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	<title>Categoria Edição 123 - Teixeira Fortes Advogados Associados</title>
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	<item>
		<title>O prazo prescricional aplicado ao pedido de devolução da corretagem imobiliária</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/05/19/o-prazo-prescricional-aplicado-ao-pedido-de-devolucao-da-corretagem-imobiliaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2014 10:56:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 123]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marina Tomaselli Ribeiro &#8211; Muito se discute no &#226;mbito jurisprudencial e doutrin&#225;rio acerca do prazo prescricional aplicado nas a&#231;&#245;es nas quais se pleiteia a restitui&#231;&#227;o de valores pagos a t&#237;tulo de comiss&#227;o de corretagem. H&#225; quem entenda que o prazo prescricional &#233; de 3 (tr&#234;s) anos, levando-se em considera&#231;&#227;o uma situa&#231;&#227;o espec&#237;fica prevista no C&#243;digo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Marina Tomaselli Ribeiro</strong> &#8211;</p>
<p>	Muito se discute no &acirc;mbito jurisprudencial e doutrin&aacute;rio acerca do prazo prescricional aplicado nas a&ccedil;&otilde;es nas quais se pleiteia a restitui&ccedil;&atilde;o de valores pagos a t&iacute;tulo de comiss&atilde;o de corretagem. H&aacute; quem entenda que o prazo prescricional &eacute; de 3 (tr&ecirc;s) anos, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o uma situa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica prevista no C&oacute;digo Civil, enquanto outros se inclinam para a aplica&ccedil;&atilde;o do prazo previsto no C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, de 5 (cinco) anos.<br />
	&nbsp;<br />
	Em termos legais, a comiss&atilde;o de corretagem &eacute; a remunera&ccedil;&atilde;o devida ao corretor quando ele cumpre o seu dever e realiza a aproxima&ccedil;&atilde;o &uacute;til entre o comprador e o vendedor, o que vem previsto no artigo 725 do C&oacute;digo Civil:<br />
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;A remunera&ccedil;&atilde;o &eacute; devida ao corretor uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de media&ccedil;&atilde;o, ou ainda que este n&atilde;o se efetive em virtude de arrependimento das partes.&rdquo;</em>
</p></blockquote>
<p>	&nbsp;<br />
	Assim, &eacute; praxe no mercado imobili&aacute;rio que o pagamento da comiss&atilde;o de corretagem seja feito pelo comprador, quando da aquisi&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis na planta, e n&atilde;o pela construtora, sendo esse, inclusive, o entendimento da jurisprud&ecirc;ncia do Egr&eacute;gio Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo:<br />
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;Repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito cumulada com revis&atilde;o contratual. Inadmissibilidade. Pactuado se apresenta claro e preciso. Aus&ecirc;ncia de abusividade ou onerosidade excessiva. Disposi&ccedil;&otilde;es contratuais est&atilde;o adaptadas ao cotidiano das negocia&ccedil;&otilde;es imobili&aacute;rias. Im&oacute;veis novos colocados &agrave; venda por construtora t&ecirc;m como praxe o pagamento de comiss&atilde;o de corretagem pelo comprador. Devido processo legal observado. Cerceamento de defesa n&atilde;o caracterizado. Prova documental suficiente para a entrega da presta&ccedil;&atilde;o jurisdicional no m&eacute;rito. Apelo desprovido.&rdquo; <a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup><strong><sup>[1]</sup></strong></sup></a></em><br />
		&nbsp;
</p></blockquote>
<p>	Nas a&ccedil;&otilde;es em que se discute a devolu&ccedil;&atilde;o da referida comiss&atilde;o, ainda que se reconhecesse a exist&ecirc;ncia de rela&ccedil;&atilde;o de consumo na hip&oacute;tese, tem-se que a pretens&atilde;o n&atilde;o se funda em fato do produto ou do servi&ccedil;o, mas na aus&ecirc;ncia de contrata&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de corretagem pelo comprador e o consequente enriquecimento sem causa da construtora (ou do corretor).<br />
	&nbsp;<br />
	Sendo assim, seria inadequado, em nosso entendimento, que incidisse nesses casos o prazo prescricional quinquenal previsto no artigo 27 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, devendo-se obedecer &agrave; regra contida no inciso IV, do &sect; 3&ordm;, do artigo 206, o qual prev&ecirc; que o prazo prescricional da pretens&atilde;o de ressarcimento de enriquecimento sem causa &eacute; de 3 (tr&ecirc;s) anos.<br />
	&nbsp;<br />
	Um exemplo &eacute; o recente caso envolvendo uma Construtora, patrocinado pelo Teixeira Fortes Advogados Associados (processo n&ordm; 4018947-23.2013.8.26.0602). Com base em tese defendida pela Construtora, o Merit&iacute;ssimo Juiz Carlos Eduardo Oliveira de Alencar, da 2&ordf; Vara do Juizado Especial C&iacute;vel da Comarca de Sorocaba, aplicou o prazo de prescri&ccedil;&atilde;o de 3 (tr&ecirc;s) anos, sob alega&ccedil;&atilde;o de que, como <em>&ldquo;o objeto da a&ccedil;&atilde;o, de utilidade econ&ocirc;mica para os autores, n&atilde;o &eacute; simplesmente a revis&atilde;o, mas tamb&eacute;m o ressarcimento&rdquo;</em>, deveria ser aplicado ao caso o prazo previsto no artigo 206, &sect; 3&ordm;, inciso IV do C&oacute;digo Civil.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a><br />
	&nbsp;<br />
	No sentido da referida senten&ccedil;a, s&atilde;o as decis&otilde;es recentes do Egr&eacute;gio Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo:<br />
