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	<title>Categoria Edição 109 - Teixeira Fortes Advogados</title>
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	<description>Escritório de Advocacia Premium</description>
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	<item>
		<title>Obrigação de informar ao consumidor os tributos incidentes na venda de mercadorias e serviços</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2013/07/25/obrigacao-de-informar-ao-consumidor-os-tributos-incidentes-na-venda-de-mercadorias-e-servicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Teixeira Fortes Advogados Associados]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jul 2013 17:05:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 109]]></category>
		<category><![CDATA[Consumidor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para que as empresas possam se adequar às exigências da Lei Federal 12.741/12, que as obriga a informar o valor aproximado dos tributos incidentes na venda de mercadorias e prestação de serviços, o Governo editou norma prevendo que o descumprimento dessa determinação só será penalizado a partir de junho de 2014.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para que as empresas possam se adequar às exigências da Lei Federal 12.741/12, que as obriga a informar o valor aproximado dos tributos incidentes na venda de mercadorias e prestação de serviços, o Governo editou norma prevendo que o descumprimento dessa determinação só será penalizado a partir de junho de 2014.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Afinal, pode o Poder Público exigir certidão negativa para o exercício da atividade empresarial?</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2013/06/28/afinal-pode-o-poder-publico-exigir-certidao-negativa-para-o-exercicio-da-atividade-empresarial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Augusto de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2013 09:52:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 109]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma recente decis&#227;o do ministro Celso de Mello, do STF, reacendeu a discuss&#227;o sobre a inconstitucionalidade da exig&#234;ncia de certid&#227;o negativa de d&#233;bito para a pr&#225;tica de atos necess&#225;rios ao desenvolvimento das atividades empresariais. No caso em quest&#227;o, o ministro Celso de Mello deferiu liminar para que a Uni&#227;o Federal, por interm&#233;dio do minist&#233;rio do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2013/06/28/afinal-pode-o-poder-publico-exigir-certidao-negativa-para-o-exercicio-da-atividade-empresarial/">Afinal, pode o Poder Público exigir certidão negativa para o exercício da atividade empresarial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify" style="border: 0px; font-size: 19px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial, sans-serif; line-height: 21.33333396911621px;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;"><font style="font-size: 12pt;">Uma recente decis&atilde;o do ministro Celso de Mello, do STF, reacendeu a discuss&atilde;o sobre a inconstitucionalidade da exig&ecirc;ncia de certid&atilde;o negativa de d&eacute;bito para a pr&aacute;tica de atos necess&aacute;rios ao desenvolvimento das atividades empresariais.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">No caso em quest&atilde;o, o ministro Celso de Mello deferiu liminar para que a Uni&atilde;o Federal, por interm&eacute;dio do minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio, abstenha-se de exigir que uma determinada empresa apresente certid&atilde;o negativa de d&eacute;bito trabalhista em chamadas p&uacute;blicas.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Indo um pouco mais al&eacute;m nessa discuss&atilde;o, entendemos que o Poder P&uacute;blico tamb&eacute;m n&atilde;o pode exigir certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos, seja l&aacute; qual for, como condi&ccedil;&atilde;o para uma empresa, por exemplo, registrar uma altera&ccedil;&atilde;o no seu contrato social, obter um regime especial de recolhimento de imposto, ou at&eacute; mesmo alienar bem im&oacute;vel.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse entendimento ganhou for&ccedil;a no julgamento das a&ccedil;&otilde;es diretas de inconstitucionalidade (ADIns)&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">173</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">394-1</a>, nas quais o STF analisou a constitucionalidade da lei Federal&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">7.711</a>, de 22 de dezembro de 1988, que obrigava as empresas a comprovarem a quita&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios como condi&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica de diversos atos, dentre os quais o registro de contrato relativo a aliena&ccedil;&atilde;o de bens. A referida norma previa o seguinte:</font></font></font></span></p>
