&aacute;rio &ndash; ou seja, pela construtora, incorporadora, loteadora ou locadora &ndash; e devem ser custodiadas em institui&ccedil;&otilde;es financeiras e registradas em sistemas de registro e liquida&ccedil;&atilde;o financeira de t&iacute;tulos privados autorizados pelo Banco Central do Brasil, tais como a Cetip e a BMF&amp;Bovespa. Os CRIs, que s&atilde;o considerados valores mobili&aacute;rios, s&atilde;o de emiss&atilde;o exclusiva de Companhias Securitizadoras de receb&iacute;veis imobili&aacute;rios e tamb&eacute;m devem ser registrados e negociados no &acirc;mbito de sistemas de cust&oacute;dia e liquida&ccedil;&atilde;o financeira de t&iacute;tulos privados.</p>
<p>	J&aacute; a negocia&ccedil;&atilde;o envolvendo cr&eacute;ditos representados (apenas) por contratos imobili&aacute;rios &eacute; mais singela. O registro em sistemas de cust&oacute;dia e liquida&ccedil;&atilde;o financeira de t&iacute;tulos privados &eacute; dispensado e a transfer&ecirc;ncia dos direitos de cr&eacute;dito &eacute; formalizada por mera assinatura de Termos de Cess&atilde;o ou Aditivos Contratuais, conforme, respectivamente, tratar-se de opera&ccedil;&atilde;o realizada por FIDC ou empresa de fomento mercantil.</p>
<p>	Isso significa que a documenta&ccedil;&atilde;o comprobat&oacute;ria de uma negocia&ccedil;&atilde;o envolvendo parcelas de venda de apartamento (por exemplo) seria composta, essencialmente, por uma c&oacute;pia do respectivo contrato particular celebrado entre a construtora/incorporadora e o compromiss&aacute;rio comprador.</p>
<p>	Ainda que mais singela, a formaliza&ccedil;&atilde;o da cess&atilde;o de cr&eacute;ditos representados por contratos imobili&aacute;rios deve seguir algumas orienta&ccedil;&otilde;es ou alertas b&aacute;sicos:</span></span></p>
<ol style="list-style-type:lower-roman;">
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">A identifica&ccedil;&atilde;o dos cr&eacute;ditos imobili&aacute;rios representados por contratos particulares dever&aacute; ser a mais precisa poss&iacute;vel, mediante a descri&ccedil;&atilde;o de itens essenciais, tais como a denomina&ccedil;&atilde;o do contrato, a data de assinatura e as parcelas negociadas;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Se o im&oacute;vel que deu origem ao cr&eacute;dito possuir matr&iacute;cula pr&oacute;pria, verifique se esse im&oacute;vel figura em garantia ao pagamento das parcelas;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Para evitar fraudes, &eacute; recomend&aacute;vel a notifica&ccedil;&atilde;o ao devedor do cr&eacute;dito imobili&aacute;rio, dando-lhe ci&ecirc;ncia da cess&atilde;o operada, bem como o registro do Termo de Cess&atilde;o ou do Aditivo Contratual em Cart&oacute;rio de Registro de T&iacute;tulos e Documentos;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">Considerando a possibilidade de rescis&atilde;o do contrato pelo devedor &ndash; por exemplo, mediante a desist&ecirc;ncia da compra do apartamento ou lote, cujo direito &eacute; assegurado ao comprador pelo C&oacute;digo de Defesa do Consumidor &ndash;, exija outras garantias da cedente, tais como a cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de parcelas de outros empreendimentos;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">nas opera&ccedil;&otilde;es envolvendo im&oacute;veis integrantes de loteamentos, aten&ccedil;&atilde;o ao eventual contrato de parceria celebrado entre a loteadora e o propriet&aacute;rio original do im&oacute;vel loteado, a fim de evitar a aquisi&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos de terceiros;</span></span></li>
<li style="text-align: justify;">
		<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">tenha em m&atilde;os as matr&iacute;culas imobili&aacute;rias dos im&oacute;veis envolvidos, incluindo-se as matr&iacute;culas das &aacute;reas que deram origem aos empreendimentos.</span></span></li>
</ol>
<p>	<span style="font-size:12px;"><span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;">S&atilde;o alertas b&aacute;sicos, destinados tanto a opera&ccedil;&otilde;es envolvendo a transmiss&atilde;o definitiva do cr&eacute;dito quanto &agrave;s cess&otilde;es fiduci&aacute;rias em garantia. Embora b&aacute;sicos, s&atilde;o muitas vezes desprezados &ndash; por desconhecimento, talvez &ndash; pelos analistas das opera&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>	Os alertas tamb&eacute;m s&atilde;o destinados a opera&ccedil;&otilde;es de garantia fiduci&aacute;ria envolvendo Companhias Securitizadoras de receb&iacute;veis imobili&aacute;rios, em especial aquelas vinculadas a empr&eacute;stimos banc&aacute;rios tomados por construtoras e/ou loteadoras, mediante a emiss&atilde;o de CCB (c&eacute;dula de cr&eacute;dito banc&aacute;rio). N&atilde;o raras vezes, nos deparamos com cess&otilde;es fiduci&aacute;rias sem lastro, envolvendo grandes companhias securitizadoras.</p>
<p>	marcelo@fortes.adv.br<br />
	thais@fortes.adv.br</span></span><br />
	&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2014/06/02/operacoes-de-fidc-e-factoring-envolvendo-creditos-imobiliarios/">Operações de FIDC e factoring envolvendo créditos imobiliários</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
</rss>