	&nbsp;</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;A pretens&atilde;o &agrave; restitui&ccedil;&atilde;o da taxa de corretagem e servi&ccedil;os de assessoria t&eacute;cnico-imobili&aacute;ria &eacute; fundada na veda&ccedil;&atilde;o ao enriquecimento sem causa. Desta forma, tem incid&ecirc;ncia o prazo prescricional de tr&ecirc;s anos previsto no art. 206, &sect; 3&ordm;, inc. IV, do C&oacute;digo Civil. Ocorr&ecirc;ncia de prescri&ccedil;&atilde;o&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""><strong>[3]</strong></a>.</em></p>
<p>		<em>&ldquo;EMENTA:</em><br />
		<em>CIVIL E PROCESSUAL CIVIL COMISS&Atilde;O DE CORRETAGEM E SERVI&Ccedil;O DE ASSESSORIA T&Eacute;CNICO-IMOBILI&Aacute;RIA (SATI) PEDIDO DE REPETI&Ccedil;&Atilde;O DAS QUANTIAS PAGAS &#8211; ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA PRESCRI&Ccedil;&Atilde;O TRIENAL RECONHECIDA ART. 206, &sect;3&ordm;, IV, CC PRECEDENTES SENTEN&Ccedil;A REFORMADA.</em><br />
		<em>1. Em se tratando de restitui&ccedil;&atilde;o de valores pago a t&iacute;tulo de comiss&atilde;o de corretagem e de assessoria t&eacute;cnica documental, aplic&aacute;vel o prazo prescricional trienal, previsto no art. 206, &sect;3&ordm;, inciso IV, do C&oacute;digo Civil, para a pretens&atilde;o por enriquecimento sem causa.</em><br />
		<em>2. No caso dos autos, o termo inicial do prazo prescricional &eacute; 11.11.2007, sendo certo que esta demanda foi ajuizada em 16.12.2011, portanto, quando j&aacute; expirado o prazo trienal.</em><br />
		<em>3. Recurso provido.&rdquo;<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""><strong>[4]</strong></a></em></p>
<p>		<em>&ldquo;Cobran&ccedil;a de servi&ccedil;o de assessoria t&eacute;cnico-imobili&aacute;ria abusiva &#8211; Precedentes &#8211; Pedido de restitui&ccedil;&atilde;o de taxas de coordena&ccedil;&atilde;o e de an&aacute;lise de cr&eacute;dito prescrito &#8211; Intelig&ecirc;ncia do artigo 206, &sect; 3&ordm;, inciso IV, do C&oacute;digo Civil &#8211; Inaplicabilidade do artigo 27 do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor &agrave; esp&eacute;cie &#8211; Danos morais n&atilde;o configurados &#8211; Apela&ccedil;&atilde;o provida em parte&rdquo;.<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""><strong>[5]</strong></a></em>
</p></blockquote>
<p>Tem prevalecido, portanto, o entendimento de que, em casos nos quais se pleiteia a devolu&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o de corretagem, deve-se aplicar a prescri&ccedil;&atilde;o trienal, pelos motivos expostos anteriormente.</p>
<p>		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0332270-92.2009.8.26.0000. 4&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado do TJSP. Rel. Des. Natan Zelinschi de Arruda. Publicado em 28/04/2010.</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Senten&ccedil;a publicada no DJE em 08/05/2014.</p>
<p>		<a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n&ordm; 0021429-69.2012.8.26.0562, rel. Des. Carlos Alberto Garbi, 10&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, j. 26.03.2013</p>
<p>		<a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""><sup><sup>[4]</sup></sup></a> Apela&ccedil;&atilde;o C&iacute;vel n&ordm; 0227293-69.2011.8.26.0100. Rel. Des. Arthur Marques.&nbsp; 35&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado do Tribunal de Justi&ccedil;a de S&atilde;o Paulo. j. 27/01/2014.</p>
<p>		<a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0019926-66.2011.8.26.0006, rel. Des. Carlos Henrique Miguel Trevisan, 4&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado, j. 07.03.2013.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O excesso das multas ambientais cobradas no Estado de São Paulo</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/05/19/o-excesso-das-multas-ambientais-cobradas-no-estado-de-sao-paulo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2014 10:12:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 123]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karina de Oliveira Castilho e Marcelo Augusto de Barros &#8211; As infra&#231;&#245;es e respectivas san&#231;&#245;es administrativas ambientais est&#227;o disciplinadas na Lei Federal n&#176; 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Essa Lei foi regulamentada pelo Decreto Federal n&#176; 6.514 de 22 de julho de 2008. &#160; Os valores das multas ambientais, de acordo com o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 12px;">Karina de Oliveira Castilho e Marcelo Augusto de Barros &#8211;</span></span></strong></p>
<p>	<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 12px;">As infra&ccedil;&otilde;es e respectivas san&ccedil;&otilde;es administrativas ambientais est&atilde;o disciplinadas na Lei Federal n&deg; 9.605 de 12 de fevereiro de 1998. Essa Lei foi regulamentada pelo Decreto Federal n&deg; 6.514 de 22 de julho de 2008.<br />
	&nbsp;<br />
	Os valores das multas ambientais, de acordo com o disposto no art. 75 da referida Lei, ser&atilde;o fixados de acordo com o respectivo regulamento. Basta a leitura do Decreto 6.514 para encontrar esses valores.<br />
	&nbsp;<br />
	No Estado de S&atilde;o Paulo, no entanto, vigora (ou vigorava) a Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 32/2010 da Secretaria do Meio Ambiente, que trata dos procedimentos de fiscaliza&ccedil;&atilde;o das infra&ccedil;&otilde;es e respectivas san&ccedil;&otilde;es administrativas ambientais, <strong>em atendimento ao Decreto Federal n&ordm; 6.514/2008</strong>. O objetivo dessa resolu&ccedil;&atilde;o, como &eacute; peculiar a esse tipo de norma infralegal, seria apenas de refor&ccedil;ar a orienta&ccedil;&atilde;o aos agentes ambientais a respeito da aplica&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o federal ambiental.<br />