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&quot;Art. 1&ordm; Sem preju&iacute;zo do disposto em leis especiais, a quita&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;ditos tribut&aacute;rios exig&iacute;veis, que tenham por objeto tributos e penalidades pecuni&aacute;rias, bem como contribui&ccedil;&otilde;es federais e outras imposi&ccedil;&otilde;es pecuni&aacute;rias compuls&oacute;rias, ser&aacute; comprovada nas seguintes hip&oacute;teses:</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">I &#8211; transfer&ecirc;ncia de domic&iacute;lio para o exterior;</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">II &#8211; habilita&ccedil;&atilde;o e licita&ccedil;&atilde;o promovida por &oacute;rg&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o federal direta, indireta ou fundacional ou por entidade controlada direta ou indiretamente pela Uni&atilde;o;</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">III &#8211; registro ou arquivamento de contrato social, altera&ccedil;&atilde;o contratual e distrato social perante o registro p&uacute;blico competente, exceto quando praticado por microempresa, conforme definida na legisla&ccedil;&atilde;o de reg&ecirc;ncia;</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">IV &#8211; quando o valor da opera&ccedil;&atilde;o for igual ou superior ao equivalente a 5.000 (cinco mil) obriga&ccedil;&otilde;es do Tesouro Nacional &#8211; OTNs:</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">a) registro de contrato ou outros documentos em Cart&oacute;rios de Registro de T&iacute;tulos e Documentos;</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">b) registro em Cart&oacute;rio de Registro de Im&oacute;veis;</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">c) opera&ccedil;&atilde;o de empr&eacute;stimo e de financiamento junto a institui&ccedil;&atilde;o financeira, exceto quando destinada a saldar d&iacute;vidas para com as Fazendas Nacional, Estaduais ou Municipais.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&sect; 1&ordm; Nos casos das al&iacute;neas a e b do inciso IV, a exig&ecirc;ncia deste artigo &eacute; aplic&aacute;vel &agrave;s partes intervenientes.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&sect; 2&ordm; Para os fins de que trata este artigo, a Secretaria da Receita Federal, segundo normas a serem dispostas em Regulamento, remeter&aacute; periodicamente aos &oacute;rg&atilde;os ou entidades sob a responsabilidade das quais se realizarem os atos mencionados nos incisos III e IV rela&ccedil;&atilde;o dos contribuintes com d&eacute;bitos que se tornarem definitivos na inst&acirc;ncia administrativa, procedendo &agrave;s competentes exclus&otilde;es, nos casos de quita&ccedil;&atilde;o ou garantia da d&iacute;vida.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&sect; 3&ordm; A prova de quita&ccedil;&atilde;o prevista neste artigo ser&aacute; feita por meio de certid&atilde;o ou outro documento h&aacute;bil, emitido pelo &oacute;rg&atilde;o competente.&quot;</font></font></font></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">No referido julgamento, o STF declarou a inconstitucionalidade dos incisos I, III e IV, e dos par&aacute;grafos 1&ordm; a 3&ordm;, todos do art. 1&ordm;. Segundo o STF, as exig&ecirc;ncias contidas no art. 1&ordm; da lei Federal 7.711/88 caracterizam &quot;san&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas&quot;, isto &eacute;, restri&ccedil;&otilde;es ou proibi&ccedil;&otilde;es impostas ao sujeito passivo como modo indireto de coer&ccedil;&atilde;o ao pagamento de tributo.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">De fato, n&atilde;o faz sentido impedir a pr&aacute;tica de um neg&oacute;cio l&iacute;cito sob o pretexto de que a sociedade envolvida na opera&ccedil;&atilde;o &eacute; devedora do fisco. Ora, se a empresa possui d&eacute;bito fiscal, deve o Poder P&uacute;blico se valer dos diversos mecanismos que a legisla&ccedil;&atilde;o lhe oferece para cobr&aacute;-la ou constranger o seu patrim&ocirc;nio para garantir o recebimento da d&iacute;vida, dentre os quais a lei de execu&ccedil;&otilde;es fiscais, e n&atilde;o se valer de artif&iacute;cios que indiretamente for&ccedil;am o contribuinte a pagar sua d&iacute;vida fiscal, usurpando deste o direito de discuti-la.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Esse tipo de restri&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ofende o princ&iacute;pio constitucional do devido processo legal, pois impede a empresa de exercer, na sua plenitude, os seus direitos de defesa e contradit&oacute;rio.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Mas apesar do posicionamento do STF, o Poder P&uacute;blico continua a exigir a prova da regularidade fiscal para as situa&ccedil;&otilde;es previstas no art. 1&ordm; da lei Federal 7.711/88, a pretexto dessas exig&ecirc;ncias estarem contidas em outras normas legais. Ocorre que essas outras normas, como o art. 47 da lei Federal&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">8.212</a>, de 24 de julho de 1991, s&atilde;o da mesma forma inconstitucionais, pois tamb&eacute;m imp&otilde;em san&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas aos contribuintes, a fim de obrig&aacute;-los a regularizar seus d&eacute;bitos fiscais.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">O art. 47 da lei Federal 8.212/91 prev&ecirc;, por exemplo, a exig&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa de d&eacute;bito previdenci&aacute;rio, fornecida pela RF do Brasil, para a aliena&ccedil;&atilde;o ou onera&ccedil;&atilde;o, a qualquer t&iacute;tulo, de bem im&oacute;vel. Por&eacute;m, na esteira do que decidiu o STF no julgamento das ADIns 173 e 394-1, que tratava de norma semelhante, a exig&ecirc;ncia do art. 47 da lei Federal 8.212/91 &eacute; inconstitucional.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">A compra e venda de im&oacute;vel, &agrave; vista de toda a formalidade e publicidade que a cerca, n&atilde;o pode ser considerada presumidamente ilegal ou prejudicial aos interesses fazend&aacute;rios pelo simples motivo de n&atilde;o estar acompanhada de prova da regularidade fiscal do vendedor.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">N&atilde;o ter a certid&atilde;o &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o significa necessariamente estado de insolv&ecirc;ncia ou coisa que o valha. A sua n&atilde;o emiss&atilde;o pode ser ocasionada por in&uacute;meras raz&otilde;es, sendo desde um mero erro em uma declara&ccedil;&atilde;o qualquer, at&eacute; o n&atilde;o pagamento de um valor indevido. &Eacute; sabido que muitas vezes as certid&otilde;es s&oacute; n&atilde;o s&atilde;o emitidas por conta da extrema burocracia e morosidade do Poder P&uacute;blico &ndash; ali&aacute;s, veja nesse ponto que o Poder P&uacute;blico acaba se beneficiando da pr&oacute;pria inefici&ecirc;ncia, o que &eacute; totalmente inadmiss&iacute;vel.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Se o objetivo da lei Federal 8.212/91 &eacute; evitar fraudes em detrimento do pagamento de tributos, n&atilde;o &eacute; a exig&ecirc;ncia da certid&atilde;o o mecanismo mais adequado ou eficaz para tanto. Eventual fraude ser&aacute; determinada pela exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de patrim&ocirc;nio suficiente para garantir o pagamento de d&iacute;vidas fiscais no momento da aliena&ccedil;&atilde;o do bem, conforme preceitua o art. 185 do&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional</a>.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Atento a todas essas circunst&acirc;ncias, o TJ/SP afastou a exig&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o das certid&otilde;es negativas referentes a quaisquer d&eacute;bitos tribut&aacute;rios federais que n&atilde;o digam respeito ao ato negocial de aliena&ccedil;&atilde;o do bem im&oacute;vel, na venda que seria feita por uma pessoa jur&iacute;dica. Eis abaixo a ementa da decis&atilde;o:</font></font></font></span></p>
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&quot;Mandado de seguran&ccedil;a pretens&atilde;o de afastar a exig&ecirc;ncia feita pelo tabeli&atilde;o de notas da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos federais como condi&ccedil;&atilde;o para a lavratura de escritura com refer&ecirc;ncia &agrave; aliena&ccedil;&atilde;o de bem im&oacute;vel &ndash; Admissibilidade &ndash; A comprova&ccedil;&atilde;o da regularidade fiscal n&atilde;o pode ser pressuposto da efetiva&ccedil;&atilde;o do registro da transa&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria, sob pena de configurar meio indireto de cobran&ccedil;a de tributos senten&ccedil;a reformada para conceder a seguran&ccedil;a. Recurso provido.