	&nbsp;<br />
	Mas &eacute; preciso ficar atento com os valores de multas estabelecidos na referida resolu&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a grande maioria supera, <strong>em muito</strong>, os valores previstos no Decreto Federal n&ordm; 6.514/2008.<br />
	&nbsp;<br />
	Veja o exemplo da tabela abaixo. A multa prevista na resolu&ccedil;&atilde;o estadual chega a ter valor at&eacute; 3 (tr&ecirc;s) vezes superior ao determinado na legisla&ccedil;&atilde;o federal:</span></span><br />
	&nbsp;</p>
<p>	<img fetchpriority="high" decoding="async" alt="" height="228" src="/midias/imagens/ampliada/19052014_100940.png" width="575" /></p>
<p>
	<span style="font-family:arial,helvetica,sans-serif;"><span style="font-size: 12px;">Entendemos que tal situa&ccedil;&atilde;o &eacute; irregular e dever&aacute; ser questionada sempre que constatada, pois a Resolu&ccedil;&atilde;o SMA n&ordm; 32/2010 &ndash; por n&atilde;o se tratar de uma lei no sentido estrito &ndash;, deveria se limitar a reproduzir o disposto na legisla&ccedil;&atilde;o federal em raz&atilde;o da hierarquia existente entres as normas e, jamais, ultrapassar os limites nela estabelecidos.<br />
	&nbsp;<br />
	E essa conclus&atilde;o &eacute; ainda mais refor&ccedil;ada com a entrada em vigor do novel Decreto Estadual (SP) n&deg; 60.342, de 4 de abril de 2014, cujo estatuto legal, em nosso entendimento, tornou ineficaz a Resolu&ccedil;&atilde;o SMA n&deg; 32/2010, na medida em que passou a tratar da mat&eacute;ria relacionada a infra&ccedil;&otilde;es e procedimentos administrativos ambientais no Estado de S&atilde;o Paulo.</span></span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nova oportunidade para pagar débitos fiscais com desconto</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/05/19/nova-oportunidade-para-pagar-debitos-fiscais-com-desconto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2014 00:31:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 123]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo do Estado de S&#227;o Paulo est&#225; oferecendo descontos de at&#233; 75% nos juros e multas aos contribuintes que pagarem ou parcelarem seus d&#233;bitos de ICMS. O prazo para ades&#227;o ao novo programa especial de parcelamento se encerra no dia 30 de junho de 2014. J&#225; no &#226;mbito federal, dizem que em breve o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	O Governo do Estado de S&atilde;o Paulo est&aacute; oferecendo descontos de at&eacute; 75% nos juros e multas aos contribuintes que pagarem ou parcelarem seus d&eacute;bitos de ICMS. O prazo para ades&atilde;o ao novo programa especial de parcelamento se encerra no dia 30 de junho de 2014.</p>
<p>	J&aacute; no &acirc;mbito federal, dizem que em breve o Governo pode reabrir o Refis da Crise e estender o parcelamento aos d&eacute;bitos vencidos at&eacute; o ano passado, mas por enquanto s&atilde;o apenas rumores. O que h&aacute; de concreto a esse respeito &eacute; que o Congresso tentou reabrir o Refis e beneficiar todos os contribuintes, por meio da Medida Provis&oacute;ria 627, mas a Presidente vetou a proposta, por entender que, al&eacute;m de implicar grande ren&uacute;ncia de receitas da Uni&atilde;o, viola a Lei de Responsabilidade Fiscal, j&aacute; que n&atilde;o foram apresentas as estimativas de impacto e as devidas compensa&ccedil;&otilde;es financeiras.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância do registro da escritura de aquisição de imóvel</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/05/18/a-importancia-do-registro-da-escritura-de-aquisicao-de-imovel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Orlando Quintino Martins Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2014 19:47:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 123]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Imobiliária e Urbanística]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Orlando Quintino Martins Neto &#8211; S&#227;o comuns em transa&#231;&#245;es imobili&#225;rias situa&#231;&#245;es em que o comprador questiona o vendedor se ele possui ou n&#227;o a escritura de aquisi&#231;&#227;o do im&#243;vel, como se fosse essa a prova cabal da propriedade. O que muita gente n&#227;o sabe &#233; que a escritura p&#250;blica, enquanto n&#227;o registrada, n&#227;o comprova a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Orlando Quintino Martins Neto &#8211;</strong></p>
<p>
	S&atilde;o comuns em transa&ccedil;&otilde;es imobili&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es em que o comprador questiona o vendedor se ele possui ou n&atilde;o a <u><strong>escritura </strong></u>de aquisi&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel, como se fosse essa a prova cabal da propriedade. O que muita gente n&atilde;o sabe &eacute; que a escritura p&uacute;blica, enquanto n&atilde;o registrada, n&atilde;o comprova a efetiva transfer&ecirc;ncia da propriedade. Ao menos, n&atilde;o perante terceiros.</p>
<p>	Se a escritura p&uacute;blica n&atilde;o estiver registrada no Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis competente, a transfer&ecirc;ncia da propriedade n&atilde;o ocorreu efetivamente. &Eacute; o que diz a express&atilde;o popular &ldquo;quem n&atilde;o registra n&atilde;o &eacute; dono&rdquo;.</p>
<p>	Ou seja, se uma pessoa tem uma escritura de um im&oacute;vel, n&atilde;o levada a registro, guardada no cofre de casa, essa pessoa n&atilde;o tem ainda a efetiva propriedade do im&oacute;vel. Se o vendedor de m&aacute;-f&eacute;, por exemplo, novamente alienar o im&oacute;vel, e o novo adquirente, de boa-f&eacute;, registrar a escritura, ser&aacute; este &uacute;ltimo, em tese, o novo propriet&aacute;rio do im&oacute;vel.</p>
<p>	O artigo 1.227 do C&oacute;digo Civil disp&otilde;e que <em>&ldquo;os direitos reais sobre im&oacute;veis constitu&iacute;dos, ou transmitidos por ato entre vivos, <strong>s&oacute; se adquirem com o registro no Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis </strong>dos referidos t&iacute;tulos.&rdquo;</em>.</p>
<p>	O artigo 1.245, do mesmo diploma legal, disp&otilde;e o seguinte:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do t&iacute;tulo translativo no Registro de Im&oacute;veis.<br />
		&sect; 1&ordm; Enquanto n&atilde;o se registrar o t&iacute;tulo translativo, o alienante continua a ser havido como o dono do o im&oacute;vel&rdquo;.</em>
</p></blockquote>
<p>	Embora a venda de um mesmo im&oacute;vel a duas pessoas distintas possa, em tese, caracterizar um ato il&iacute;cito, pass&iacute;vel de indeniza&ccedil;&atilde;o, a ser discutido em a&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, ou at&eacute; mesmo um il&iacute;cito de ordem penal, fato &eacute; que nosso ordenamento jur&iacute;dico resguarda o adquirente do im&oacute;vel que primeiro fizer o registro. E esse tamb&eacute;m vem sendo o entendimento dos nossos Tribunais.</p>
<p>	O Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, em julgamento do Recurso Especial n&ordm; 104200-SP, assim se manifestou:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;A s&oacute; e s&oacute; circunst&acirc;ncia de ter havido boa-f&eacute; do comprador n&atilde;o induz a que se anule o registro de uma outra escritura de compra e venda em que o mesmo im&oacute;vel foi vendido a uma terceira pessoa que o adquiriu tamb&eacute;m de boa-f&eacute;. Se duas distintas pessoas, por escrituras diversas, comprarem o mesmo im&oacute;vel, a que primeiro levar a sua escritura a registro &eacute; que adquirir&aacute; o seu dom&iacute;nio. &Eacute; o pr&ecirc;mio que a lei confere a quem foi mais diligente. Recursos conhecidos e providos.&rdquo;</em>
</p></blockquote>
<p>	O Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de S&atilde;o Paulo, da mesma maneira, em julgamento do Recurso de Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0127460-49.2009.8.26.0003, assim se manifestou em recente decis&atilde;o proferida pela 4&ordf; C&acirc;mara de Direito Privado:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;&#8230;Im&oacute;vel com outorga de escritura de venda a duas pessoas distintas, registrado o contrato pelo segundo outorgado. Hip&oacute;tese em que n&atilde;o &eacute; atribu&iacute;da conduta de m&aacute;-f&eacute; ao comprador. Propriedade assegurada &agrave;quele que obteve em primeiro lugar acesso ao registro imobili&aacute;rio. Caso espec&iacute;fico que demanda a&ccedil;&atilde;o entre os Autores e os demais corr&eacute;us vendedores do im&oacute;vel, diante do que ficou enunciado no curso da instru&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o deduzido na inicial desta. M&aacute;-f&eacute; que n&atilde;o se presume. Senten&ccedil;a de improced&ecirc;ncia mantida. Preliminar rejeitada e recurso n&atilde;o provido.&rdquo;</em>
</p></blockquote>
<p>	Como se viu, a simples &ldquo;escritura&rdquo; n&atilde;o garante ao adquirente a propriedade do im&oacute;vel. H&aacute; necessidade de lev&aacute;-la a registro, a fim de que a propriedade (dom&iacute;nio) do bem seja efetivamente transferida.</p>
<p>	Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil encontrar em transa&ccedil;&otilde;es imobili&aacute;rias d&uacute;vidas se, naquela opera&ccedil;&atilde;o, h&aacute; necessidade ou n&atilde;o de escritura p&uacute;blica. A resposta &eacute; simples: afora as exce&ccedil;&otilde;es previstas em lei (por exemplo, aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria em garantia, e im&oacute;veis adquiridos por meio do Sistema Financeiro da Habita&ccedil;&atilde;o &ndash; SFH), se a opera&ccedil;&atilde;o envolver valor superior a 30 vezes o maior sal&aacute;rio m&iacute;nimo vigente no Pa&iacute;s, haver&aacute; necessidade de se lavrar uma escritura p&uacute;blica. Caso contr&aacute;rio, se o valor for inferior a 30 sal&aacute;rios, a transfer&ecirc;ncia da propriedade poder&aacute; ocorrer mediante registro de instrumento particular.</p>
<p>	&Eacute; o que diz o artigo 108 do C&oacute;digo Civil:</p>
<blockquote>
<p>		<em>&ldquo;Art. 108. N&atilde;o dispondo a lei em contr&aacute;rio, a escritura p&uacute;blica &eacute; essencial &agrave; validade dos neg&oacute;cios jur&iacute;dicos que visem &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o, transfer&ecirc;ncia, modifica&ccedil;&atilde;o ou ren&uacute;ncia de direitos reais sobre im&oacute;veis de valor superior a trinta vezes o maior sal&aacute;rio m&iacute;nimo vigente no Pa&iacute;s.&rdquo;</em>
</p></blockquote>
<p>	Em quaisquer das hip&oacute;teses (escritura p&uacute;blica x instrumento particular), como se viu acima, &eacute; muito importante que seja realizado o <u>registro</u> do instrumento. Sem isso, n&atilde;o h&aacute; transfer&ecirc;ncia da propriedade.</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2014/05/18/a-importancia-do-registro-da-escritura-de-aquisicao-de-imovel/">A importância do registro da escritura de aquisição de imóvel</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados Associados</a>.</p>