&quot; (Apela&ccedil;&atilde;o n&ordm; 0263444-14.2009.8.26.0000, 20 de julho de 2011)</font></font></font></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">O art. 47 da lei Federal 8.212/91 tamb&eacute;m prev&ecirc; a exig&ecirc;ncia de certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios como condi&ccedil;&atilde;o para o registro ou arquivamento, no &oacute;rg&atilde;o pr&oacute;prio, de ato relativo a baixa ou redu&ccedil;&atilde;o de capital de firma individual, redu&ccedil;&atilde;o de capital social, cis&atilde;o total ou parcial, transforma&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o de entidade ou sociedade comercial ou civil e transfer&ecirc;ncia de controle de cotas de sociedades de responsabilidade limitada. &Eacute; nitidamente outro caso de san&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Para o registro dos atos societ&aacute;rios mencionados no arti. 47 da lei Federal 8.212/91, tamb&eacute;m se exige a apresenta&ccedil;&atilde;o de certid&atilde;o de regularidade quanto ao FGTS, por for&ccedil;a do art. 27 da lei Federal&nbsp;<a href="http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI180169,11049-Afinal+pode+o+Poder+Publico+exigir+certidao+negativa+para+o+exercicio" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px; padding: 0px; color: rgb(188, 0, 0);" target="_self" rel="noopener noreferrer">8.036</a>, de 11 de maio de 1990, que da mesma forma &eacute; inconstitucional.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">A prop&oacute;sito, al&eacute;m da certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios e do FGTS, em ambas as situa&ccedil;&otilde;es (aliena&ccedil;&atilde;o de bem im&oacute;vel e registro de ato societ&aacute;rio) o Poder P&uacute;blico exige a apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa conjunta de d&eacute;bitos federais e inscri&ccedil;&otilde;es na d&iacute;vida ativa, emitida pela RF do Brasil e a Procuradoria da Fazenda Nacional.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">A obrigatoriedade da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa conjunta de d&eacute;bitos federais para a pr&aacute;tica desses atos tamb&eacute;m &eacute; inconstitucional, mas n&atilde;o apenas porque se caracteriza como uma san&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, mas tamb&eacute;m porque n&atilde;o existe lei prevendo tal exig&ecirc;ncia, diferentemente do que acontece com a certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios e do FGTS. Essa diferen&ccedil;a &eacute; relevante, pois nos casos em que o ato que o contribuinte pretende praticar esbarra apenas na exig&ecirc;ncia da certid&atilde;o negativa conjunta, os Tribunais s&atilde;o mais flex&iacute;veis.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Usando como exemplo o TRF da 3&ordf; Regi&atilde;o, a quem compete julgar os processos de S&atilde;o Paulo, os contribuintes n&atilde;o costumam ter sucesso quando pedem a dispensa da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios para o registro de ato societ&aacute;rio na Junta Comercial, a despeito do entendimento consolidado no STF. Mas quando a discuss&atilde;o gira em torno da certid&atilde;o negativa conjunta, o &ecirc;xito na dispensa se torna poss&iacute;vel. A corroborar essa firma&ccedil;&atilde;o, eis uma decis&atilde;o recente a esse respeito:</font></font></font></span></p>
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&quot;DIREITO CIVIL. ALTERA&Ccedil;&Atilde;O CONTRATUAL. REGISTRO NA JUNTA COMERCIAL. LEI 8.934/94. CERTID&Otilde;ES NEGATIVAS DE D&Eacute;BITOS PERANTE O INSS E FGTS (CEF). LEGALIDADE. LEIS 8.212/91 E 8.036/90. EXIG&Ecirc;NCIA DE CERTID&Atilde;O NEGATIVA PERANTE A RECEITA FEDERAL DO BRASIL E PROCURADORIA DA FAZENDA NACIONAL N&Atilde;O PREVISTA EM LEI. IMPOSSIBILIDADE. O art. 37 da lei 8.934/94, que trata do Registro P&uacute;blico de Empresas Mercantis e atividades afins, disp&otilde;e expressamente que n&atilde;o ser&atilde;o exigidos quaisquer outros documentos como condi&ccedil;&atilde;o para o arquivamento de atos de com&eacute;rcio, al&eacute;m daqueles enumerados no pr&oacute;prio dispositivo legal. O arquivamento de altera&ccedil;&atilde;o contratual perante a Junta Comercial prescinde da apresenta&ccedil;&atilde;o de certid&atilde;o negativa de tributos federais e d&iacute;vida ativa, ante a inexist&ecirc;ncia de previs&atilde;o legal espec&iacute;fica. Quanto &agrave;s d&iacute;vidas frente ao INSS, se aplica o quanto determina o art. 47, I, &quot;d&quot;, da lei 8.212/91, que exige CND, no registro ou arquivamento, no &oacute;rg&atilde;o pr&oacute;prio, de ato relativo a baixa ou redu&ccedil;&atilde;o de capital de firma individual, redu&ccedil;&atilde;o de capital social, cis&atilde;o total ou parcial, transforma&ccedil;&atilde;o ou extin&ccedil;&atilde;o de entidade ou sociedade comercial ou civil e transfer&ecirc;ncia de controle de cotas de sociedades de responsabilidade limitada. Tratando-se de hip&oacute;tese prevista no dispositivo legal mencionado, n&atilde;o h&aacute; como eximir a empresa da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa de d&eacute;bitos relativa ao INSS. O mesmo racioc&iacute;nio se aplica &agrave;s d&iacute;vidas atinentes ao FGTS, pois a prova de inexist&ecirc;ncia de tais d&eacute;bitos est&aacute; prevista no artigo 27 da lei n&ordm; 8.036/90. Apela&ccedil;&atilde;o parcialmente provida.&quot; (TRF 3&ordf; Regi&atilde;o, TERCEIRA TURMA, AMS 0028266-35.2005.4.03.6100, Rel. DESEMBARGADOR FEDERAL M&Aacute;RCIO MORAES, julgado em 17/05/2012, e-DJF3 Judicial 1 DATA:25/05/2012)</font></font></font></span></p>
</blockquote>
</blockquote>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Ou seja, na d&uacute;vida entre regularizar os d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios, ou os d&eacute;bitos de FGTS, e os demais d&eacute;bitos federais, sugere-se que se resolvam os primeiros, pois &eacute; menos complicado conseguir no judici&aacute;rio afastar a exig&ecirc;ncia da apresenta&ccedil;&atilde;o da certid&atilde;o negativa conjunta de d&eacute;bitos federais para a pr&aacute;tica de atos como o registro de ato societ&aacute;rio ou a venda de bem im&oacute;vel.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
	<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">Voltando &agrave; quest&atilde;o da comprova&ccedil;&atilde;o da regularidade dos d&eacute;bitos previdenci&aacute;rios, outra pr&aacute;tica ilegal do Poder P&uacute;blico (pois n&atilde;o existe lei que respalde a pr&aacute;tica) &eacute; a exig&ecirc;ncia de certid&atilde;o com finalidade espec&iacute;fica para o ato&sup1;. Em abono dessa tese, o TRF da 3&ordf; regi&atilde;o j&aacute; decidiu ser ilegal a exig&ecirc;ncia de certid&atilde;o previdenci&aacute;ria com finalidade espec&iacute;fica:</font></font></font></span></p>
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<blockquote style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 0px 0px 0px 30px; padding: 0px; quotes: none;">
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">&quot;MANDADO DE SEGURAN&Ccedil;A. ARQUIVAMENTO DE ALTERA&Ccedil;&Atilde;O SOCIET&Aacute;RIA NA JUNTA COMERCIAL. AUS&Ecirc;NCIA DE MANIFESTA&Ccedil;&Atilde;O CONCLUSIVA DA AUTORIDADE. IMPOSSIBILIDADE DE DEFERIMENTO DO REGISTRO. CERTID&Atilde;O DE REGULARIDADE FISCAL. ART. 47, &sect; 4&deg;, DA LEI 8.212/91. FINALIDADE ESPEC&Iacute;FICA. ILEGALIDADE.</font></font></font></span></p>
<p align="justify" style="border: 0px; font: inherit; vertical-align: baseline; margin: 20px 0px; padding: 0px; text-align: justify;">
			<span style="font-size:10px;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt; color: rgb(51, 51, 51); line-height: 21.33333396911621px;"><font style="font-size: 12pt;"><font style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 12pt;">1. De fato n&atilde;o houve manifesta&ccedil;&atilde;o da autoridade impetrada quanto ao deferimento ou indeferimento do pedido de arquivam</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2013/06/28/afinal-pode-o-poder-publico-exigir-certidao-negativa-para-o-exercicio-da-atividade-empresarial/">Afinal, pode o Poder Público exigir certidão negativa para o exercício da atividade empresarial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novas regras para o pagamento da PLR</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2013/06/27/novas-regras-para-o-pagamento-da-plr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Vinícius de Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jun 2013 15:42:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 109]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Lei Federal n. 12.832, publicada em 21 de junho de 2013, alterou as disposi&#231;&#245;es sobre a participa&#231;&#227;o dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, e passa a valer desde 1&#186; de janeiro deste ano. Com a nova lei, se n&#227;o for por meio de conven&#231;&#227;o ou acordo coletivo, a negocia&#231;&#227;o a respeito da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2013/06/27/novas-regras-para-o-pagamento-da-plr/">Novas regras para o pagamento da PLR</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	A <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12832.htm">Lei Federal n. 12.832</a>, publicada em 21 de junho de 2013, alterou as disposi&ccedil;&otilde;es sobre a participa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa, e passa a valer desde 1&ordm; de janeiro deste ano.</p>