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		<item>
		<title>A venda de participações societárias e as polêmicas sobre a isenção do imposto no ganho de capital</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2014/05/15/a-venda-de-participacoes-societarias-e-as-polemicas-sobre-a-isencao-do-imposto-no-ganho-de-capital/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2014 17:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 123]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafaela Borrajo Costa Blanco Cal&#231;ada &#8211;&#160;&#160; Nos &#250;ltimos anos, muitos contribuintes detentores de participa&#231;&#245;es societ&#225;rias adquiridas nas d&#233;cadas de 1970 e 1980 t&#234;m buscado no Poder Judici&#225;rio o reconhecimento do direito &#224; isen&#231;&#227;o do Imposto de Renda (IR) incidente sobre o ganho de capital na aliena&#231;&#227;o das referidas participa&#231;&#245;es, benef&#237;cio este que era previsto no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	<strong>Rafaela Borrajo Costa Blanco Cal&ccedil;ada</strong> &#8211;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>	Nos &uacute;ltimos anos, muitos contribuintes detentores de participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias adquiridas nas d&eacute;cadas de 1970 e 1980 t&ecirc;m buscado no Poder Judici&aacute;rio o reconhecimento do direito &agrave; isen&ccedil;&atilde;o do Imposto de Renda (IR) incidente sobre o ganho de capital na aliena&ccedil;&atilde;o das referidas participa&ccedil;&otilde;es, benef&iacute;cio este que era previsto no artigo 4&ordm; do Decreto-lei n. 1510, de 27 de dezembro de1976<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, e que foi revogado pela Lei Federal n. 7713, em 22 de dezembro de 1988.</p>
<p>	O que se discute &eacute; se a isen&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria continua valendo para as pessoas que alienaram ou pretendem alienar suas participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias ap&oacute;s a revoga&ccedil;&atilde;o do artigo 4&ordm; do Decreto-lei n. 1510/76.</p>
<p>	Segundo o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, o direito &agrave; isen&ccedil;&atilde;o continua valendo para a pessoa f&iacute;sica que (i) tiver adquirido a participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria na vig&ecirc;ncia do Decreto-lei (a partir de janeiro de 1977) e (ii) mantido a titularidade da participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria pelo per&iacute;odo de 5 (cinco) anos, enquanto vigente o Decreto-lei (at&eacute; dezembro de 1988). Ou seja, a aquisi&ccedil;&atilde;o tem que ter ocorrido entre 1977 e 1983 (5 anos antes da revoga&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei) para que a participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria seja beneficiada pela isen&ccedil;&atilde;o.&nbsp;Confira-se as ementas das decis&otilde;es proferidas pelo STJ que garantem o benef&iacute;cio:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		&ldquo;TRIBUT&Aacute;RIO. IMPOSTO DE RENDA. ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE A&Ccedil;&Otilde;ES SOCIET&Aacute;RIAS. ISEN&Ccedil;&Atilde;O CONDICIONADA OU ONEROSA. DECRETO-LEI N. 1.510/76. REVOGA&Ccedil;&Atilde;O PELA LEI N. 7.713/88. DIREITO ADQUIRIDO &Agrave; ISEN&Ccedil;&Atilde;O. IMPOSSIBILIDADE DE REVOGA&Ccedil;&Atilde;O. S&Uacute;MULA N. 544/STF.</p>
<p>		1. Insere-se no conceito de isen&ccedil;&atilde;o condicionada ou onerosa a isen&ccedil;&atilde;o do imposto de renda sobre lucro auferido por pessoa f&iacute;sica em virtude de venda de a&ccedil;&otilde;es (art. 4&ordm;, &quot;d&quot; do Decreto-Lei n. 1.510/76), pois concedida mediante o cumprimento de determinado requisito (condi&ccedil;&atilde;o), qual seja, o de a aliena&ccedil;&atilde;o ocorrer somente ap&oacute;s decorridos cinco anos da subscri&ccedil;&atilde;o ou da aquisi&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria.</p>
<p>		2. Cumpridos os requisitos para o gozo da isen&ccedil;&atilde;o condicionada, tem o contribuinte direito adquirido ao benef&iacute;cio fiscal.</p>
<p>		3. &quot;Isen&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias concedidas, sob condi&ccedil;&atilde;o onerosa, n&atilde;o podem ser livremente suprimidas&quot; (S&uacute;mula n. 544/STF).</p>
<p>		4. Recurso especial n&atilde;o-provido.&rdquo;<a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></p>
<p>		&ldquo;TRIBUT&Aacute;RIO &#8211; ISEN&Ccedil;&Atilde;O DE IMPOSTO DE RENDA SOBRE ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE A&Ccedil;&Otilde;ES SOCIET&Aacute;RIAS &#8211; DECRETO-LEI 1.510/76 &#8211; REVOGA&Ccedil;&Atilde;O PELA LEI 7.713/88 &#8211; DIREITO ADQUIRIDO.</p>
<p>		1. Direito adquirido &agrave; isen&ccedil;&atilde;o de imposto de renda sobre lucro auferido na aliena&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, benef&iacute;cio outorgado no Decreto-Lei n. 1.510/76, revogado pela Lei 7.713/88.</p>
<p>		2. Entre a aquisi&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es, ocorrida em dezembro de 1983, e a vig&ecirc;ncia da Lei 7.713/88, em janeiro de 1989, quando foi revogado o benef&iacute;cio, transcorreram os cinco anos estabelecidos como condi&ccedil;&atilde;o para a obten&ccedil;&atilde;o da isen&ccedil;&atilde;o do imposto de renda.</p>
<p>		3. A venda das a&ccedil;&otilde;es ocorreu posteriormente &agrave; vig&ecirc;ncia da Lei n 7.713/88, o que n&atilde;o prejudica o direito &agrave; isen&ccedil;&atilde;o, adquirido sob a &eacute;gide do diploma legal antecedente.</p>