<p>	Com a nova lei, se n&atilde;o for por meio de conven&ccedil;&atilde;o ou acordo coletivo, a negocia&ccedil;&atilde;o a respeito da participa&ccedil;&atilde;o nos lucros ou resultados dever&aacute; ser feita por comiss&atilde;o <strong>parit&aacute;ria </strong>escolhida pelas partes, integrada, tamb&eacute;m, por um representante indicado pelo sindicato da respectiva categoria. A legisla&ccedil;&atilde;o, portanto, passa a exigir que a comiss&atilde;o seja formada em p&eacute; de igualdade pela empresa e os empregados, condi&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o existia antes.</p>
<p>	A nova lei tamb&eacute;m prev&ecirc; que o programa de participa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores nos lucros ou resultados n&atilde;o pode estipular metas referentes &agrave; sa&uacute;de e seguran&ccedil;a no trabalho como crit&eacute;rio e condi&ccedil;&atilde;o, o que vai demandar a revis&atilde;o dos acordos por parte das empresas que se valem de tais situa&ccedil;&otilde;es como metas.</p>
<p>	Outra mudan&ccedil;a provocada pela nova lei diz com a periodicidade do pagamento da PLR. Passa a ser vedado o pagamento de qualquer antecipa&ccedil;&atilde;o ou distribui&ccedil;&atilde;o de valores a t&iacute;tulo de participa&ccedil;&atilde;o nos lucros ou resultados da empresa em mais de duas vezes no mesmo ano civil e em periodicidade inferior a um trimestre civil.</p>
<p>	Vale lembrar que o descumprimento dessas regras descaracteriza a PLR, o que pode resultar na autua&ccedil;&atilde;o por parte da Receita Federal do Brasil, que pode exigir do empregador o pagamento das contribui&ccedil;&otilde;es previdenci&aacute;rias sobre os valores pagos a t&iacute;tulo de PLR. Da&iacute; a import&acirc;ncia das empresas reverem seus programas de PLR, para adequ&aacute;-los &agrave; nova lei.</p>
<p>	Quanto a quest&atilde;o da tributa&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, a nova lei basicamente ratificou as altera&ccedil;&otilde;es introduzidas pela Medida Provis&oacute;ria n&ordm; 597/2012, vale dizer, os valores recebidos a t&iacute;tulo de PLR ser&atilde;o tributados pelo imposto sobre a renda exclusivamente na fonte, em separado dos demais rendimentos recebidos, no ano do recebimento ou cr&eacute;dito, com base na tabela progressiva anual, sendo que pela tabela vigente a al&iacute;quota &eacute; zero para o recebimento de at&eacute; R$ 6.000,00.</p>
<p>	Vinicius de Barros</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>STJ entende que os créditos garantidos por cessão fiduciária não se submetem aos efeitos da Recuperação Judicial da empresa.</title>
		<link>https://www.fortes.adv.br/2013/05/17/stj-entende-que-os-creditos-garantidos-por-cessao-fiduciaria-nao-se-submetem-aos-efeitos-da-recuperacao-judicial-da-empresa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thaís de Souza França]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 May 2013 12:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição 109]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false"></guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando uma empresa vendedora ou prestadora de servi&#231;os aliena uma mercadoria ou realiza algum servi&#231;o e aceita o pagamento a prazo, ela origina um cr&#233;dito a receber, tamb&#233;m chamado de direito credit&#243;rio. Esse direito credit&#243;rio &#233; considerado um bem m&#243;vel, de acordo com a defini&#231;&#227;o do C&#243;digo Civil (art. 83)1, e pode ser cedido (i) [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>	Quando uma empresa vendedora ou prestadora de servi&ccedil;os aliena uma mercadoria ou realiza algum servi&ccedil;o e aceita o pagamento a prazo, ela origina um cr&eacute;dito a receber, tamb&eacute;m chamado de direito credit&oacute;rio. Esse direito credit&oacute;rio &eacute; considerado um bem m&oacute;vel, de acordo com a defini&ccedil;&atilde;o do C&oacute;digo Civil (art. 83)<sup>1</sup>, e pode ser cedido (i) <u>em definitivo</u> a terceiros, opera&ccedil;&atilde;o comumente realizada com Fundos de Investimentos em Direitos Credit&oacute;rios ou empresas de fomento mercantil, ou (ii) <u>em garantia</u>, a qualquer pessoa jur&iacute;dica ou f&iacute;sica.</p>