<p>		4. Recurso especial provido.&rdquo;<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a></p>
<p>		&ldquo;AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUT&Aacute;RIO. IMPOSTO DE RENDA. ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O SOCIET&Aacute;RIA. DECRETO-LEI N. 1.510/1976.&nbsp;&#8211; A Primeira Se&ccedil;&atilde;o do STJ fixou o entendimento de que &eacute; isento do Imposto de Renda o ganho de capital decorrente da aliena&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias ap&oacute;s 5 (cinco) anos da respectiva aquisi&ccedil;&atilde;o, ainda que transacionadas ap&oacute;s a vig&ecirc;ncia da Lei n. 7.713/1988, conforme previs&atilde;o do Decreto-Lei n. 1.510/1976.&nbsp;Agravo regimental improvido.&rdquo;<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a></p>
</blockquote>
<p>
	Dessa forma, uma vez preenchidos os requisitos, a pessoa f&iacute;sica que possuir participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria adquirida no per&iacute;odo de 1977 a 1983 permanece com o direito &agrave; isen&ccedil;&atilde;o do imposto de renda sobre o ganho de capital.</p>
<p>	&Eacute; importante esclarecer que muito embora o entendimento do Poder Judici&aacute;rio seja favor&aacute;vel aos contribuintes, titulares das participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, h&aacute; diverg&ecirc;ncia quanto ao tema no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), &oacute;rg&atilde;o que julga os processos administrativos tribut&aacute;rios, conforme decis&otilde;es abaixo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		&ldquo;IRPF &#8211; PARTICIPA&Ccedil;&Otilde;ES SOCIET&Aacute;RIAS &#8211; AQUISI&Ccedil;&Atilde;O SOBRE OS EFEITOS DA HIP&Oacute;TESE DE N&Atilde;O INCID&Ecirc;NCIA PREVISTOS NO ART. 4&deg;, AL&Iacute;NEA &quot;d&quot; DO DECRETO-LEI 1510/76 &#8211; DIREITO ADQUIRIDO A ALIENA&Ccedil;&Atilde;O SEM TRIBUTA&Ccedil;&Atilde;O MESMO NA VIG&Ecirc;NCIA DE LEGISLA&Ccedil;&Atilde;O POSTERIOR ESTABELECENDO A HIP&Oacute;TESE DE INCID&Ecirc;NCIA (LEI 7713/88) Se a pessoa f&iacute;sica titular da participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria, sob a &eacute;gide do art. 4&deg;, &quot;d&quot;, do Decreto-Lei 1.510/76, subsequentemente ao per&iacute;odo de 5 (cinco) anos da aquisi&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o, alienou-a, ainda que legisla&ccedil;&atilde;o posterior ao decurso do prazo de 5 (cinco) anos tenha transformado a hip&oacute;tese de n&atilde;o incid&ecirc;ncia em hip&oacute;tese de incid&ecirc;ncia, n&atilde;o torna aquela aliena&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;vel, prevalecendo, sob o manto constitucional do direito adquirido o regime tribut&aacute;rio completado na vig&ecirc;ncia da legisla&ccedil;&atilde;o anterior que afastava qualquer hip&oacute;tese de tributa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<a href="#_ftn5" name="_ftnref5">[5]</a></p>
<p>		&ldquo;GANHO DE CAPITAL. ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE PARTICIPA&Ccedil;&Atilde;O SOCIET&Aacute;RIA. INCID&Ecirc;NCIA DO IMPOSTO. INEXIST&Ecirc;NCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. A isen&ccedil;&atilde;o prevista no art. 4&ordm;, do Decreto-Lei n&ordm; 1.510, de 1976, foi expressamente revogada pelo art. 58, da Lei n&ordm; 7.713, de 1988 e n&atilde;o se aplica a fato gerador (aliena&ccedil;&atilde;o) ocorrido a partir de 1&ordm; de janeiro de 1989 (vig&ecirc;ncia da Lei n&ordm; 7.713, de 1988), pois inexiste direito adquirido a regime jur&iacute;dico. MULTA DE QUALIFICADA. FRAUDE. SONEGA&Ccedil;&Atilde;O FUTURA. OUTROS TRIBUTOS. Incab&iacute;vel a multa qualificada sem a comprova&ccedil;&atilde;o de fraude ou apenas pela poss&iacute;vel sonega&ccedil;&atilde;o futura de terceiros, estranhos a autua&ccedil;&atilde;o, ainda que filhos do autuado, ou mesmo em rela&ccedil;&atilde;o a poss&iacute;vel sonega&ccedil;&atilde;o a outros tributos, fora da compet&ecirc;ncia tribut&aacute;ria ativa da Uni&atilde;o.&rdquo;<a href="#_ftnref6" name="_ftnref6">[6]</a></p>
</blockquote>
<p>
	Assim, embora o Poder Judici&aacute;rio reconhe&ccedil;a o direito, os contribuintes que desejarem usufruir do benef&iacute;cio podem ter que se sujeitar a autua&ccedil;&otilde;es fiscais e processos judiciais.</p>
<p>	Mas a discuss&atilde;o ao direito adquirido &agrave; isen&ccedil;&atilde;o na aliena&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias vai mais al&eacute;m. H&aacute; quem argumente que as pessoas f&iacute;sicas que ap&oacute;s a revoga&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei n. 1510/76 receberam, por doa&ccedil;&atilde;o ou por heran&ccedil;a, participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias adquiridas por seus ascendentes no per&iacute;odo beneficiado pela isen&ccedil;&atilde;o, permanecem com o direito &agrave; isen&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria em eventual aliena&ccedil;&atilde;o dos investimentos a terceiros.</p>
<p>	Sucede que esse entendimento n&atilde;o vem sendo acolhido nos Tribunais. De acordo com os precedentes, a isen&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; transmitida aos descendentes, atuais titulares das participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, pois se trata de um direito personal&iacute;ssimo conferido apenas &agrave; aquele que cumpriu os requisitos para a frui&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio. Logo, se os descendentes n&atilde;o receberam as participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias entre 1977 e 1983, a jurisprud&ecirc;ncia entende que eles n&atilde;o podem fruir do benef&iacute;cio tribut&aacute;rio. Veja-se:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
		&ldquo;APELA&Ccedil;&Atilde;O EM MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A &#8211; TRIBUT&Aacute;RIO &#8211; ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE A&Ccedil;&Otilde;ES &#8211; IMPOSTO DE RENDA PESSOA F&Iacute;SICA -DECRETO-LEI 1.51076 &#8211; ISEN&Ccedil;&Atilde;O &#8211; EXTENS&Atilde;O A TERCEIRO QUE N&Atilde;O IMPLEMENTOU AS EXIG&Ecirc;NCIAS LEGAIS &#8211; IMPOSSIBILIDADE &#8211; INEXIST&Ecirc;NCIA DE DIREITO ADQUIRIDO.</p>
<p>		1- H&aacute; jurisprud&ecirc;ncia do E. Superior Tribunal de Justi&ccedil;a no sentido de ser isento do imposto de renda o ganho de capital decorrente da aliena&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias ap&oacute;s cinco anos da respectiva aquisi&ccedil;&atilde;o, ainda que transacionadas ap&oacute;s a vig&ecirc;ncia da Lei 7.713/88, nos termos do DL 1.510/76. Precedente: REsp 1148820/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/08/2010, DJe 26/08/2010.</p>
<p>		2- Entretanto, o presente caso encerra uma peculiaridade, concernente ao fato de que o benefici&aacute;rio da isen&ccedil;&atilde;o n&atilde;o a usufruiu (uma vez que n&atilde;o alienou em vida sua participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria).</p>
<p>		3- A isen&ccedil;&atilde;o a que alude o Decreto-lei 1.510/76 &eacute; conferida ao contribuinte que cumpre determinado requisito (condi&ccedil;&atilde;o), qual seja, o de a aliena&ccedil;&atilde;o ocorrer somente ap&oacute;s decorridos cinco anos da subscri&ccedil;&atilde;o ou da aquisi&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria. Assim, o contribuinte que implementa a referida condi&ccedil;&atilde;o pode se beneficiar da correlata isen&ccedil;&atilde;o. Trata-se de um direito que se incorpora ao patrim&ocirc;nio jur&iacute;dico (direito adquirido) daquele que cumpriu as exig&ecirc;ncias legais vigentes &agrave; &eacute;poca, de modo a poder ser por ele usufru&iacute;do.</p>
<p>		4- N&atilde;o h&aacute; que se falar em afronta ao direito adquirido da apelante, posto n&atilde;o ser de sua titularidade tal direito, mas sim de seu ascendente. A isen&ccedil;&atilde;o foi prevista em aten&ccedil;&atilde;o a uma situa&ccedil;&atilde;o personal&iacute;ssima e, portanto, insuscet&iacute;vel de transfer&ecirc;ncia. Uma vez que a apelante n&atilde;o implementou as exig&ecirc;ncias legais para o gozo do benef&iacute;cio tribut&aacute;rio, n&atilde;o h&aacute; direito ao seu gozo.</p>
<p>		5- Apela&ccedil;&atilde;o a que se nega provimento.&rdquo;<a href="#_ftn7" name="_ftnref7">[7]</a></p>
<p>		&ldquo;APELA&Ccedil;&Atilde;O EM A&Ccedil;&Atilde;O ORDIN&Aacute;RIA &#8211; TRIBUT&Aacute;RIO &#8211; ALIENA&Ccedil;&Atilde;O DE A&Ccedil;&Otilde;ES &#8211; IMPOSTO DE RENDA PESSOA F&Iacute;SICA -DECRETO-LEI N.&ordm; 1.510/76 &#8211; ISEN&Ccedil;&Atilde;O &#8211; EXTENS&Atilde;O A TERCEIRO QUE N&Atilde;O IMPLEMENTOU AS EXIG&Ecirc;NCIAS LEGAIS &#8211; IMPOSSIBILIDADE &#8211; DIREITO ADQUIRIDO. PERSONAL&Iacute;SSIMO.</p>
<p>		1. O deslinde do caso passa pela an&aacute;lise de dois pontos essenciais: a exist&ecirc;ncia de direito adquirido do contribuinte &agrave; isen&ccedil;&atilde;o de IRPF, mesmo ap&oacute;s a sua revoga&ccedil;&atilde;o pela Lei n.&ordm; 7.713/88 e a possibilidade de terceiro, que n&atilde;o adimpliu pessoalmente o &ocirc;nus previsto na regra isentiva, poder se beneficiar pela mencionada isen&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>		2. Acerca da primeira quest&atilde;o, h&aacute; jurisprud&ecirc;ncia do E. STJ no sentido de ser isento do IR o ganho de capital decorrente da aliena&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, ap&oacute;s cinco anos da respectiva aquisi&ccedil;&atilde;o, ainda que transacionadas ap&oacute;s a vig&ecirc;ncia da Lei n.&ordm; 7.713/88, nos termos do Decreto-lei n.&ordm; 1.510/76.</p>
<p>		3. In casu, um dos benefici&aacute;rios da isen&ccedil;&atilde;o, qual seja, a falecida Sra. Cl&eacute;lia Cordeiro Gadelha, n&atilde;o a usufruiu, uma vez que n&atilde;o alienou em vida sua participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria, j&aacute; que seu falecimento deu-se no ano de 1996 e a aliena&ccedil;&atilde;o, apenas em 2007. Nesse momento &eacute; que se coloca o segundo ponto mencionado acima, o de saber se terceiro pode se beneficiar da isen&ccedil;&atilde;o, mesmo que n&atilde;o tenha cumprido pessoalmente as exig&ecirc;ncias legais para o seu deferimento. A resposta deve ser negativa pois, embora se reconhe&ccedil;a que as condi&ccedil;&otilde;es j&aacute; estavam implementadas em favor da de cujus, porquanto as a&ccedil;&otilde;es foram adquiridas at&eacute; o ano de 1986 e nunca foram vendidas pela mesma, com a sucess&atilde;o n&atilde;o se transfere o aludido benef&iacute;cio aos autores.</p>
<p>		4. A isen&ccedil;&atilde;o tem cunho tribut&aacute;rio e refere-se &agrave; pessoa f&iacute;sica do contribuinte, devendo ser interpretada restritivamente, somente podendo valer-se do benef&iacute;cio o seu titular, aquele que adquiriu as a&ccedil;&otilde;es e as manteve no patrim&ocirc;nio por cinco anos, conforme se infere da reda&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei n&ordm; 1.510/76</p>