<p>	Um banco, por exemplo, poder&aacute; condicionar a libera&ccedil;&atilde;o de um empr&eacute;stimo &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o de garantias pela sua cliente. Se essa garantia for representada por receb&iacute;veis da cliente perante terceiros (os sacados), ser&aacute; ajustada a chamada cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de cr&eacute;ditos em garantia, disciplinada na Lei n&deg; 4.728/1965 art. 66-B, par&aacute;grafos 3&ordm; e 4<font size="1">&ordm;</font>.</p>
<p>	Se esse mesmo tipo de garantia for oferecido em contrato ajustado entre pessoas jur&iacute;dicas n&atilde;o integrantes do sistema financeiro (uma empresa de fomento mercantil, por exemplo), os receb&iacute;veis da devedora, nesse caso, seriam transferidos &agrave; credora por meio da aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria prevista no artigo 1.361 e seguintes do C&oacute;digo Civil.</p>
<p>	Frise-se, n&atilde;o se trata de uma opera&ccedil;&atilde;o exclusiva de institui&ccedil;&otilde;es financeiras, podendo a cess&atilde;o ou aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria de direitos credit&oacute;rios ser realizada por qualquer pessoa, jur&iacute;dica ou f&iacute;sica.</p>
<p>	A controv&eacute;rsia sobre o tema se inicia quando a cedente dos direitos credit&oacute;rios entra em recupera&ccedil;&atilde;o judicial. A Lei de Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial estipula em seu artigo 49 que est&atilde;o sujeitos &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o judicial todos os cr&eacute;ditos existentes na data do pedido, ainda que n&atilde;o vencidos<sup>3</sup>. Entretanto, o par&aacute;grafo 3&ordm; do aludido artigo disp&otilde;e que o credor titular da posi&ccedil;&atilde;o de propriet&aacute;rio fiduci&aacute;rio de bens m&oacute;veis ou im&oacute;veis n&atilde;o se submeter&aacute; aos efeitos da recupera&ccedil;&atilde;o judicial, prevalecendo os direitos de propriedade sobre a coisa e as condi&ccedil;&otilde;es contratuais<sup>4</sup>.</p>
<p>	Apesar de a Lei prever que a propriedade fiduci&aacute;ria n&atilde;o se submete aos efeitos da Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial, a jurisprud&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime nesse sentido.</p>
<p>	Alguns julgados proferidos defendem que o cr&eacute;dito garantido por cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito estaria sujeito aos efeitos da Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial em virtude de o legislador n&atilde;o ter inclu&iacute;do expressamente essa modalidade no rol das exce&ccedil;&otilde;es disposto na Lei, apesar de o aludido dispositivo legal mencionar que o propriet&aacute;rio fiduci&aacute;rio de bens m&oacute;veis n&atilde;o se submete aos efeitos da Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial. Outros julgados disp&otilde;em que a manuten&ccedil;&atilde;o da cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de cr&eacute;ditos, nessas ocasi&otilde;es, seria incompat&iacute;vel com o princ&iacute;pio constitucional da preserva&ccedil;&atilde;o da empresa, al&eacute;m de prejudicar o pagamento aos demais credores, sujeitos &agrave; Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial.</p>
<p>	Recentemente o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a, com o objetivo de consolidar o diss&iacute;dio jurisprudencial, se manifestou acerca do tema ao julgar o <a href="http://www.fortes.adv.br/Download.aspx?Codigo=141">Recurso Especial n&ordm; 1.263.500-ES</a>. A Quarta Turma, em decis&atilde;o un&acirc;nime, entendeu que os cr&eacute;ditos garantidos por cess&atilde;o fiduci&aacute;ria n&atilde;o se submetem aos efeitos da Recupera&ccedil;&atilde;o Judicial, justamente em virtude da regra do artigo 49, par&aacute;grafo 3&ordm;, da Lei 11.101/2005.</p>
<p>	Ademais, como bem destacou o aludido julgado, se as garantias conferidas aos credores forem gradativamente minadas por decis&otilde;es proferidas pelo Ju&iacute;zo da recupera&ccedil;&atilde;o, a pr&oacute;pria sociedade em recupera&ccedil;&atilde;o poder&aacute; sofrer consequ&ecirc;ncias mais s&eacute;rias, como n&atilde;o conseguir mais cr&eacute;dito no mercado, sendo absolutamente justific&aacute;vel o tratamento conferido aos cession&aacute;rios-fiduci&aacute;rios no &acirc;mbito do processo recuperacional.</p>
<p>	Se por um lado a disciplina legal da cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de t&iacute;tulo de cr&eacute;dito coloca os credores-fiduci&aacute;rios em situa&ccedil;&atilde;o extremamente privilegiada em rela&ccedil;&atilde;o aos demais credores e dificulta a recupera&ccedil;&atilde;o da empresa, por outro, n&atilde;o se pode desconsiderar que a forte expectativa de retorno do capital decorrente deste tipo de garantia permite a realiza&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios com menor taxa de risco e, portanto, induz &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o das taxas cobradas, o que beneficia a atividade empresarial.<br />