<p>		5. A constitui&ccedil;&atilde;o da sociedade por quotas de responsabilidade limitada D.Q.G. ocorreu em 04/01/1982, transcorrido o prazo legal de 5 anos antes da revoga&ccedil;&atilde;o do aludido Decreto-lei pela Lei n.&ordm; 7.713/88. Assim, o contribuinte que implementa a referida condi&ccedil;&atilde;o pode se beneficiar da isen&ccedil;&atilde;o. Trata-se de um direito que se incorpora ao patrim&ocirc;nio jur&iacute;dico (direito adquirido) daquele que cumpriu as exig&ecirc;ncias legais vigentes &agrave; &eacute;poca, de modo a poder ser por ele usufru&iacute;do.</p>
<p>		6. N&atilde;o h&aacute; que se falar em afronta ao direito adquirido das demais apelantes, uma vez n&atilde;o ser de sua inteira titularidade tal direito, mas sim compartilhado com o esp&oacute;lio da Sra. Cl&eacute;lia Cordeiro Gadelha, sendo a isen&ccedil;&atilde;o uma situa&ccedil;&atilde;o personal&iacute;ssima e, portanto, insuscet&iacute;vel de transfer&ecirc;ncia. Uma vez que parte das apelantes n&atilde;o implementou as exig&ecirc;ncias legais para a frui&ccedil;&atilde;o do benef&iacute;cio tribut&aacute;rio, n&atilde;o h&aacute; direito ao seu gozo integral.</p>
<p>		7. Apela&ccedil;&atilde;o parcialmente provida.&rdquo;<a href="#_ftn8" name="_ftnref8">[8]</a></p>
</blockquote>
<p>
	Outro aspecto relevante sobre o tema e que merece destaque pelo fato de ser muito comum &eacute; quando a pessoa f&iacute;sica possui, al&eacute;m das participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias adquiridas no final da d&eacute;cada de 70, participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias adquiridas ap&oacute;s a revoga&ccedil;&atilde;o do Decreto-lei n. 1510/1976, sendo todas de uma mesma empresa.</p>
<p>	Nesse caso, como identificar os investimentos para que se possa alienar somente a parte sujeita &agrave; isen&ccedil;&atilde;o? E se identificada a parte isenta, existe uma regra que estabele&ccedil;a a ordem de prefer&ecirc;ncia na aliena&ccedil;&atilde;o parcial da participa&ccedil;&atilde;o societ&aacute;ria, se primeiro deve ser vendida a parte sujeita &agrave; isen&ccedil;&atilde;o ou a parte n&atilde;o sujeita &agrave; isen&ccedil;&atilde;o?</p>
<p>	Na pr&aacute;tica, a identifica&ccedil;&atilde;o das participa&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o sujeitas &agrave; isen&ccedil;&atilde;o concedida pelo Decreto-lei 1510/1976 &eacute; feita por meio de documentos societ&aacute;rios que demonstrem o hist&oacute;rico de aquisi&ccedil;&atilde;o do investimento pelo titular, acompanhados das declara&ccedil;&otilde;es de IR do titular.</p>
<p>	Sobre a ordem de prefer&ecirc;ncia na aliena&ccedil;&atilde;o das participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, n&atilde;o existe uma regra expressa vigente tratando do assunto, mas na &eacute;poca em que o Decreto-lei 1.510/76 estava em vig&ecirc;ncia, havia uma regra nesse sentido. Segundo o artigo 5&ordm; do Decreto-lei 1.510/76, &ldquo;presume-se que as aliena&ccedil;&otilde;es se referem &agrave;s participa&ccedil;&otilde;es subscritas ou adquiridas mais recentemente&rdquo;. Dessa forma, aplicando-se essa regra, deve-se considerar que primeiro devem ser alienadas as participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias adquiridas mais recentemente.</p>
<p>	Portanto, ultrapassada a dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o dos investimentos sujeitos &agrave; isen&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel concluir que, na aus&ecirc;ncia de regra vigente sobre a ordem de prefer&ecirc;ncia na aliena&ccedil;&atilde;o das participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias, a regra do artigo 5&ordm; do Decreto-lei, ainda que revogada, pode ser aplic&aacute;vel, como j&aacute; reconheceu o CARF no ac&oacute;rd&atilde;o 2802-002.287, de 17/05/2013.</p>
<p>		&nbsp;</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<p>		<a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Art 1&ordm; O lucro auferido por pessoas f&iacute;sicas na aliena&ccedil;&atilde;o de quaisquer participa&ccedil;&otilde;es societ&aacute;rias est&aacute; sujeito &agrave; incid&ecirc;ncia do imposto de renda, na c&eacute;dula &quot;H&quot; da declara&ccedil;&atilde;o de rendimentos.<br />
		Art 4&ordm; N&atilde;o incidir&aacute; o imposto de que trata o artigo 1&ordm;: d) nas aliena&ccedil;&otilde;es efetivadas ap&oacute;s decorrido o per&iacute;odo de cinco anos da data da subscri&ccedil;&atilde;o ou aquisi&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o.&rdquo;</p>
<p>		<a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> REsp 656222/RS, Rel. Ministro JO&Atilde;O OT&Aacute;VIO DE NORONHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 25/10/2005, DJ 21/11/2005, p. 185.</p>
<p>		<a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> REsp 1126773/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 27/09/2010.</p>
<p>		<a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a>AgRg no Ag 1425917/AL, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 01/12/2011, DJe 07/12/2011.</p>
<p>		<a href="#_ftnref5" name="_ftn5">[5]</a> Ac&oacute;rd&atilde;o 2202&not;002.269, DJ 16/04/2013.</p>
<p>		<a href="#_ftnref6" name="_ftn6">[6]</a> Ac&oacute;rd&atilde;o 2201002116, DJ 09/09/2013.</p>
<p>		<a href="#_ftnref7" name="_ftn7">[7]</a>TRF 3&ordf; Regi&atilde;o, SEXTA TURMA, AMS 0005047-95.2007.4.03.6108, Rel. JUIZ CONVOCADO RICARDO CHINA, julgado em 24/03/2011, e-DJF3 Judicial 1 DATA:31/03/2011 P&Aacute;GINA: 1111</p>
<p>		<a href="#_ftnref8" name="_ftn8">[8]</a>TRF 3&ordf; Regi&atilde;o, SEXTA TURMA, AC 0027019-48.2007.4.03.6100, Rel. DESEMBARGADORA FEDERAL CONSUELO YOSHIDA, julgado em 04/08/2011, e-DJF3 Judicial 1 DATA:12/08/2011 P&Aacute;GINA: 901.</p>
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