	&nbsp;</p>
<p>	A interpreta&ccedil;&atilde;o adotada pelo Superior Tribunal de Justi&ccedil;a parece adequada &agrave; realidade, &nbsp;pois &eacute; importante zelar pelo bom uso do princ&iacute;pio da preserva&ccedil;&atilde;o da empresa economicamente vi&aacute;vel, mas tal princ&iacute;pio n&atilde;o pode ser usado como justificativa para desrespeito &agrave; lei ou &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es contratuais pactuadas.</p>
<p>	Por: Tha&iacute;s de Souza Fran&ccedil;a.</p>
<hr />
<p>	1-C&oacute;digo Civil &#8211; Artigo 83: &ldquo;Consideram-se m&oacute;veis para os efeitos legais: (&#8230;) III &#8211; os direitos pessoais de car&aacute;ter patrimonial e respectivas a&ccedil;&otilde;es&rdquo;.<br />
	2- Lei 4.728/1965 &ndash; Artigo 66-B: Art. 66-B. O contrato de aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria celebrado no &acirc;mbito do mercado financeiro e de capitais, bem como em garantia de cr&eacute;ditos fiscais e previdenci&aacute;rios, dever&aacute; conter, al&eacute;m dos requisitos definidos na Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 &ndash; C&oacute;digo Civil, a taxa de juros, a cl&aacute;usula penal, o &iacute;ndice de atualiza&ccedil;&atilde;o monet&aacute;ria, se houver, e as demais comiss&otilde;es e encargos. (&#8230;)&sect; 3<u><sup>o</sup></u> &Eacute; admitida a aliena&ccedil;&atilde;o fiduci&aacute;ria de coisa fung&iacute;vel e a cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de direitos sobre coisas m&oacute;veis, bem como de t&iacute;tulos de cr&eacute;dito, hip&oacute;teses em que, salvo disposi&ccedil;&atilde;o em contr&aacute;rio, a posse direta e indireta do bem objeto da propriedade fiduci&aacute;ria ou do t&iacute;tulo representativo do direito ou do cr&eacute;dito &eacute; atribu&iacute;da ao credor, que, em caso de inadimplemento ou mora da obriga&ccedil;&atilde;o garantida, poder&aacute; vender a terceiros o bem objeto da propriedade fiduci&aacute;ria independente de leil&atilde;o, hasta p&uacute;blica ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, devendo aplicar o pre&ccedil;o da venda no pagamento do seu cr&eacute;dito e das despesas decorrentes da realiza&ccedil;&atilde;o da garantia, entregando ao devedor o saldo, se houver, acompanhado do demonstrativo da opera&ccedil;&atilde;o realizada. &sect; 4<u><sup>o</sup></u> No tocante &agrave; cess&atilde;o fiduci&aacute;ria de direitos sobre coisas m&oacute;veis ou sobre t&iacute;tulos de cr&eacute;dito aplica-se, tamb&eacute;m, o disposto nos arts. 18 a 20 da Lei n<sup>o</sup> 9.514, de 20 de novembro de 1997.<br />
	3-Lei 11.101/2005 &ndash; Artigo 49: &ldquo;Est&atilde;o sujeitos &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o judicial todos os cr&eacute;ditos existentes na data do pedido, ainda que n&atilde;o vencidos&rdquo;.<br />
	4-Lei 11.101/2005 &ndash; Artigo 49: (&#8230;) &sect; 3&ordm;: &ldquo;Tratando-se de credor titular da posi&ccedil;&atilde;o de propriet&aacute;rio fiduci&aacute;rio de bens m&oacute;veis ou im&oacute;veis, de arrendador mercantil, de propriet&aacute;rio ou promitente vendedor de im&oacute;vel cujos respectivos contratos contenham cl&aacute;usula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em incorpora&ccedil;&otilde;es imobili&aacute;rias, ou de propriet&aacute;rio em contrato de venda com reserva de dom&iacute;nio, seu cr&eacute;dito n&atilde;o se submeter&aacute; aos efeitos da recupera&ccedil;&atilde;o judicial e prevalecer&atilde;o os direitos de propriedade sobre a coisa e as condi&ccedil;&otilde;es contratuais, observada a legisla&ccedil;&atilde;o respectiva, n&atilde;o se permitindo, contudo, durante o prazo de suspens&atilde;o a que se refere o &sect; 4o do art. 6o desta Lei, a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial&rdquo;.<br />
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<p>O post <a href="https://www.fortes.adv.br/2013/05/17/stj-entende-que-os-creditos-garantidos-por-cessao-fiduciaria-nao-se-submetem-aos-efeitos-da-recuperacao-judicial-da-empresa/">STJ entende que os créditos garantidos por cessão fiduciária não se submetem aos efeitos da Recuperação Judicial da empresa.</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.fortes.adv.br">Teixeira Fortes Advogados</a>.</p>
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